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Massa revela instinto de "supermotorista", mas já teve carteira cassada

Leonardo Felix/UOL
Felipe Massa posa ao lado das miniaturas da redação de UOL Carros Imagem: Leonardo Felix/UOL

Leonardo Felix

Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

30/04/2015 19h10

Já não há mais dúvidas de que o piloto de Fórmula 1 é um atleta. Além do condicionamento físico, os reflexos mais apurados do que a média contribuem para torná-lo uma espécie de "supermotorista". Pelo menos é o que garante Felipe Massa, um dos dois brasileiros que competem na categoria mais famosa do automobilismo.

Em entrevista exclusiva a UOL Carros, o vice-campeão mundial de 2008 afirmou que a experiência nas pistas o ajuda, e muito, a antecipar situações no dia-a-dia do trânsito. "Nós conseguimos perceber o que o outro motorista vai fazer de forma mais rápida, às vezes até antes de ele agir", contou.

"Quando um carro indica que vai mudar de faixa, por exemplo, eu tenho plena noção se consigo passá-lo ou tenho que dar espaço para ele entrar só pela velocidade e pela forma como ele começa a esterçar", seguiu.

De frente com o juiz

Apesar de toda a perícia, um piloto profissional não está imune às leis de trânsito -- Nelson Piquet, tricampeão de F1, é exemplo disso. Massa não é exceção: o atual competidor da Williams admitiu já ter levado "várias multas" ao longo da vida. Não só isso: quando piloto da Sauber, ele chegou a ter a carteira de habilitação cassada por três meses na Suíça.

"Estava em uma autoestrada com limite de 120 km/h, e entrei em um túnel cujo limite caía para 60 km/h. Não vi a placa e acabei flagrado no radar. Tive que ir para a corte dar explicações ao juiz e ainda paguei multa", relembrou.

Arquivo pessoal/Instagram
Ferrari LaFerrari de Felipe Massa, que na imagem aparece ao lado da esposa e do filho do piloto, recebeu preparação especial para ficar quase toda na cor preta Imagem: Arquivo pessoal/Instagram
Índia: o pior trânsito

Para cumprir seus compromissos profissionais, Massa tem que cruzar o mundo ao longo do ano (só no calendário atual da F1 estão 19 países). Segundo o brasileiro, não há lugar com trânsito "mais organizado e estruturado" do que a Europa, especialmente países como França, Alemanha e Áustria. 

Em sua visão, dirigir nas metrópoles do Brasil, principalmente São Paulo, "é um terror", mas não há nada que supere a desorganização da Índia. "Já passei alguns sufocos lá, mas o pior foi voltar do autódromo [localizado em Noida, a 50 km da capital Nova Déli] para o aeroporto numa madrugada", relatou. 

"Tive que desviar de carro batido, caminhão atravessando sinal vermelho, gente vindo na contra-mão e animais mortos no meio da estrada. É uma insanidade", acresceu.

Instinto controlado

No Brasil, Massa é dono de dois Mercedes-Benz (afinal, a fabricante alemã fornece motores à sua equipe): um GLA 45 AMG e um GL 500, respectivamente de 360 e 388 cv; na Europa, dirige outro Mercedes, um ML 63 AMG (525 cv), e uma LaFerrari, de impressionantes 963 cv.

Com uma lista de automóveis tão potentes, o piloto admitiu que não falta vontade de cravar o pé no acelerador, mas que tenta controlar o ímpeto. "Hoje eu tenho consciência de que não dirijo só por mim, mas também pelos outros. Além disso, tenho um filho [de seis anos], então preciso ter responsabilidade", completou.

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