Carros

Chefão da FCA age para bombar novo Jeep nos EUA e no Brasil

Joe Raedle/Getty Images/AFP
Novo Jeep ficará entre Renegade e Cherokee (foto), inclusive no estilo Imagem: Joe Raedle/Getty Images/AFP

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

29/01/2016 14h40Atualizada em 31/10/2016 17h46

Empolgada com o sucesso de vendas do Renegade, a Jeep apontava a apresentação de um segundo modelo de porte compacto no Salão de Detroit. O evento acabou no último domingo (24) sem qualquer novidade da marca -- a promessa de apresentar o novo modelo ficou para o Salão de Nova York, em abril. Mas isso também não vai acontecer. De quem é a "culpa"? Segundo informações reveladas a UOL Carros, do chefão da casa, Sergio Marchionne, todo-poderoso presidente-executivo da Fiat-Chrysler, dona da Jeep.

Calma, que história é uma boa notícia: o anúncio oficial do novo Jeep -- a ser fabricado no Brasil, fora outros mercados importantes para a empresa -- será feito apenas no final de 2016. Além de eventos no hemisfério norte, o modelo será o astro do estande da marca no Salão de São Paulo, em novembro. A data de produção, por ora, segue agendada para o primeiro trimestre de 2017.

Mão forte

Marchionne apresentou novo plano de gestão para a aliança ítalo-americana (sim, mais um) e resolveu que a companhia e suas marcas (Fiat, Alfa Romeo, Lancia, Maserati, Abarth, Chrysler, Dodge, Ram, SRT e Jeep) devem apostar tudo em modelos bons de loja. Com isso, de uma vez só, anunciou a morte (ou redução drástica de produção) dos sedãs Dodge Dart e Chrysler 200. Ambos abrem espaço para a produção de SUVs e picapes, tanto novos, quanto em reedições e reestilizações. O avanço da Alfa Romeo sobre o mercado norte-americano também será comedido (muitos já esperavam por isso) e não vai engrenar até 2018.

Ainda que tenha dado origem a diversos outros modelos (o próprio Chrysler 200, Fiat Viaggio na China e o novo sedã Fiat Tipo para Europa, África e América do Sul) e a uma nova mentalidade na Chrysler, o novo Dart nunca foi bom de loja nos EUA, mas chegou a entregar quase 260 mil carros junto com o 200 no último ano. Só que Wrangler (que vai originar uma nova picape) e Cherokee venderam o dobro disso. A aposta é que qualquer novo modelo da Jeep, que completa 75 anos e é a queridinha do grupo, venda mais que isso facilmente. Inclusive no Brasil.

Divulgação
Gostava do Dart tecnológico, que nunca veio ao Brasil? Esqueça, ele será aposentado Imagem: Divulgação

Qual é a do novo Jeep

Segundo colocado entre SUVs compactos em 2015, atrás apenas do também novato Honda HR-V, o Renegade já começa 2016 como utilitário esportivo mais emplacado e quinto carro de passeio mais vendido do país, segundo a Fenebrave: são mais de 4.500 unidades em janeiro, contra menos de 4.000 do HR-V (balanço ainda incompleto). Boas vendas geraram euforia e um anúncio prematuro de apresentação do segundo modelo da marca, a ser fabricado em Goiana (PE). 

Leonardo Felix/UOL
Sem o novo Jeep, nada muito impactante foi mostrado pela marca em Detroit: para o Brasil, apenas versão especial de 75 anos da marca para o Renegade Imagem: Leonardo Felix/UOL
Para 2016, a meta da Jeep é bombar mesmo o Renegade no Brasil, bem como Wrangler e Cherokee nos EUA. Além disso, o novo modelo terá de aguardar pelo lançamento e aquecimento de vendas da picape Fiat Toro, com quem vai dividir instalações e equipamentos. A Toro chega após o Carnaval e vai precisar do primeiro semestre para acelerar no mercado.

Já se sabe que este novo modelo será maior que o Renegade e menor que o Cherokee, tendo muito da mecânica do primeiro (motor a diesel, assim como câmbio automático de nove marchas) e bastante do visual do segundo. Substituto do Compass, poderia manter o nome, mas Patriot parece mais adequado, por ser forte e ainda estar em uso.  

(Em tempo: UOL Carros havia publicado que Patriot era o nome usado pelas duas gerações anteriores do Cherokee nos EUA. Fato é que estas se chamaram Liberty.)

Além disso, será um modelo muito importante para o mercado norte-americano, mais do que é o Renegade: já foi até flagrado embarcando para . Por isso, precisa estrear com força também nos EUA. Daí a mão forte de Marchionne: adiar a apresentação garante que a estratégia de mercado estejam acertadas no norte e no sul da América.

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