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Nova febre nos EUA, compra via central do carro estimula fraudes

Divulgação
Além de espelhar a tela dos celulares, centrais permitirão que motorista faça compras e pagamentos enquanto dirige, usando comandos de voz Imagem: Divulgação

Keith Naughton e Olga Kharif

Da Bloomberg

27/08/2015 17h29

Os hackers já são capazes de assumir o controle de um carro conectado, e provaram isso em experimento recente com o Jeep Cherokee. Nos Estados Unidos é pior: criminosos estão aproveitando a nova onda de fazer compras online usando o sistema multimídia dos automóveis para roubar dados de identidade e dos cartões de crédito de motoristas.

O comércio eletrônico via painel é algo para o qual as fabricantes estão olhando com carinho. Em solo americano, a Ford já permite pedir pizza usando a central conectada a um celular. O novíssimo OnStar da GM, que está prestes a estrear no Brasil, envia alertas com ofertas de uma rede de donuts e facilita a reserva de quartos de hotel por meio de comandos de voz ou tela de toque.

Segundo a empresa de pesquisas sobre automóveis IHS, até 2020 cerca de 40% dos veículos zero-quilômetro vendidos no mundo oferecerão funções para que os motoristas realizem compras de alimentos, roupas, móveis e outros produtos enquanto dirigem. Mais do que isso, até 2022 82,5 milhões de veículos circulantes estarão conectados à internet, o triplo do número atual.

Prevendo a expansão desse mercado, bancos e as empresas de cartões de crédito começam a querer entrar no jogo: a Visa desenvolveu um aplicativo para painel ou para smartphone que possibilita pagar automaticamente gasolina, estacionamento e lanche a bordo do carro. O uso comercial da tecnologia será anunciado nos próximos meses. A FIS, empresa de tecnologia de pagamento, está criando outro app que deixa o motorista efetuar pagamentos e ver o saldo de suas contas.

Na mira de hackers

Entretanto, a prática tem facilitado a vida de bandidos que vasculham a sua vida em busca de números de cartões de crédito, endereços residenciais, informações de e-mail e outros detalhes pessoais exigidos para roubos de identidade. "O carro definitivamente será visto como um dispositivo vulnerável [para compras]", alerta Thilo Koslowski, vice-presidente de prática automotiva da consultoria Gartner.

Contudo, devido à facilidade com que se invadiu o sistema de entretenimento do Cherokee -- os hackers assumiram totalmente o controle dos veículos --, fica claro que as montadoras vão precisar investir de forma mais árdua na segurança da informação de suas centrais. "Abrir o painel para aplicativos de terceiros é o mesmo que dar uma carona para o ladrão", comparou Ryan Smith, cientista-chefe da Optiv, consultoria de segurança cibernética.

"Quando os sistemas de pagamentos começarem a funcionar nos carros, os hackers passarão a estudar e a cutucar até encontrarem brechas. Você verá todo o espectro de fraudes dentro desses veículos", completou.

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