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Geely deixa Brasil após dois anos sem ser percebida no mercado

Leonardo Felix/UOL
Estande da Geely no Salão de Pequim 2016; ausência de executivos brasileiros e de produtos anunciados como de possível interesse ao país chamam a atenção Imagem: Leonardo Felix/UOL

Leonardo Felix

Do UOL, em Pequim (China)

26/04/2016 15h09

A Geely Motors não faz mais parte do grupo de fabricantes automotivas atuantes no Brasil. Isso apenas dois anos e um mês depois de uma estreia -- ocorrida em março de 2013 --, recheada de pretensões, como a de incomodar JAC, Chery e Lifan e se tornar a chinesa mais popular do país.

UOL Carros apurou no Salão de Pequim 2016 que José Luiz Gandini, nome forte da coreana Kia e importador oficial da Geely no país, desistiu das operações. 

Consultada por UOL Carros, a Geely do Brasil confirmou a informação e disse que a decisão acontece em acordo com a matriz chinesa. Segundo a empresa, a saída é temporária e foi adotada por conta da dificuldade em se atuar no mercado com a alta do dólar. O grupo garante que "trabalha com prioridade" para retornar.

Aaron Cadena Ovalle/EFE
Nem fofura do citycar GC2 salvou operação da Geely de nascer e morrer no ostracismo Imagem: Aaron Cadena Ovalle/EFE

Vendas

Ninguém sentirá saudades, aparentemente: com dois produtos à disposição -- o sedã médio EC7 e o subcompacto GC2, mais conhecido como "panda" --, a montadora simplesmente não aparece na lista de vendas da Fenabrave (associação dos concessionários), obviamente devido ao índice ínfimo de vendas.

Por exemplo, o EC7 emplacou meras 473 unidades desde seu lançamento, em março de 2014, cerca de 20 carros por mês. Sequer há dados em relação ao GC2, embora seja difícil acreditar em números muito superiores.

Curiosamente, a Geely era uma das empresas chinesas que mais tinham condições de se dar bem no Brasil. Por operar com linha de montagem em CKD em Nordesk (Uruguai), o grupo escapava das cotas de super-IPI do Inovar-Auto. Com isso, conseguiu segurar até o fim o preço do "pandinha" a R$ 29.900.

Entretanto, faltou melhor divulgação da marca e capilaridade da rede -- limitada a 25 concessionárias --, além de sorte para encontrar um mercado mais estável.

Também pesou para o fracasso o fato de a Kia, menina-dos-olhos de Gandini, ter atrofiado após a chegada do Inovar-Auto, o que limitou a capacidade (e a vontade) de investimento do empresário.

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