Carros

Motor 3-cilindros faz carro beber menos e moto andar mais; assista

Arthur Caldeira
Eugênio Augusto Brito
Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP), com Infomoto

16/08/2016 10h00

A grande modinha do mercado de carros compactos é o uso de motor 3-cilindros. Citroën (C3), Ford (Ka e Fiesta), Hyundai (HB20), Kia (Picanto), Peugeot (208), Nissan (March e Versa) e Volkswagen (up!, Fox, Gol e Voyage) já entraram na onda. Fiat (Uno) e Renault (Kwid, Sandero e Logan) são as próximas da lista, e devem estrear a tecnologia ainda este ano.

Seja em configuração aspirada ou sobrealimentada por turbo (caso de up! TSI, HB20 Turbo e Fiesta EcoBoost), a arquitetura tricilíndrica chega com missão de adequar os veículos brasileiros às metas mais exigentes de emissões estipuladas pelo Inovar-Auto (programa de incentivo à redução de poluentes).

UOL Carros já explicou por que esta nova geração de propulsores é mais eficiente: com o cilindro a menos, ele fica até 25% mais leve e ainda possui melhores coeficientes de atrito, gastando menos combustível. Tudo isso sem dever nada em potência aos velhos 4-cilindros. 

Contudo, esta solução é bastante manjada no universo das motocicletas: motores tricilíndricos estão presentes em modelos de duas rodas pelo menos desde os anos 90, com destaque para o pioneirismo da fabricante inglesa Triumph. 

No caso das motos, porém, o 3-cilindros serve a modelos de média e alta capacidade cúbica, com foco em desempenho. O objetivo é deixá-las tão potentes e elásticas quanto as tetracilíndricas, porém com versatilidade, agilidade e peso similares aos de concorrentes bicilíndricas. 

208 e Street Triple: duas referências

Para deixar mais claro o que estamos falando, UOL Carros e Infomoto se reuniram para mostrar as maiores referências no uso de motores 3-cilindros atualmente no Brasil, em quatro e duas rodas.

O automóvel escolhido foi o Peugeot 208 1.2 PureTech, carro de passeio movido a combustão mais econômico à venda no mercado brasileiro. Seu propulsor de 1,2 litro é flexível e rende, respectivamente com gasolina/etanol, 84/90 cv de potência e 12,2/13 kgfm de torque.

Por ter capacidade cúbica 20% maior que a de um propulsor 1.0, o PureTech consegue entregar rendimento semelhante ao de concorrentes 1.4 ou 1.5, aliado ao mesmo padrão de consumo dos "milzinhos". Segundo o programa de etiquetagem do Inmetro o compacto premium é capaz de fazer 16,9 km/l com gasolina na estrada.

Em recente teste de mais de 1.000 km, UOL Carros obteve 14 km/l com o combustível derivado do petróleo, mesclando uso em cidade e rodovias. Com etanol o resultado foi de 11,5 km/l. A versão utilizada foi a Allure, topo desta configuração: R$ 61.980.

Já a Street Triple 675 é uma naked média para quem deseja unir boa entrega de potência com agilidade para andar em vias urbanas. Seu tricilíndrico de 675 cc gera 85 cv e 6,2 kgfm, sempre com gasolina.

Autonomia é relativamente baixa para uma motocicleta -- 17,5 km/l em aferição feita por Infomoto --, embora bastante razoável para seu porte e proposta. A versão utilizada foi a mais básica da linha, que custa R$ 33.490 e já inclui freios ABS (antitravamento). 

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