Carros

Carros de família: minivan e perua ainda são boas opções aos SUVs

André Deliberato
Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo (SP)

21/05/2015 08h00

Que as peruas e minivans, principalmente as primeiras, perdem cada vez mais espaço no Brasil para SUVs, não há dúvidas. Dez anos atrás, por exemplo, a variedade de stations no mercado era muito maior que a de hoje (para citar exemplos, vale lembrar de modelos como Renault Mégane GT, Peugeot 206 SW, Toyota Fielder e Volkswagen Parati). Hoje em dia, com exceção de veículos do segmento premium, sobraram apenas a Fiat Weekend (que perdeu o nome "Palio") e as Volkswagen SpaceFox e Golf Variant (que chega em breve).

Mas há pessoas e famílias que não gostam de SUVs. Para estas, as opções são escassas, mas ainda existem. Entre minivans/monovolumes e stations wagons restantes no mercado, UOL Carros mostra um pouco da Chevrolet Spin e Volkswagen SpaceFox, que acabam de mudar para a linha 2016.

Confira o que há de melhor e o ponto fraco de cada uma delas.

Murilo Góes/UOL
Chevrolet Spin agrada pelo espaço, versatilidade e conectividade, mas não empolga Imagem: Murilo Góes/UOL

Spin

Recém-chegada à linha 2016, a partir de R$ 57.790, a minivan Spin é líder absoluta de seu segmento, segundo dados da Fenebrave. O rótulo foi conquistado ao longo dos últimos anos pelo fato de o modelo ser, ao mesmo tempo, o substituto das finadas Meriva e Zafira e por não haver muitas outras opções na categoria (atualmente, apenas Nissan Livina e JAC J6 concorrem diretamente com o carro da GM se os quesitos comparativos forem preço e tamanho).

A Spin 2016 traz novidades em relação à 2015: opção de revestimento interno na cor preta em todas as versões; acionamento dos vidros elétricos pela chave e uma recalibração mecânica na transmissão automática que, segundo a marca, garante trocas de marchas até 50% mais rápidas. A versão avaliada por UOL Carros, LTZ A/T com sete lugares, custa R$ 72.690.

Seu grande trunfo é o espaço interno, principalmente para pessoas mais altas, e a conectividade do sistema multimídia MyLink, que traz tela de sete polegadas tátil com conexão Bluetooth -- que permite importar para o HD do carro músicas, fotos, vídeos e até mesmo acessar aplicativos por meio do smartphone -- e entrada USB.

Apesar disso, o motor 1.8 da Spin (108 cv e 17,1 kgfm de torque com etanol) é uma adaptação do 1.4 EconoFlex utilizado, por exemplo, pela Montana -- e não o 1.8 Ecotec 6 da família Cruze, que poderia trazer à minivan melhores números de consumo e emissões. Isso é praticamente um sacrifício da excelente transmissão GF6, automática de seis marchas (esta sim vinda do Cruze), que luta para se entrosar com o motorista, mas falha devido ao comportamento pacato do motor. Na prática, rodar com a Spin sozinho ou com apenas uma pessoa a bordo é apenas razoável, sendo que com cinco ou mais ocupantes a tarefa se torna chata.

O porta-malas com os sete bancos levantados suporta até 162 litros se medido até o canto superior do encosto do banco ou 199 l considerando o espaço até o teto; 553 litros e 864 l, respectivamente, com a terceira fileira de bancos rebatida; e 952 litros e 1.608 l com todos os bancos traseiros para baixo. São números melhores que os da SpaceFox que podem até ser comparados ao de SUVs.

Murilo Góes/UOL
VW SpaceCross tem suspensão e afinação mecânica ajustados, mas é mais apertada Imagem: Murilo Góes/UOL

SpaceCross

Lançada no mercado brasileiro no início de abril, a linha 2016 das peruas Volkswagen SpeceFox e SpaceCross (versão aventureira) parte de R$ 58.590 e replica a frente do novo Fox/CrossFox (este, por sua vez, tem traços inspirados no Golf). Trata-se de um visual invocado, que caiu bem para a configuração wagon, embora maculado pelo excesso de apliques na versão "fora-de-estrada" -- há muito plástico embutido nos para-choques, caixas de rodas e laterais.

A versão testada por UOL Carros é a Cross manual (R$ 69.690), equipada com o bom motor 1.6 flex de última geração (110/120 cv de potência; 15,8/16,8 kgfm de torque, respectivamente com gasolina/etanol). O pacote de opcionais -- pintura em vermelho Wine (R$ 1.163); sistema de som com navegação GPS e teto solar (R$ 5.078); kit com controle de estabilidade, assistente de partida em rampas e conjunto óptico com faróis neblina, milha e assistente automático de iluminação em curvas (R$ 1.209) -- deixa o valor total em salgados R$ 77.140.

O preço acaba sendo o grande calcanhar-de-Aquiles da família SpaceFox/SpaceCross: mesmo com um projeto mais antigo e defasado, a líder do segmento, Fiat Weekend, vendeu 3.824 unidades nos quatro primeiros meses de 2015, contra 2.589 da concorrente. Muito disso se deve ao fato de que a Weekend parte de R$ 49.150, uma diferença de mais de R$ 17 mil.

Como geralmente acontece com modelos da Volks, o ponto forte da SpaceCross está no trem-de-força, especialmente na muito bem ajustada transmissão manual de seis marchas. Mesmo carregando cinco pessoas e razoável volume de bagagem no porta-malas, o consumo na estrada raramente ficou abaixo de 14 km/l. A SpaceCross carrega ainda outra marca registrada da marca alemã: suspensões mais rígidas do que a média, proporcionando mais conforto em uma rodovia bem pavimentada... mas dor de cabeça caso o percurso seja em uma rua esburacada.

O espaço interno é bom, mas um veículo como esse jamais conseguirá oferecer a mesma altura (nem para a cabeça, nem em relação ao solo) que um SUV. Já o porta-malas ganha destaque positivo mais pela profundidade (algo típico de peruas) do que pela altura. Segundo a Volkswagen, são 440 litros na posição VDA (até o tampão). Na avaliação de UOL Carros, o compartimento leva cinco malas (duas grandes, duas médias e uma pequena). Que quiser levar mais uma precisa retirar o tampão, fato que irá atrapalhar a visão do motorista pelo retrovisor. 

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