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Novo Cruze hatch usa base do Astra europeu para ser líder; veja como anda

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

09/12/2016 12h47

Último lançamento da Chevrolet em 2016 -- e foi um ano longo e recheado para a marca, com 12 lançamentos como a chegada de Onix e Prisma reestilizados, novo Cruze sedã e reformulações nos motores de Cobalt e Spin --, o novíssimo Cruze Sport 6 (hatchback) chega com missão ousada: ser líder.

Segundo Hermann Mahnke, gerente de marketing da empresa no país, a meta é entregar 1.500 unidades ao mês e tomar um terço do bolo do segmento de dois-volumes médios do país.

É ousado porque será necessário bater Ford Focus e Volkswagen Golf para tanto -- a General Motors e seu modelo são terceiros em vendas atualmente. E também pelo fato de que nenhum dos rivais detém esta fatia: Ford tem 20% das vendas (6.300 unidades desde janeiro); VW, 17,5% (5.500); e a GM, 10,5% (3.300 com o Cruze atual).

Veja aqui a lista completa de versões, preços e equipamentos.

Murilo Góes/UOL
Cruze Sport6 quer ficar no topo da montanha-russa dos hatches médios, empurrando Focus e Golf trilhos abaixo Imagem: Murilo Góes/UOL
Parentesco com Astra

Dar o salto de 300 carros mensais é até simples, já que o final de uma geração quase sempre acarreta vendas baixas e de superação simples. A questão é que, para ser líder, e ser líder no nível pretendido, o Cruze precisa triplicar as entregas atuais do Focus -- mais de 500 carros ao mês.

A GM aposta no pacote tecnológico, mecânico, e conforto e de telemetria do novo carro. E também se vale da nostalgia/saudade do brasileiro pelo Astra.

De fato, o discurso de executivos da marca é correto: "O novo Cruze usa a arquitetura vencedora do Opel Astra que temos agora na Europa", cravou a apresentação do modelo à imprensa.

Mas a aplicação de cada um dos modelos sobre a plataforma D2XX é ligeiramente diferente. Lá, o modelo da Opel mostrado no último Salão de Frankfurt é mais apertado, curtinho e com apelo que só faz algum sucesso no mercado europeu atual. Daí o Chevrolet Cruze ser o carro global, não o Astra.

Fabrice Coffrini/AFP
Opel Astra, que divide plataforma com novo Cruze, foi "Carro do Ano" na Europa Imagem: Fabrice Coffrini/AFP

Como ele é

UOL Carros testou o novo Cruze por trajeto urbano-rodoviário de 180 km. Assim, é possível perceber algumas das vantagens da nova geração: entre-eixos de 2,70 m é trunfo, assim como a carroceria 20% mais leve e 6% mais firme que do modelo atual.

Há também, como no sedã, o uso do novo motor 1.4 turboflex, de 153 cavalos e 24,5 kgfm se torque (a 2.000 giros), obtidos com etanol, que deixa Focus para trás em eficiência e cola no dinamismo já visto no Golf -- a própria GM admite isso, com dados e números próximos de aceleração (9 s contra 8,6 s do VW) e consumo (7,6 km/l com etanol na cidade a 13,6 km/l com gasolina na estrada, pelo Inmetro).

E os pacotes de assistência e segurança, que fazem do Cruze o modelo mais conectado e inteligente da categoria. Mas também caro, indo de R$ 89.990 (mais caro que o antigo topo da gama) a R$ 110.990 com todos os opcionais (e a R$ 112.540 com pintura perolizada).

Na soma, o novo Cruze é muito mais bonito, arrojado, anda de forma mais solta e tira aquela sensação (bem realista, frisamos) de carro grande, pesado, amarrado e pouco ergonômico que o modelo atual tem.

Resta saber se isso dará o boost suficiente para alcançar a ousada meta pretendida pela marca.

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