Salão de São Paulo

Realidade virtual do Salão de São Paulo pode ajudar motorista? Assista

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

18/11/2016 19h35

De verdade, de verdade, nem é novidade: já havia aplicação de realidade virtual (ou VR na sigla em inglês usada na maior parte das atividades) no último Salão do Automóvel, em 2014, bem como fora do pavilhão -- Audi e Volkswagen estão usando o recurso em algumas lojas desde o começo do ano, como forma de deixar o catálogo de carros mais bem ilustrado. Mas o fato é que o uso da tecnologia está mais divertido e inteligente no evento deste ano. Mas ser mais interessante ajuda a quem gosta de carros?

Claro, crianças e jovens se divertem e ficam mais atraídos por joguinhos e gincanas feitos em quase todos os estandes: você pode caçar chave do carro, passear por dentro de motores, entender melhor os diferentes tipos de acabamento de um carro, espiar as estranhas da suspensão de um modelo ou só... caçar SUVs pelo pavilhão (neste caso, o uso da realidade aumentada, outra tecnologia presente, imita o sucesso do jogo Pokemón Go!).

UOL Carros, porém, destaca o trabalho de duas fabricantes: Volkswagen e Toyota saem do lugar-comum da VR automotiva e desafiam o visitante de verdade. Ambas usam óculos, fones e controles da HTC (o sistema Vive é um dos mais completos, envolventes e caros do momento) para criar situações inusitadas.

Na primeira marca, uma tarefa até parece inocente: o carpete com uma estreita faixa branca pintada vira cenário no qual você precisa sair de uma barraca e pegar a chave da picape Volkswagen Saveiro Cross.

O bicho pega se você tiver medo de altura, como eu tenho. A dinâmica é tão imersiva que minhas mãos tremem e ficam com as palmas suadas. Demoro a dar meus primeiros passos para longe da barraca: o ambiente imita uma ponte de treliça (a faixa branca) sobre um cânion imenso (o carpete do "mundo real"), povoado por um falcão peregrino zombeteiro, que traz a chave do carro no bico; antes de pegá-la, preciso espantar o bicho e apanhar o item no chã...... ops, a visão ficou turva. Completo o desafio "daquele jeito", repetindo mentalmente que tudo é ilusão e logo o instrutor me tira daquela situação, retirando os óculos da minha cabeça.

Na Toyota, sou convidado a entrar num Corolla comum... até que o sistema é ligado e percebo que estou dentro de um carro desgovernado, perto de bater contra uma parede -- ao mesmo tempo em que os óculos funcionam, um sistema hidráulico movimenta levemente o sedã. Desta vez, não me assusto tanto com o choque e a explosão dor airbags, mas tem gente que chega a ficar desnorteada.  

Para que serve isso tudo?

Convidamos a especialista Valéria Guedes, que dá aulas e tratas de temas ligados à psicologia, para perguntar exatamente isso: a VR pode ajudar na construção de um trânsito melhor, com motoristas mais responsáveis e cientes de que estão dividindo espaço com outras pessoas?

Ela confirma a possibilidade, por ação do exercício de conscientização de medos, hábitos ruins e bons, claro. Isso tudo sem precisar se expor aos riscos da vida real. Tudo depende, claro, da programação adequada das máquinas.

Maria Luiza Flores, da equipe responsável pela programação de todas as máquinas de VR e realidade aumentada da Volkswagen (há equipamentos da HTC e também o HoloLens, da Microsoft, todos de posse da VW e programados no Brasil), explicou ainda que a marca troca figurinhas com equipes da área de psicologia da USP.

É isso, o caminho está aberto e pronto para ser percorrido.

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