Salão de São Paulo

Salão de SP mostra que Brasil abraçou de vez motor pequeno e turbinado

Karina Craveiro

Do UOL, em São Paulo (SP)

18/11/2016 08h00

Conheça modelos que aderiram à tendência de downsizing na mostra

O que Chevrolet Tracker e Cruze Sport6, Hyundai New Tucson, Suzuki Vitara e Volkswagen Tiguan têm em comum? Além de serem utilitários, os modelos acabaram de ser revelados no Salão de São Paulo e... São equipados com motores turbo.

Mas não fica só nisso: elas têm litragens pequenas, o que mostra que o conceito de downsizing chegou para ficar no Brasil, e já começa a atingir até modelos de porte médio. “As marcas conseguem aliar desempenho elevado a consumo de combustível reduzido", avalia Flavio Cuarelli, supervisor de produto da Hyundai.

"Quem direciona as inovações é o cliente, e hoje a demanda é essa: preocupação com consumo", acrescenta. No estande da marca coreana está a nova geração do Tucson, que traz sob o capô o inédito 1.6 turbo de 177 cv e 27 kgfm de torque.

1.4 é o número ideal

A Chevrolet trouxe duas novidades com o mesmo conceito: Tracker e Cruze Sport6 são movidos pelo novíssimo 1.4 turboflex de até 153 cv com injeção direta -- o antigo 1.8 foi aposentado para ambos.

Com a adoção do novo motor, a marca jura que o custo de manutenção ficou 15% menor. Entre os motivos estão o uso de menos óleo em suas revisões e o custo das peças de reposição.

Além disso, a economia proporcionada pelo menor consumo ao longo dos primeiros 60 mil quilômetros -- já que o turbo permite trabalhar em rotações mais baixas -- faz com que o motorista poupe R$ 7 mil, nas contas da marca. “O futuro é de motores com litragem ainda menor, e com mais turbo”, aposta o engenheiro chefe da Chevrolet, Dalício Guiguer Filho.

Na Volkswagen, o 1.4 TSI foi escalado para a versão de entrada do Tiguan. Ele é 84 kg mais leve do que a versão 2.0. Também presente em Golf e Jetta, o 4-cilindros foi eleito em 2014 o "Motor do Ano" pela nona vez consecutiva na categoria entre 1 e 1,4 litro. Possui injeção direta combinada a um turbocompressor, além de alto torque em baixas rotações (assim como os demais citados nesta reportagem).

Até as asiáticas entraram na onda. A chinesa Lifan tem seu representante com o X80, modelo de sete lugares equipado com um 2.0 turbo de 180 cv, enquanto a japonesa Suzuki mostra S-Cross e Vitara com o 1.4 turbo de 146 cv e 23,5 kgfm -- que recebeu o selo de eficiência energética do Inmetro, por alcançar 12,8 km/l de autonomia em ciclo misto com gasolina no Vitara, segundo programa de etiquetagem do órgão.

Quebrando a resistência

A lista de argumentos para convencer o consumidor é longa, mas ainda há certa desconfiança, dizem os especialistas. Para o gerente de produto da Porsche, Leandro Rodrigues, toda adoção de tecnologia gera resistência em um primeiro momento. “Há dez anos, na indústria brasileira, contávamos com poucos veículos turbo. Eles ficavam restritos ao segmento 'premium'", relembra.

"Hoje temos motores turbo três-cilindros em litragem 1.0. A indústria começou a buscar eficiência no motor a combustão, e esse é o primeiro passo. Acho que tem de ser feito um trabalho de conscientização das montadoras, das equipes de venda, para destacar todos os pontos positivos dessa tecnologia”, completa.

 

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