Carros

Subaru WRX STI é o carro japonês mais divertido do Brasil; assista

Leonardo Felix

Do UOL, em Indaiatuba (SP)

11/09/2015 08h00

Se o Mitsubishi Lancer Evolution se aposentou e deixou saudades, o Honda Civic Si ainda não empolgou e o Nissan GT-R é um sonho bem distante, o Subaru WRX STI chegou ao Brasil para ocupar, sem muita concorrência, o posto de referência entre esportivos japoneses.

Lançado no fim de julho, por R$ 194.900 (o sedã mais simples, apenas WRX, custa R$ 147.900), ele cobra menos do que rivais alemães, como Audi S3 Sedan (R$ 216.190), Mercedes-Benz CLA 45 AMG (R$ 298.900) e BMW M 235i (R$ 250.450), para trazer o lastro de ser um modelo pensado para pistas e rali. Seu foco, portanto, está mais na estabilidade para contornar curvas de forma insana do que para ser o mais rápio em linha reta. Subaru é carro de engenheiro feito para engenheiros.

Basta apertar o play no vídeo acima para vê-lo em ação na pista de testes e cheia de curvas da fazenda Capuava, em Indaiatuba (SP). 

Como ele é (e anda)

Desmembrado da família Impreza na atual geração, o WRX STI usa um motor boxer turbo de 2,5 litros, capaz de render 310 cv de potência (a 6.000 rpm) e 40 kgfm de torque (a 4.000 rpm). São números ótimos, claro, mas que não chegam a saltar aos olhos na comparação com outros esportivos. O diferencial do modelo está, como já dito, em sua capacidade de fazer curvas. 

A cara de malvado é a mesma nas duas versões, mas só a STI agrega rodas BBS aro 19 de alumínio forjado e o suntuoso aerofólio traseiro, itens que conferem certo ar de carro tunado, fazendo-o impor ainda mais respeito.

Todavia, é no conjunto mecânico que estão suas principais qualidades: além da força do boxer 2.5, o esportivo está munido de tração integral com distribuição inteligente de torque entre os eixos, suspensões independentes (McPherson na dianteira; braços oscilantes na traseira), freios da grife Brembo com discos dianteiros ventilados e transmissão manual de seis marchas. Esta, aliás, possui engates justos, ornando trocas rápidas de marcha com respostas não menos imediatas (e até bruscas) dos pedais (em metal) de embreagem e acelerador. 

Denis Armelini/UOL
Este é o lugar ideal para se relacionar com o WRX/WRX STI: na pista Imagem: Denis Armelini/UOL

Dentro da cabine

Se desempenho é o foco, conforto fica em segundo plano. O WRX STI agrega bancos com abas laterais largas em couro -- há opcional de faixa central em alcântara --, volante em couro com empunhadura microperfurada, materiais emborrachados no painel e até elementos simulando fibra de carbono no console central. Mas não dá para dizer que seja referência em acabamento na parte interior.
 
Na parte de conectividade, um sistema multimídia com tela tátil de 6,2 polegadas dá acesso a serviços de rádio, Bluetooth e câmera de ré, enquanto outro visor, de 4,3 polegadas, disposto no topo do painel, exibe informações sobre a condução. Por fim, uma tela de 3,5 polegadas no quadro de instrumentos concentra o computador de bordo. Um pacote até completo, mas que não oferece a impressão de tecnologia que pode ser vista em modelos até mais baratos.
 

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