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Coreia proíbe venda de 32 modelos da VW por fraude em emissões

AP Photo/Ahn Young-joon
Loja da VW em Seul, capital sul-coreana: entre carros punidos estão Golf e Jetta Imagem: AP Photo/Ahn Young-joon

Da EFE, em Seul (Coreia do Sul)

02/08/2016 11h25

O governo da Coreia do Sul revogou nesta terça-feira (2) as permissões para que a Volkswagen comercialize veículos no país. O motivo é o escândalo de manipulação de dados de emissões de poluentes em motores a diesel. 

Com isso, a montadora alemã está proibida de vender 32 modelos (18 a diesel e 14 a gasolina) da própria Volkswagen e também da subsidiária Audi. Entre os veículos estão velhos conhecidos dos brasileiros, como Golf, Jetta e Tiguan, além dos Audi A3 (hatch e sedã) e A6.

A punição vem após investigação local concluir que a Volkswagen usou relatórios com resultados falsos para obter aprovação das autoridades sul-coreanas quanto o níveis de ruído, eficiência em consumo e emissões de gases de seus veículos.

Outras punições

Segundo comunicado do Ministério do Meio Ambiente sul-coreano, a fabricante também recebeu multa de 17,8 bilhões de wons (cerca de R$ 53 milhões) como castigo porque 47 modelos passaram, de forma supostamente fraudulenta, pelos testes de emissões locais.

Ainda, o governo sul-coreano ordenou o recall de cerca de 5,8 mil Audi A4 e A5, da linha TDI, comercializados no país desde 2014, e cancelou os certificados de "automóveis ecologicamente corretos" dados a 209 mil veículos de VW e Audi. 

Esta última medida representa 68% de toda a frota comercializada pelo grupo na Coreia do Sul desde 2007, mas não mexerá na rotina dos proprietários, que poderão seguir dirigindo e até revender suas unidades no mercado de usados.

Em novembro de 2015, o gooverno sul-coreano já havia imposto à fabricante uma multa de US$ 12,9 milhões (R$ 42 milhões) e ordenado recall de 125 mil veículos no país por conta do escândalo.

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