Carros

Jetta aposenta velho 2.0 e aposta só em turbo a gasolina; veja preços

André Deliberato

Do UOL, em São Bernardo do Campo (SP)

28/01/2016 16h38

A tão esperada aposentadoria do motor 2.0 flex de 120 cv, que desde o final dos anos 1990 era utilizado em modelos da Volkswagen no Brasil e permanecia remanescente nas versões de entrada do Jetta, finalmente aconteceu.

A partir da linha 2016, o sedã passa a contar com o motor 1.4 TSI (turbo) de 150 cv de potência (30 cv a mais do que a linha antiga) e 25,5 kgfm de torque, apenas a gasolina, nas versões de entrada Trendline e Comfortline. O preço inicial é R$ 78.230. A versão Highline continua no topo da gama, como 2.0 TSI de 211 cv e 28,6 kgfm, que também bebe só do combustível derivado do petróleo. Com isso, o Jetta será o primeiro sedã médio de marca generalista a oferecer motorização turbinada em toda a gama no Brasil.

Não há mudanças na parte visual do carro, mas há diferenças em alguns pequenos detalhes. Todo Jetta carrega agora a sigla TSI na tampa do porta-malas e as lanternas foram levemente escurecidas. O interior, estruturalmente, é o mesmo. A distribuição pelas concessionárias começa até o final deste mês, em seis opções de cores -- preto e branco (sólidas); prata, azul e cinza (metálicas); e preto perolizado -- e com três anos de garantia.

Veja os valores de cada versão:

+ Jetta Trendline 1.4 TSI manual (seis marchas): R$ 78.230

+ Jetta Trendline 1.4 TSI automático (seis marchas): R$ 83.630

+ Jetta Comfortline 1.4 TSI automático (seis marchas): R$ 89.750

+ Jetta Highline 2.0 TSI DSG (dupla embreagem e seis marchas): R$ 103.990

Divulgação
Executivos da Volkswagen posam ao lado do Jetta 1.4 TSI nacional na fábrica de São Benardo do Campo (SP) Imagem: Divulgação
Por que não flex?

Destes, apenas a versão Comfortline, que deve corresponder a cerca de 40% das vendas do modelo no Brasil, é produzida na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), embora o motor seja importado. Tanto o Trendline (20% das vendas) quanto o Highline (40% do mix) continuam vindo do México.

A Volks diz que os custos para produzir este motor com tecnologia bicombustível são altos e não compensam a (baixa) demanda de mercado. "Fizemos o possível para nacionalizar a maior quantidade de peças possível", ressaltou José Loureiro, diretor de engenharia da marca.

UOL Carros interpretou outra estratégia para explicar tal opção: embora nacionalizado, o Jetta não está nas prioridades da empresa para "bombar" em 2016, especialmente em um segmento onde seria difícil incomodar a ampla liderança do Toyota Corolla. A meta é fazer emplacar Golf e A3 Sedan, estes sim turboflex. Neste sentido, manter o três-volumes movido só a gasolina não canibalizaria com o sedã da Audi. 

Mais conectado

Comparado ao ano-modelo 2015, o Jetta ganhou novos equipamentos de série, embora a grande variedade de opcionais continue. Todas as versões passam a contar com direção elétrica, assistente de partida em rampa e controle eletrônico de estabilidade, por exemplo.

Há três diferentes tipos de sistema multimídia -- um com tela tátil de 5 polegadas para o Trendline; outro com tela de 6,3 polegadas para a Confortline; um último com navegação GPS para do Highline) --, e todos agora podem espelhar o celular, seja por MirrorLink, Apple CarPlay ou Google Android Auto.

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