Carros

BMW i3 recarrega como celular e não gasta no dia a dia; assista

André Deliberato
Denis Armelini

Do UOL, em São Paulo (SP)

30/07/2015 08h00

Ter um carro elétrico para usar no dia a dia, para quem roda basicamente na cidade ou em pequenos trechos de estrada, apesar de ainda ser caro, é uma ótima alternativa: imagine não precisar abastecer ou trocar o óleo e resumir as despesas de manutenção com revisões a cada 10 mil quilômetros e... só.

O BMW i3, único elétrico à venda no Brasil para o consumidor comum (o Toyota Prius é híbrido; Nissan Leaf e os modelos elétricos da Renault são oferecidos apenas a empresas), custa caro -- atualmente, entre R$ 199.950 e R$ 209.950 (preços promocionais) --, mas tem atrativos para parecer barato ao consumidor.

Mas como usá-lo?

Para não haver problema com a autonomia (máximo de 160 km), o carro precisa ser utilizado como a maioria das pessoas fazem com um smartphone nos dias de hoje: deve ficar conectado na tomada durante a noite, enquanto você dorme, e se possível (mas não primordialmente necessário) durante a tarde, na garagem do trabalho ou em algum posto de recarga.

Para emergências ou justamente para situações onde o motorista precise (ou possa) recarregar o carro durante a tarde, o WallBox, um kit de R$ 7.500 que pode ser instalado em tomadas convencionais (na versão standard, o wallbox é capaz de fazer carregamentos até 30% mais rápidos do que com o cabo ligado à tomada convencional brasileira, podendo ficar completamente recarregado em 6 horas; na configuração Pure, este kit pode fazer a recarga em menos de 3 horas, mas é preciso uma instalação um pouco mais complexa para seu uso).

Para garantir que o cliente não fique parado na rua, a BMW instalou um motor a combustão (de moto, com cerca de 600 cc) no i3, que entra em ação quando a bateria cai para menos de 20%. É importante dizer que este propulsor não dá movimento às rodas, ou seja, não traciona o veículo, e serve apenas para recarregar a bateria, justamente para que o carro não pare no meio da rua.

Diversão e economia

Engana-se quem pensa que o carrinho é chato de guiar. Com baixo peso (1.195 kg em ordem de marcha), tração traseira e distribuição de massa idêntica nos dois eixos (50% na frente e 50% atrás), ele empolga em acelarações, retomadas de velocidades e até mesmo em curvas, como a maioria dos carros da marca.

Isso se deve ao torque instantâneo de 25,5 kgfm (um pouco maior que o de um Golf 1.4 TSI, por exemplo), que aparece por inteiro logo ao pisar no acelerador (afinal, não um motor a combustão com rotação) e aos 170 cv de potência do conjunto (não há câmbio, mas um seletor de direção, que engata o modelo para a frente e para trás), capazes de fazê-lo acelerar de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos (uma retomada de velocidade de 30 a 70 km/h, típica de cidades, por exemplo, leva apenas 4 s).

Curiosamente, o carro tem um detalhe bastante incomum: ele freia (e inclusive acende as luzes de freio) enquanto o motorista não acelera, mesmo que o pé esteja fora do pedal de freio. Isso significa que, em uma descida, caso o motorista tire dodos os pés dos pedais, o carro vai brecar sozinho até parar -- isso não pode ser desativado e faz parte do sistema de regeneração, que absorve a energia gerada pelos freios para recuperar a bateria. 

O sistema elétrico é feito com 96 células de íon-lítio, tem durabilidade de 100 mil quilômetros e garantia de oito anos. Para o resto do resto do carro, são três anos.

Murilo Góes/UOL
Com tampa de vidro, desenho da traseira também é exótico e chama a atenção Imagem: Murilo Góes/UOL

Do futuro

Fora isso, o carro chama a atenção pelo desenho diferente e extremamente futurista, por fora e também por dentro, onde não existe um console central que invade o centro do veículo separando os bancos dianteiros (a sensação é parecida com a de estar em um carro mais antigo, que também não possuía o console).

O câmbio pode ser comandado por uma alavanca atrás do volante, também como antigamente, e os recursos de segurança e multimídia do i3 são todos controlados por dois tablets dispostos para o motorista, sendo um no lugar do painel de instrumentos e outro no painel central.

O toque de graça fica por conta das portas traseiras, que abrem-se no sentido oposto às da frente (conhecidas popularmente como "suicidas"). Para saber mais, veja a videorreportagem no topo desta página.

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