Carros

Em Detroit, Obama volta a cobrar carro autônomo americano

Daniel Mears/Detroit News/AP
Obama conhece o elétrico Bolt, que terá solução autônoma e de compartilhamento Imagem: Daniel Mears/Detroit News/AP

Do UOL, em São Paulo (SP)

21/01/2016 18h11

Detroit viu, na quarta-feira (20), a primeira visita do presidente norte-americano Barack Obama ao Salão Internacional do Automóvel. É algo raro: antes dele, apenas Dwight Eisenhower (em 1960) e Bill Clinton (em 1999) haviam colocado os pés no pavilhão do Cobo Center. O que Obama foi fazer no Salão de Detroit? Defender a entrega rápida de carros mais avançados e conectados pela indústria automotiva americana: autônomos e elétricos foram o foco.

Esta é uma das bandeiras de Obama para o final de mandato: tentar reduzir a ampla vantagem que europeus (alemães de Audi, BMW e Mercedes-Benz e suecos da Volvo, sobretudo) e japoneses (Toyota via Lexus, principalmente) têm sobre as gigantes automotivas americanas (Ford, General Motors e Fiat-Chrysler) e também sobre as grandes de tecnologia (Google e Apple, ainda que só na promessa) quando o assunto é carro autônomo, compartilhamento e eficiência.

Atrasou, perdeu dinheiro

"Eu acredito que todos os americanos devem estar orgulhosos do que nossa indústria mais icônica tem produzido, mas também acredito que todos queremos ver o progresso da indústria em primeira mão", afirmou Obama, entre as visitas aos estandes de GM (onde conheceu o elétrico Bolt por dentro), Chrysler e também ao pavilhão de inovação nos transportes.

Na última semana, Obama já havia anunciado proposta de investir US$ 4 bilhões (equivalente a R$ 16 bilhões) dos cofres públicos americanos para acelerar o desenvolvimento de autônomos no país. O fundo se destinará à melhoria de pesquisas, mas também ao fim de entraves burocráticos -- em termos de leis e proibições, mas também na revisão de processos de segurança -- para o lançamento de modelos projetados no país.

Uli Deck/EFE/EPA
Executivo da Mercedes tirou onda em Detroit ao mostra placa com o código da nova geração do Classe E e afirmar: "Nosso carro está apto a testar em território americano" Imagem: Uli Deck/EFE/EPA
Como forma de defender a proposta, a administração Obama afirma que ter carros "verdes", conectados e autônomos ajudará a reduzir o total de mortes nas estradas (mais de 34 mil em 2015). Além disso, e este argumento é muito mais forte para os americanos, Casa Branca e executivos sabem que a corrida pelo carro autônomo vai ser o próximo grande passo da indústria automotiva, com ganhos relevantes para quem entregar antes as primeiras soluções e os primeiros carros.

Enquanto os americanos tentam acelerar, Mercedes-Benz e Volvo apresentaram em Detroit seus primeiros modelos com alguma tecnologia autônoma: os suecos mostraram o sedã S90, "com tecnologia e conforto para presidentes", enquanto os alemães tiraram onda ao revelar seu novo sedã Classe E já com placa do Estado de Nevada e permissão para teste de tecnologias autônomas, algo que mesmo as empresas americanas ainda sofrem para conseguir. 

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