Carros

Novo Cruze é candidato ao pódio na briga de sedãs; leia impressões

André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP)

02/06/2016 08h00

A GM apresentou seu candidato, a nova geração do Chevrolet Cruze, à forte briga entre sedãs médios que começa a se desenhar no mercado brasileiro.

Isso porque a maioria dos oponentes, apesar do cenário difícil deste ano, já se mexeu: VW Jetta, agora nacional, trocou os motores e prefere só apostar em turbo; a Ford resolveu dar bônus e pagar as revisões de novos donos de Focus Fastback; e o Nissan Sentra, revelado mês passado, ganhou bom refinamento.

O todo-poderoso Civic já começou a conquistar terreno: UOL Carros conheceu a nova geração do modelo há algumas semanas, na Califórnia, e viu que o sedã parece até um carro premium. E já sabemos que o Corolla, em 2017, vai mudar de visual e -- finalmente -- ganhar o necessário controle de estabilidade.

Mas o que o Cruze pode entregar para combater os oponentes?

Tecnologia!

Apesar de cobrar caro por isso, de R$ 90 mil a R$ 107,5 mil, o modelo entrega equipamentos que nenhum concorrente atual possui, como o sistema de farol alto adaptativo, assistente de permanência na faixa (sistema que gira o volante e corrige automaticamente o traçado do carro caso detecte a saída repentina da linha, útil principalmente no trânsito), carregador de celular por indução (apenas smartphones com sistema operacional Android), park-assist (sistema inteligente de estacionamento automático) e o OnStar, função de serviços e concierge, que ganhou novas funções, além de alertas de colisão frontal e de ponto cego.

Só faltou mais uma zona de resfriamento no sistema de ar-condicionado -- existem carros mais simples que possuem programação de duas zonas, algo relativamente simples de ser feito, principalmente em um carro deste preço.

A central multimídia MyLink de segunda geração, com tela tátil de oito polegadas, e o display de quatro polegadas no quadro de instrumentos também entregam novas informações, inéditas no Cruze, como pressão dos pneus, vida útil restante do óleo do motor e distância (em metros e segundos) do carro à frente.

O acabamento interno também melhorou, apesar de a marca ter optado por plástico duro (revestido por uma pintura mais soft) no lugar de um material emborrachado. As dimensões também melhoraram -- carro está 6,2 cm mais comprido, 0,9 cm mais alto e tem entre-eixos 1,5 cm maior -- e o peso diminuiu cerca de 100 kg.

Murilo Góes/UOL
Este é o melhor ângulo do novo Cruze: visual agressivo lembra o de carros esportivos Imagem: Murilo Góes/UOL

Bom de dirigir

E a evolução não é apenas tecnológica, mas também mecânica: quem já guiou o Cruze atual verá que o novo só manteve o nome, pois é bom de dirigir, esperto e mais "na mão" que o anterior, principalmente por conta da rigidez torcional, aumentada em 25% -- a Chevrolet diz ter até deslocado a bateria para a parte traseira do carro, a fim de melhorar a distribuição de peso entre os eixos.

Câmbio automático de seis marchas ganhou nova geração, de acordo com a empresa, e cumpre bem sua função, apesar de um ligeiro delay entre o movimento do pé no acelerador e a resposta do motor (importante ressaltar que o foco do carro é a economia, não o desempenho, e que por isso não há opção de borboletas atrás do volante). Direção com assistência elétrica é precisa, assim como as suspensões, bem calibradas. O sistema start-stop, que desliga e religa o carro em paradas rápidas para poupar combustível, surpreende por ser praticamente imperceptível.

Além de tudo isso, leva nota A do programa de etiquetagem veicular do Inmetro, com números interessantes: 7,6 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol; 11,2 km/l na cidade e 14 km/l. É o melhor do segmento.

Ao menos enquanto o novo Civic não estrear e o Corolla não der as caras, o sedã da Chevrolet estará um passo à frente dos rivais.

Mas qual a meta?

A Chevrolet não falou quais são suas metas de vendas e os executivos da marca preferiram se esquivar do assunto quando questionados sobre os objetivos da nova geração do Cruze no mercado.

Mas alguns deles deixaram claro que, a princípio (ao menos enquanto o cenário brasileiro for desfavorável), a ideia é manter o número de emplacamentos atual.

A Chevrolet vendeu, em média, 1.200 Cruze por mês durante 2015 -- em 2016, por conta dos rumores sobre a chegada da nova geração, a média caiu para quase 650 carros/mês, mas vale considerar os números do ano passado, que o deixa diretamente na briga pela terceira ou quarta posição da categoria.

Agora faça as contas. Eram 1.200 carros por mês do modelo anterior, que custava, até ano passado, entre R$ 75 mil e R$ 90 mil. Agora a GM espera vender 1.200 carros/mês de um veículo que custa entre R$ 90 mil e R$ 107,5 mil.

É realmente preciso estar no topo do segmento?

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