Carros

Chevrolet confirma Cruze no Salão de SP; dólar vai definir fabricação

André Deliberato
Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Detroit (EUA) e São Paulo (SP)

11/01/2016 13h34Atualizada em 31/10/2016 17h47

A General Motors confirmou nesta segunda-feira (11), na abertura do Salão de Detroit 2016 à imprensa especializada, que a nova geração do sedã Chevrolet Cruze será atração principal do Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro, chegando às lojas pouco depois. Esta informação havia sido antecipada por UOL Carros em junho, quando o novo modelo foi revelado. A configuração hatchback, apresentada globalmente na última semana, fica apenas para 2017.

Apesar de ter presença confirmada no maior evento automotivo da América Latina, a origem do carro ainda é incerta, afirmou o vice-presidente da GM do Brasil, Marcos Munhoz. Câmbio e estratégia global ainda cobram definições por parte da filial brasileira da montadora, diz o executivo.

Informações preliminares davam conta de que o novo Cruze poderia ser fabricado na Argentina, que já teria modernizado a linha de produção de Rosario. A unidade de São Caetano do Sul (SP), porém, ainda está no páreo para seguir entregando o médio -- sedã e hatch da atual geração são feitos no Brasil, mas abastecem apenas o mercado local, enquanto a Argentina o importa da Ásia. De acordo com Munhoz, nem mesmo as fábricas de Gravataí (RS, de onde saem os compactos Onix e Prisma) e São José dos Campos (SP, de onde sai Spin e S10/Trailblazer) foram totalmente descartadas.

- Saiba mais sobre a GM em Detroit no Instagram de UOL Carros

Motor 1.4 turbo

A GM ainda não confirma quais serão os motores utilizados pelo modelo no Brasil. Munhoz, porém, admitiu a UOL Carros que a configuração brasileira deve ser parecida com a oferecida nos EUA. Por aqui, o Cruze é equipado com motor 1.4 turbo, de 155 cv e 24,5 kgfm de torque, com injeção direta e start-stop, sistema que o desliga e religa em paradas rápidas para economia de combustível.

O câmbio utilizado pela nova geração do modelo é um automático de seis marchas. Essa mesma configuração de conjunto mecânico deve se estender para o hatch.

Gary Cameron/Reuters
Presidente da GM americana, Mark Reuss apresenta Bolt e novo Cruze hatch Imagem: Gary Cameron/Reuters
Estratégia global

É necessário que a nova casa do Cruze abasteça não apenas os mercados locais, mas também possa exportar o modelo a novos destinos. Com sua nova geração de carros, a GM está pensando de modo globalizado. Além do Cruze, a nova plataforma pode entregar também o elétrico de longo alcance Volt, que finalmente entra no radar da Chevrolet do Brasil.

Se por um lado o dólar descolado do real encarece a fabricação de componentes -- o novo Cruze é um projeto bastante tecnológico --, por outro estimula exportações.

Também há indicações de que a GM pode apostar no elétrico compacto Bolt no mercado nacional. E UOL Carros lembra que há um ano, no Salão de Detroit de 2015, um dos chefões da marca admitiu que a empresa errou por não fazer o Chevrolet Tracker em território nacional, situação que será corrigida apenas com a nova geração -- a atual segue vindo do México, sem condições de competir com Honda HR-V, Jeep Renegade, Renault Duster e Ford EcoSport.

Viagem a convite da General Motors

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