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"Dia do Automóvel" celebra rodovia e traz polêmica de carona; assista

Do Auto+

13/05/2016 09h00Atualizada em 28/07/2016 20h10

Pouca gente sabe, mas no dia 13 de maio é celebrado o "Dia do Automóvel" aqui no Brasil. A data foi instituída em maio de 1934 pelo presidente Getúlio Vargas.

A opção pelo dia 13 surgiu como homenagem à primeira rodovia totalmente pavimentada do país. Inaugurada por Washington Luís em 13 de maio de 1926, ligava o Rio de Janeiro (então a capital do Brasil) à cidade de Petrópolis e era recoberta por placas de cimento.

Naquela época, vale lembrar, ainda não existia uma indústria automotiva no Brasil, e os veículos que por aqui circulavam eram importados prontos ou, em alguns casos, apenas montados localmente. A frota do país não chegada a 30 mil carros.

+ Saiba mais: Especial - 13 de Maio, Dia do Automóvel 

Pioneirismo ou polêmica?

Automóvel Clube/Reprodução
Estrada Rio-Petrópolis teve construção bancada pelos sócios do Automóvel Clube Imagem: Automóvel Clube/Reprodução
Se a data em si é esquisita -- além de fazer alusão a uma rodovia, não o automóvel em si, ainda coincide com outra efeméride desprezada, a Abolição da Escravatura (que lembra a assinatura da Lei Áurea, em 1888, mas cujo significado foi transferido para o "Dia da Consciência Negra", celebrado em 20 de novembro) --, a história que carrega também guarda polêmicas.

A primeira linha de montagem brasileira foi inaugurada bem antes, em 1919, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo (SP), pela norte-americana Ford. Mas as peças para fazer o famoso Ford T já chegavam prontas.

Mais tarde o governo brasileiro deu incentivo para a fabricação de veículos utilitários, como caminhões, ônibus e picapes. Mas o investimento para produção de carros de passeio só aconteceu durante o governo Juscelino Kubitschek, a partir de 1956.

E você sabe qual foi o primeiro carro de passeio realmente construído no Brasil? Pois aqui temos outra polêmica.

Oficialmente, o primeiro carro nacional é a Vemaguete, produzida pela DKW-Vemag, a partir de 15 de novembro de 1956.

No entanto, desde 5 de setembro do mesmo ano, já era produzido aqui o modelo Romi-Isetta.

Como este carrinho possuía apenas um banco e uma porta -- posicionada na frente da carroceria, se abria levando a coluna de direção junto -- ocorreu um conflito com a legislação brasileira da época, que dizia que um carro de passeio deveria possuir pelo menos duas portas.

Assim, a Isetta não era considerada um veículo de passeio, inclusive para receber os benefícios de desconto nos impostos, o que prejudicou sua produção.

Ford Motor Company Archives
Primeira do país, fábrica da Ford da rua Solon, no Bom Retiro, região central de São Paulo (SP), surgiu em 1921 para fazer modelo T e também caminhões Imagem: Ford Motor Company Archives

Origem alemã

Deixando a polêmica de lado, falemos dos carros, ambos de origem alemã.

A Vemaguete era uma perua com capacidade para 5 pessoas, produzida em conjunto pela alemã DKW e pela brasileira Vemag. No seu lançamento, era equipada com um motor dois-tempos de três cilindros e 900 centímetros cúbicos. A potência? Apenas 38 cavalos. 

A Vemaguete foi fabricada até 1967. 

Já a Isetta era produzida pela Romi, empresa nacional que fazia máquinas agrícolas. Sob licença da BMW, que havia comprado a marca da falida italiana Iso, o carrinho foi lançado com motor de motocicleta de 250 cc, dois cilindros e 13 cv.

Levava duas pessoas em seu único banco e teve vida curta: com preço de carro comum, desapareceu em 1961.

Depois disso tudo, a Vemag foi adquirida pela Volkswagen. Tudo para ter poder de construção e espaço para produzir um certo Fusca. Mas essa história você já conhece bem...

Reprodução
Romi-Isetta seria primeiro carro feito no Brasil... se fosse considerado um carro Imagem: Reprodução

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