Carros

Ford lança sistema anti-buraco; Mercedes já fez e vídeo polemizou

Do UOL, em São Paulo (SP)

25/02/2016 08h00

Antes restrita a carros muito caros do segmento de luxo elevado, a noção de conforto extremo começa a se distribuir por outros segmentos, como o de sedãs executivos. A Ford acaba de anunciar que a linha 2017 do Fusion terá não só visual renovado e mais força, como também sistema de sensores eletrônicos que evitam os impactos de buracos e imperfeições no solo (há um vídeo mostrando como tudo funciona). Segundo a marca, é algo inédito no segmento, mas UOL Carros lembra que a Mercedes-Benz já fez isso.

Em 2014, na casa da Ford (o Salão de Detroit), a Mercedes lançou a atual geração do Classe C com a tecnologia chamada "Magic Body Control". Apesar do nome mágico e hermético, o sistema usa a mesma tecnologia de sensores fazendo a leitura do asfalto e enviando dados para os controles ativos de carroceria e suspensão do carro. Para facilitar as coisas ao público americano, a Mercedes tentou explicar o equipamento em propaganda mostrando galinhas que eram balançadas (ao som de Diana Ross), mas mantinham a cabeça estável.

Polemizou: a inglesa Jaguar não perdeu tempo e tirou onda com o vídeo, fazendo paródia com um felino guloso -- a ideia era dizer que o importante é ter um carro ágil, não um que evite buracos. Tempos depois, os alemães retrucaram com novo vídeo, mostrando que o felino era, de fato, preguiçoso. Esta trinca de vídeos pode ser revista na playlist que separamos abaixo.

Mas como funciona o anti-buraco?

No Ford Fusion Sport V6, versão do novo sedã que será equipada com a tecnologia, 12 sensores de alta resolução fazem a leitura da pista e detectam irregularidades e buracos à frente do carro. O computador de bordo analisa tudo e ajusta a firmeza e curso dos amortecedores a cada 2 milissegundos, segundo a marca. O sistema chama-se CCD ("continuously controlled damping", na sigla em inglês, ou controle contínuo dos amortecedores).

Com firmeza e curso dos amortecedores reajustados, o sistema impede que o conjunto "dê fim de curso", o que reduz não só a queda da roda no buraco, mas reduz o impacto na cabine. Ao mesmo tempo, o sistema envia sinais à suspensão traseira, que responder mais rápido à situação e reduz ainda mais o desconforto para quem anda atrás. Lembre-se: sedãs executivos podem sempre ter mais passageiros atrás do que na frente, onde pode estar apenas o motorista.

No Mercedes-Benz Classe C, o princípio é o mesmo, com câmeras e sensores de alta sensibilidade. No caso da marca alemã, o sistema foi herdado do Classe S, com amortecimento pneumático e sistema de suspensão com fluxo magnético.

Curiosamente, a Ford usa a tecnologia na versão mais esportiva do novo Fusion, que tem motor V6 EcoBoost (330 cv e 48,4 kgfm de torque), e prevê um uso mais abusado e propenso a impactos. Não foi confirmada a importação ao Brasil desta versão, mas o novo Fusion chega ainda este ano ao país.

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