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Fiesta estreia 1.0 turbo da Ford no Brasil em 2016; Eco muda de cara

Murilo Góes/UOL
Fiesta 1.0 turbo já existe na Europa, com potência que varia entre 101 e 125 cv Imagem: Murilo Góes/UOL

Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

01/12/2015 17h46

A expectativa da Ford para 2016 é ver um mercado de carros novos ainda menor que o deste ano, cuja queda já se aproxima dos 25%. Se as vendas não vão crescer, não há por que, na visão da montadora, expandir a linha de produtos (o que iria até contra a atual filosofia da marca, que possui uma das gamas mais enxutas entre as generalistas).

Portanto, esqueça Mustang (preço do dólar e necessidade de adaptação aos combustíveis locais continuam emperrando a importação oficial), Escape/Kuga e afins. No ano que vem, todos os lançamentos que a fabricante americana prepara para o mercado brasileiro envolvem atualizações de produtos já oferecidos aqui. O primeiro já foi inclusive anunciado: é a segunda geração do Suvão Edge, que, conforme antecipado por UOL Carros, será mesmo lançada no primeiro semestre, provavelmente algumas semanas depois do Carnaval.

Recheado de tecnologias semi-autônomas que permitem até estacioná-lo usando controle remoto, o utilitário-esporte promove no país a estreia da terceira geração do sistema multimídia Sync, com tela de oito polegadas em alta resolução e conectividade plena com celulares. O motor continuará a ser o V6 3.5 aspirado, recalibrado para entregar 289 cv, mas nossa reportagem apurou que a fabricante tentará também trazer uma versão com motor da família EcoBoost. Na América do Norte, as opções são 2.0 turbo com duplo rotor (o mesmo do Fusion), de 245 cv, e 2.7 biturbo de 313 cv. 

Se a atual geração custa entre R$ 139.000 e R$ 171.000, o novo Edge deve se romper a faixa de R$ 200 mil. Culpa da desvalorização do real, segundo os executivos. 

Fiesta EcoBoost

A grande aposta da Ford, porém, estará na introdução do motor 1.0 3-cilindros, também EcoBoost, para as versões de topo do New Fiesta hatch (nacional), em substituição ao atual 1.6 aspirado. Por usar esse propulsor lá fora, o compacto premium é o carro que permite adaptação mais rápida e barata da tecnologia, que será nacionalizada e pode pintar, não antes de 2017, em outros modelos feitos no Brasil (leia-se Ka e EcoSport).

Vale lembrar que, em 2014, engenheiros da marca já haviam admitido que o atual 3-cilindros aspirado do Ka, derivado do 1.0 EcoBoost e fabricado localmente em Camaçari (BA), permite modificações para funcionar acoplado a um turbo. Já usada pelo Volkswagen up! e programada para equipar Honda Fit e City, a tecnologia visa a entregar mais desempenho -- a potência, no caso da Ford, deve ficar em 125 cv -- com consumo cada vez mais eficiente.

Novos Fusion, Ranger e... EcoSport

Também em meados de 2016 chegam as reestilizações da picape média Ranger e do sedã grande Fusion, este ainda a ser mostrado no Salão de Detroit, em janeiro. Para o fim do ano, provavelmente com apresentação no Salão de São Paulo, ficará o facelift do EcoSport, mantendo a atual motorização, porém com visual renovado e novas soluções de conectividade para tentar retomar liderança do segmento de SUVs compactos ante Honda HR-V e Jeep Renegade. 

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