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Honda Civic 2017 surge no Sema 2015; Brasil recebe sedã em 2016

André Deliberato e Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Las Vegas (EUA) e Tóquio (Japão)

04/11/2015 14h36

Finalmente! A primeira aparição pública da décima geração do Honda Civic, revelada há algumas semanas pela marca, aconteceu na terça-feira (3), no Sema Show 2015, maior evento de preparação automotiva do mundo e que é realizado anualmente em Las Vegas (EUA). No Japão, na última semana, a Honda preferiu mostra apenas o novo motor 1.5 turbo de 174 cavalos em outra carroceria, já que o Civic atual não é comercializado por lá.

- Veja mais do Sema Show e Salão de Tóquio no Instagram

Apesar do Sema Show ser dedicado a um outro tipo de público -- reúne carros tunados, clássicos preparados, showcars e acessórios --, a marca acredita que a exposição era a melhor oportunidade para mostrar o modelo antes da chegada às lojas norte-americanas e canadenses, que acontece nas próximas semanas.

"Não poderíamos esperar o Salão de Los Angeles, que acontece no final deste mês, já que o carro chega antes às lojas. Além do mais, o público de Las Vegas é viciado em carro, então o Sema não deixa de ser uma vitrina fantástica", revela Davis Adams, gerente de relações públicas da Honda para a América do Norte, durante bate-papo com UOL Carros. Isso não significa que o carro não estará no Salão de L.A., bem como no de Detroit 2016, em janeiro. "Com certeza ele estará nessas exposições. Apostamos muito nesta geração", completa o executivo.

Questionado sobre uma possível data de estreia no Brasil, Adams recuou, disse que não tinha a informação no momento e que precisava checar, mas confirmou a informação obtida por UOL Carros no Salão de Tóquio: a apresentação do carro seguirá um esquema de etapas, para dominar a atenção da mídia (o famoso "buzz"), mas também para ganhar tempo na homologação final de motor e suspensão -- com a nova plataforma global, esses componentes serão importados e tropicalizados.

Com isso, o lançamento será fatiado entre maio e agosto do ano que vem; a produção em Sumaré começa no período entre junho e agosto; o contato com o público em geral deve ocorrer em setembro, com a chegada ao mercado ficando para algo próximo ao Salão de São Paulo, em outubro. A situação atual do mercado também contribui para o cronograma esticado e distante: a Honda quer seguir priorizando, no primeiro semestre, o bom momento do HR-V (cuja produção em fábrica própria, em Itirapina, será atrasada), focando tudo no Civic a partir do meio do ano.

André Deliberato/UOL
Apesar do estilo fastback com teto caído, traseira do novo Civic é controversa Imagem: André Deliberato/UOL

Como é o Civic

Produzida no Canadá (Alliston) e nos Estados Unidos (Indiana), a nova geração vai chocar pelo visual: frente grande e robusta, traseira super recortada... tudo segue o novo preceito oriental de design, inaugurado por Honda e Toyota com seus modelos verdes (híbridos, elétricos e a hidrogênio), que promete tomar conta do segmento automotivo nos próximos anos. A ideia é reforçar ao máximo a aerodinâmica (e eficiência) dos modelos e ousar no estilo, algo permitido pela nova tecnologia de LEDs (que permite conjuntos ópticos mais finos), metais (desenhos diferentes de chapas) e vidros (lâminas com curvaturas diversas).

Não tema: tudo é muito menos estranho quando visto pessoalmente, mas é preciso notar a semelhança com jatos e foguetes, sobretudo na traseira do tipo fastback, cheia de ângulos e saliências. A frente é invocada e fica bacana com os faróis totalmente em LEDs, que devem equipar somente as versões mais caras.

O sedã estreia nova arquitetura ("Ace" ou engenharia de compatibilidade avançada), "mais esportiva e sofisticada que a anterior", segundo a marca, além de mais espaçosa: são 4,63 metros de comprimento, 2,70 m de espaço entre-eixos, ganho de 4,5 cm no espaço para pernas do banco dianteiro e 5,7 cm a mais no traseiro, graças a bancos menores (o que vai prejudicar o conforto em longas viagens). O volume do porta-malas é menor: são 416 litros no sedã (427 l no hatch), bem menos que o do atual.

Por dentro, as soluções escolhidas têm formato mais simples, embora não menos tecnológicos. A décima geração dá adeus ao quadro de instrumentos em dois níveis, existente desde a oitava geração, aderindo ao padrão digital (quase que por completo) em três janelas. No console central, tela multimídia de sete polegadas sensível ao toque (que reúne funções de navegação, câmera de ré e pareamento com celulares).
André Deliberato/UOL
Interior deixa de lado painel em dois níveis, mas ganha em tecnologia e sofisticação Imagem: André Deliberato/UOL

Como anda

O carro apresentado no Sema também estreia um novo motor para a linha Civic: 1.5 turbo, de quatro cilindros, a gasolina, com 174 cv, 22,5 kgfm de torque e sistema de injeção direta de combustível. Aliado ao novo motor, há um câmbio CVT (relações continuamente variáveis) -- versões de entrada terão um 2.0 com câmbio manual de seis marchas no exterior.

Perceba que não falamos em motor turboflex: ele existirá, conforme adiantamos, mas apenas no segundo ano de vida do carro. A Honda ainda precisará de mais tempo de testes para fazer a conversa entre turbina e etanol tornar-se natural e fluente. Assim, o 1.5 turboflex só vai aparecer no modelo 2018 (que será lançado em algum momento de 2017). Voltando ao presente...

... UOL Carros avaliou este conjunto motriz na pista de testes da Honda, em Tochigi (Japão) a bordo da perua Jade -- média com algumas semelhanças técnicas com a atual geração do Civic europeu. O funcionamento é soberbo, com nível de ruído extremamente baixo. O motor tenta trabalhar sempre abaixo de 2 mil giros, mesmo com o condutor buscando maiores velocidades, mas a diferença está na programação do CVT. 

Diferente da solução da Toyota, de emular sete marchas e dosar a força ao longo do ciclo, a Honda prefere dar mais torque em saídas e retomadas, uma "largada" forte, descendo um degrau quando o carro estiver embalado, para tentar fugir do comportamento monótono e pouco dinâmico desse tipo de transmissão.

Nos EUA, o carro custa a partir de US$ 18.640 (cerca de R$ 73 mil). No Brasil, com a série de avanços tecnológicos, o preço deve ser ligeiramente maior do que os valores da atual geração, que varia entre R$ 73 mil e R$ 90.700. A marca espera o final da homologação e também o panorama do câmbio para fechar valores (trem-de-força e suspensão importados pesam nessa decisão). O objetivo, porém, é evitar ao máximo o "efeito Corolla", cuja versão Altis passa dos R$ 100 mil.

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