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FCA e Renault são investigadas por fraude na Europa; nem Renegade escapa

Murilo Góes/UOL
Jeep Renegade europeu exibido no Salão de Paris 2014: suvinho é um dos modelos investigados Imagem: Murilo Góes/UOL

Do UOL, em São Paulo (SP), com agências

13/01/2017 14h58

Denúncias partiram de comissão da UE e da Justiça francesa

Um dia depois de Agência Nacional de Proteção Ambiental dos Estados Unidos divulgar que está investigando a FCA (Fiat-Chrysler) por violação das normas de emissões veiculares do país, foi a vez de autoridades europeias apontarem os dedos ao grupo ítalo-americano e também à Renault.

Primeiro foi a comissão da União Europeia que, nesta sexta-feira (13), solicitou ao governo da Itália que se defenda de uma acusação, partida da Alemanha, de que estaria ajudando a FCA a acobertar a utilização de um software que camufla os índices de poluentes emitidos.

A KBA, autoridade máxima de transporte alemã, alega que a FCA procedeu de modo fraudulento, próximo ao que a Volkswagen fez em relação a seus motores. Estariam envolvidas unidades dos modelos Fiat 500X, Fiat Doblò e até do Jeep Renegade (um dos maiores sucessos de vendas no Brasil atualmente), todas movidas a diesel.

Vale lembrar que o Renegade 4x4 Diesel também é fabricado e vendido em nosso mercado.

À agência Reuters, uma fonte ligada à UE afirmou que uma unidade do 500X foi levada para testes em um laboratório da comissão em Milão, e os resultados teriam sido considerados "suspeitos". Ainda não há números oficiais de quantos veículos estariam envolvidos.

A FCA até agora não comentou o caso. Na quinta-feira (12), quando foi confirmada a investigação por parte do governo americano, o grupo emitiu nota garantindo "respeitar as normas" e se prontificando a "colaborar com as investigações".

Já a Promotoria de Paris (França) abriu investigação contra a Renault, na última quinta, por motivo similar: utilização de dispositivos ilegais para camuflar a presença de poluentes nos gases emitidos por automóveis a diesel. Não foram divulgados números ou nome dos modelos, por enquanto.

A fabricante francesa nega qualquer irregularidade: “A Renault respeita legislação francesa e europeia. Nossos carros sempre foram homologados em conformidade às leis e regulamentações, e estão de acordo com as normas vigentes. Os veículos não estão equipados com software de fraude”, disse a empresa, em um comunicado.

Se condenadas, as fabricantes poderão ter de arcar com uma multa bilionária. A Volkswagen, por exemplo, terá de desembolsar US$ 4,3 bilhões só nos Estados Unidos.

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