Carros

HB20 1.0 Turbo tem fôlego de carro 1.5 para ir bem na estrada

Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

14/04/2016 08h00

O Hyundai HB20 Turbo é mais uma mostra de que, apesar do momento delicado do setor, o carro brasileiro deu um salto tecnológico acentuado nos últimos anos. Há um preço a se pagar por esse avanço. No caso do HB20 1.0 sobrealimentado, os preços para a configuração hatch partem de R$ 47.445.

É pouco mais que os R$ 46.590 iniciais cobrados pelo Volkswagen up! TSI, também com motor 1.0 turbinado de três cilindros. Se Hyundai oferece mais conforto e visual, Volkswagen entrega segurança, ótimo consumo e até alguma esportividade. 

Também é proposta do HB20 Turbo servir como versão intermediária na gama, figurando entre o 1.0 e o 1.6. Seguindo os dados do Inmetro e a proposta da marca, pode-se afirmar que servirá a quem deseja um carro mais esperto na estrada, como um 1.4 ou 1.5 da concorrência.

Ocupando esta faixa mediana e com apenas duas versões para cada tipo de carroceria, deve responder por cerca de 6% das vendas, segundo estimativas dos executivos da marca. 

Participação ainda tímida, porém fundamental para sustentar o patamar de emplacamentos do compacto, que briga pela liderança com o Chevrolet Onix.

UOL Carros fez um pequeno teste com uma unidade da versão Comfort Style, de R$ 51.595, no circuito de Interlagos (SP). Leia nossas impressões. 

Por que HB20 é um dos queridinhos do Brasil

O que muda

Conforme implícito na manutenção dos nomes de versão em relação ao HB20 1.0 e 1.6 aspirados, a variante turbo promoverá somente alterações no trem-de-força. Pacotes com itens de série e opcionais seguem os mesmos do restante da gama.

Com aplicação do turbocompressor, o propulsor Kappa 1.0 3-cilindros flex passou de 75/80 cv de potência (a 6.200 rpm) e 9,4/10,2 kgfm de torque (a 4.500 giros) -- sempre na ordem gasolina/etanol -- para 98/105 cv (a 6.000 rotações) e 13,8/15 kgfm (entre 1.550 e 4.500 rpm).

Ganho de 31% em potência e 47% em torque, com entrega total da força em rotações mais baixas (especialmente o torque).

Vai bem na estrada

Diferentemente do que houve com o Volkswagen up! TSI, o consumo não melhora tanto no HB20 Turbo. É até pior que o aspirado em algumas situações. Tudo por conta da construção simplificada, sem uso de injeção direta de combustível, encontrada no up!.

Segundo dados do Inmetro, o HB20 turboflex tem autonomia pior do que o HB20 1.0 aspirado na cidade, seja com gasolina ou etanol. São 8,2 e 11,6 km/l, respectivamente, contra 8,5 e 12,5 km/l.

Há vantagem, porém, na rodovia. O turbo melhora performance e consumo nesta situação, de novo em relação ao 1.0: 10,1 e 14,3 km/l, ante 9,9 e 14,1 km/l.

Leonardo Felix/UOL
Quando integrado a turbocompressor (à esquerda) e intercooler (à direita), bloco 3-cilindros do Kappa ganha porte de motor maior Imagem: Leonardo Felix/UOL
Por dentro do turbo

Na comparação com o rival da Volkswagen, o HB20 Turbo perde do up! TSI na classificação do Programa de Etiquetagem Veicular. Este chegou a alcançar 16,1 km/l se abastecido com gasolina na estrada. O recorde atual é do Peugeot 208 1.2, que conseguiu obter 16,9 km/l.

De qualquer forma, o motor recebeu várias mudanças além do conjunto com turbina, compressor, válvula de escape (controlada eletronicamente) e intercooler: reservatório de óleo foi aumentado de 2,9 para 3,5 litros; coletor de admissão, bicos injetores, velas de ignição, bombas de óleo, combustível e vácuo, galerias de arrefecimento, bielas, bronzinas e coxins são todos novos.

A transmissão para esta configuração será sempre manual de seis velocidades, com relação alongada nas duas primeiras marchas em relação à caixa 5M/T do 1.0 aspirado.

Auto+: HB20 só revoluciona na versão de topo

Como anda

Por ter testado o modelo por poucas voltas em circuito fechado, não foi possível conferir na prática o consumo do HB20 Turbo. O foco ficou no desempenho e, conforme esperado, o resultado agradou.

O motor não chega a empurrar como o do up! TSI -- além do torque ligeiramente menor, há uma diferença de 102 quilos no peso, 1.053 kg para 951 kg --, mas possui força suficiente para permitir que quase todo o traçado, incluindo os trechos de subida, seja contornado em terceira marcha.

Não espere um rendimento esportivo como o do up! TSI, portanto, mas esteja certo de que, com o HB20 Turbo, não será preciso cravar o pé no acelerador em arrancadas e retomadas, tampouco sofrer com excessos de troca de marchas.

O câmbio, aliás, é um dos melhores do segmento e proporciona trocas bastante precisas, mas também fica um pouco aquém da caixa MQ200 da VW. 

As duas grandes vantagens frente ao up! estão no bom nível de ruídos e vibrações, algo bastante difícil de se alcançar com um 3-cilindros; no uso de pneus mais largos, o que confere boa estabilidade; no espaço menos limitado na cabine; e, claro, no visual mais admirado pelo público brasileiro.

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