Salão de Detroit

Novo "clone" do BMW X6, Q8 mostra futuro da Audi; assista

Eugênio Augusto Brito (do UOL), com Benê Gomes (do Auto+)

De Detroit (EUA)

20/01/2017 08h00

Alguns analistas até apontam que a febre dos SUVs está com os dias contados... mas não é isso que percebemos percorrendo o pavilhão onde é realizado o Salão de Detroit, evento global que abre a temporada automotiva de 2017. Com exceção da Kia, todas as grandes marcas apostaram em algum modelo inédito para o segmento -- e algumas foram além, como a Audi.

Seguindo os passos da matriz Volkswagen, trouxe dois representantes de peso: até havia um cupê S5 conversível de nova geração no estande, mas os olhares se voltaram para a dupla de gigantes SQ5 (também em segunda geração, com 354 cavalos) e Q8 Concept. Muito dele pode ser visto no vídeo de Benê Gomes, editor do Programa Auto+ e parceiro de UOL Carros

Como já é praxe, apesar de ser um protótipo, o Q8 antecipa em praticamente tudo o modelo real que chegará às lojas de todo o mundo em 2018. Como também se tornou lugar-comum, explora uma seara que já funciona para outras marcas, sem inventar nada. No caso, falamos do segmento de Crossovers que gostariam de ser cupês esportivos.

Por ter sido pioneira, a BMW ousou e se deu bem com seu X6 -- apesar de formas e força bestiais, próximas do desproporcional, o modelo vendeu muito e fez escola. Primeiro foi a rival Mercedes-Benz, com seu GLE Coupé. Agora é a Audi quem se inspira demais no X6 para fazer seu Q8: frente enorme (a grade com barras verticais e vincos profundos lembra a máscara do vilão Darth Vader de "Star Wars"), rodas gigantes... e aquele apêndice traseiro se destacando da coluna C, como uma espécie de rabo.

Ainda assim, Marc Lichte, chefe de design da Audi, afirma que seu carro é a personificação do "novo". E promete entregar o modelo mais tecnológico e luxuoso da marca. No conceito pintado em belo tom de azul, mini-emblemas de argolas sensíveis ao toque substituem as maçanetas das portas. Faróis mesclam LED e projetores de raio laser. Interior é amplo, mas prevê apenas quatro ocupantes.

Surpresa mesmo temos com painel de instrumentos e interface do motorista (todos os botões, comandos e área multimídia do console central): eles sumiram e foram substituídos por telas sensíveis ao toque, sensores de movimento e até projetor de holografia para uso de realidade aumentada. Claro, tudo isso combina com direção autônoma.

Só não é possível saber se o trem-de-força híbrido do conceito será mantido: provendo tração integral, gera um total de 449 cv e absurdos 71,3 kgfm de torque. O que a Audi promete é que, com este tipo de brutamontes, vai aumentar em até 50% sua participação no segmento. Ou seja: ainda veremos muitos SUVs nas ruas.

* Viagem a convite de General Motors e Nissan.

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