Carros

Voyage 1.0 prova que carro básico ainda deve em acabamento

André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP)

21/03/2016 08h00

A Volkswagen mudou recentemente Gol, Voyage e Saveiro, todos como linha 2017. Visual, sistema multimídia de última geração e, no caso dos dois primeiros, motor 1.0 de três-cilindros, os colocam no nível da concorrência.

Ou quase. Quem compra as versões mais baratas dos novos modelos quase não encontra mudanças. Provamos isso ao rodar com o Voyage 1.0 Comfortline.

Para ter carro alinhado em interatividade e mecânica aos modelos mais interessantes do segmento (Onix, HB20 e Ka), Gol e Voyage acabaram ficando mais caros nas versões mais completas, como mostram as tabelas de preço.

No caso da picape Saveiro, as versões Highline e Cross estão mais robustas e vistosas, mas encostam encostam em Oroch e até na Toro.

Na versão mais em conta -- que não é barata e custa mais R$ 40 mil, mesmo com motor 1.0 -- o acabamento ainda deixa a desejar.

Há detalhes que não precisavam mais ser vistos, como painel chapado e fraco em texturas; volante sem qualquer ajuste de altura ou profundidade; tecidos de toque áspero; nível de ruído e vibração ainda altos; rádio simples demais; e ausência de ar-condicionado na versão de entrada.

E nada disso deve mudar até que a dupla (ou o trio, contando a Saveiro) receba uma nova geração, prevista somente para 2018.

O que o Voyage tem?

Já dissemos que as mudanças fizeram bem ao novo Gol na versão mais cara, que além de todo o novo conteúdo interativo, ficou mais ligeiro, embora o silêncio a bordo tenha piorado. Com o Voyage muito disso se repete. Bom consumo na cidade (nunca abaixo de 13 km/l, com gasolina) precisa ser ressaltado.
 
São 46 quilos de diferença a mais para o Gol, de 901 para 947 kg, nas versões de entrada com motor de 1 litro -- aumento de peso sensível. Para ter um bom nível de equipamentos, porém, é preciso colocar grana em pacotes opcionais.
 

Os iniciais R$ 40.990 podem se transformar em R$ 46.490 da unidade avaliada por UOL Carros, a 1.0 Comfortline.

 

Nesta versão, ele traz de série ar-condicionado e direção hidráulica, mas ainda não oferece computador de bordo, sistema de alarme por comando remoto, sensor de estacionamento, retrovisores externos eletricamente ajustáveis, rodas de liga leve aro 15, travamento elétrico das portas, todos os vidros elétricos e, claro, sistema multimídia com tela tátil colorida no painel (Composition Toch) -- opcionais que, se incluídos no pacote, fazem o preço saltar para R$ 52.260. Detalhe: com o sistema de interatividade Discover Media, o mais caro, o preço salta para R$ 53.520...

 

Por fora, o visual é o mesmo já conhecido pelo público, que não encanta mas também não desagrada. Ao menos a cor "Azul Lagoon", especial metálica de R$ 1.310, traz um charme como fator novidade ao carro.

 

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