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"Diferentão", Mercedes GLC Coupé é muito parecido com BMW X4

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

22/02/2017 08h00

Meio SUV, meio cupê, modelo de R$ 300 mil é aposta da marca de Stuttgart para aumentar vendas no Brasil

Eis o mais novo caso automotivo de "junte-se ao rival se não pode vencê-lo": por R$ 299.900, a Mercedes-Benz já entrega aos interessados o esquisito GLC Coupé.

Sim, é mais uma tentativa da marca de tirar vendas da BMW, que se deu bem ao criar o nicho dos estranhos (mas bons de loja) "SUV-cupês", primeiro com o X6 (grande), depois com o X4 (médio).

É com este último, que custa cerca de R$ 320 mil no Brasil, que a Mercedes quer emparelhar agora.

Nenhum executivo da marca fala em números, apenas em "boa expectativa", mas o termo "roubar vendas" não é negado. A Mercedes sabe que está atrás da rival nesta área e que seu próprio produto é -- de novo -- uma admissão de que o movimento da BMW foi muito bem dado (antes, a marca da estrela de três pontas havia feito o mesmo com o GLE Coupé, um simulacro do X6).

Não à toa, o preço ligeiramente mais baixo, feito para deixar o cliente na dúvida. Não à toa o visual: é impossível não chamar o GLC Coupé de "X4 da Mercedes".

Visual "narigudo", com capo alto, frente ampla e larga, com grade estilo diamante, faróis Full LED, para-choque gigantesco e muito detalhe em metal cromado até o situam como um autêntico SUV da Mercedes.

Já a traseira... Há um quê de cupê de Stuttgart, com lanternas horizontais que invadem a lateral da carroceria, tampa bem limpa, dupla de escapes.

Mas o que salta aos olhos é a rabeta esquisita para um SUV, quase uma cauda de animal, que não combina com o porte abrutalhado do resto do carro e obriga o teto a se curvar, bem como as rodas bem grandes (aro de 20 polegadas) e largas, que extrapolam a carroceria (alargada com uma boa dose de aerodinâmica e kit visual  AMG) -- mas tudo isso foi pensado  usado antes, neste caso específico, pela BMW.

Como anda

Em movimento, o GLC Coupé nem parece ser tão grande (é 8 cm maior que GLC comum, embora seja 4 cm menor, tendo incríveis 2,87 m de entre-eixos): se mexe bem graças ao motor 2.0 turbo (211 cv) e, sobretudo, ao esperto câmbio automático de nove marchas (o 9GTronic) aliado à tração integral.

Ajuda na tarefa um recurso interessante do controle de tração, que dosa o freio em doses microscópicas e mantém o carro alinhado na pista, mesmo em situações com forte vento lateral.

Apesar disso, o GLC Coupé se mostra estabanado: a área envidraçada, sobretudo na lateral e na vigia traseira são pequenas demais. Mas nada é tão estreito quanto os retrovisores, um pecado -- muito provavelmente menores do que o recomendado para uma carroceria tão grande (UOL Carros voltará a falar disso após o Carnaval).

Resultado: você tem de rebolar no banco do motorista para achar uma boa visão de motociclistas e de outros carros que estarão no seu ponto cego a todo instante, se não quiser causar um acidente.

Mas e a eletrônica? Então... Apesar do ótimo controle de estabilidade, não temos muitos outros recursos: nada de ACC (só controle de cruzeiro simples), nada de controle de faixa, nem de freio automático ou estacionamento automático, muito menos o tal alerta de ponto cego. Nada disso está presente neste carrão de R$ 300 mil. Tudo faz falta.

Talvez falta demais pra quem deseja tirar um pouco do brilho pioneiro e solitário da BMW.

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