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Mercedes começa 2017 bem: vai vender "ao menos um" carro de R$ 1,2 milhão

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

03/02/2017 04h00

Crise? Falta de financiamento? Supercarro da Mercedes-AMG esnoba medos mundanos do brasileiro

Janeiro fez 2017 começar com o pé esquerdo, com vendas de carros ainda piores do que aquelas que encerraram 2016, certo?

Pode ser para você, para mim e para fabricantes de modelos comuns, mas não para a divisão de carros especiais da Mercedes-Benz e alguns de seus clientes.

Na noite da quarta-feira (1º), a marca alemã fez mais uma edição do que chama de "Top Night", uma mistura de abertura comercial do ano e festa de relacionamento para fornecedores e clientes (especiais).

Num badalado salão de eventos na Zona Oeste de São Paulo, esses convidados especiais se juntaram a DJs, músicos e celebridades, que lotaram as redes sociais de menções à marca e, claro, selfies. Mas a atração da noite foi o supercarro Mercedes-AMG GT-R, cupê anunciado no último Salão de Paris.

Em setembro, direto da França, UOL Carros cravou que o AMG GT-R chegaria em 2017. E por mais de R$ 1 milhão.

Sim, mais de R$ 1 milhão. E vai vender

Pois chegou 2017 e esta máquina de 585 cavalos veio junto, pronta para fazer o 0-100 km/h em pouco menos de 4 segundos (se houver pista disponível). Chegou inclusive com a cor verde que lhe rende o apelido de "monstro do inferno verde". Ela é a opção de lançamento junto a outros tons que vão do preto ao amarelo (de acordo com a coragem do comprador).

De verdade, o carro que todos observaram e clicaram durante a festa -- com rodas e teto pretos, bancos tipo concha pretos com detalhes em amarelo -- veio apenas para demonstração e pega o navio de volta à Affalterbach, na Alemanha.

Quem comprar um GT-R no Brasil, sob regime total de encomenda (cor, estilo dos bancos e acabamento interior, tudo ao gosto do cliente) vai receber sua unidade no segundo semestre. Detalhe: pode ser o cupê ou mesmo o conversível (GT-R Roadster).

Se as vendas gerais de carros despencaram mais 28% no último mês, frente a números ruins herdados de 2016, a Mercedes (que perdeu "só" 15% na entrega de seus modelos mais "comuns", mas que confia em recuperar no restante do ano) "espera ir bem com o GT-R e vender mais de uma unidade este ano", segundo pessoas ligadas à marca.

"Mais de uma"? Pois é. Um dos convidados da noite, trajando camisa polo azul, jeans e mocassins, tudo bem discreto, era um "comprador especial" já interessado no esportivo.

Não se fala em uma marca, até pelo tempo maior dedicado ao processo de importação por encomenda, mas os números podem bem chegar aos dez carros no ano. Lembrando que o R$ 1,2 milhão diz respeito ao preço base do AMG GT-R, que pode subir bem com personalizações mais radicais (ou com carroceria conversível), pode-se dizer que o balanço da Mercedes pode de fato fechar 2017 no azul. Melhor ainda: no verde.

Não tem R$ 1 milhão?

Fica de "prêmio de consolação" a informação de que o novo Mercedes-Benz GLA, com o visual renovado mostrado em Detroit, em janeiro, também começa a ser entregue no Brasil ainda este ano. O crossover é fabricado no Brasil, mas também tem unidades de versões mais caras importadas da Europa.

 

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