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Chevrolet Cruze chinês mostra que GM do Brasil parou no tempo

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Novo Cruze foi apresentado pela 1ª vez aos chineses no Salão de Pequim de 2014 Imagem: AFP

André Deliberato

Do UOL, em Xangai (China)

20/04/2015 23h09

Na China, o maior mercado automotivo do mundo, Chevrolet, Buick e Cadillac -- três submarcas da GM -- convivem. A primeira delas, a única no Brasil, é a que menos vende, mas mesmo assim, devido ao tamanho do mercado, ela está um passo a frente do que conhecemos no Brasil. A maior prova disso é a nova geração do sedã Cruze, um dos destaques da marca no Salão de Xangai 2015.

Por aqui, o Cruze mudou no final do ano passado e recebeu uma geração completamente nova, totalmente diferente da oferecida ao brasileiro, um pouco menor, mas mais esportiva, moderna e muito mais bonita. UOL Carros a conheceu nesta segunda-feira (20), no estande da marca. Aprovada. 

Com um quê de Ford (a frente é muito parecida com os modelos da marca rival que se baseiam no estilo Kinetic Design 2.0), o desenho é totalmente novo e incorpora o padrão visual que marca planeja implantar em seus carros, iniciado pelo sedã grande Impala, que deixa para trás a grade bipartida. A dianteira, bem simples e esportiva, tem um filete de LED sobre os faróis de neblina que indica a possível (a praticamente óbvia) globalização do carro, já que tal equipamento é simplesmente decorativo por aqui, mas faz parte dos regulamentos de segurança europeus. Atrás, a iluminação das lanternas são inspiradas nas do novo Corvette e há apenas um ponto desnecessário: a barra cromada que liga as duas fontes de luz.

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Mesmo sendo a marca menos importante da GM na China (a Buick, por exemplo, é lucrativa e vende muito mais), Chevrolet chinesa está um passo à frente da brasileira Imagem: UOL
A lateral sem frisos com um único vinco que nasce nos faróis, atravessa a carroceria passando pelas maçanetas e terminam nas lanternas deixa a linha de cintura do sedã mais alta. As rodas poderiam ser um pouco maiores (e os pneus, quem sabe, ter perfil um pouco mais baixo), mas representantes locais da GM afirmam que o asfalto chinês não permitiu tal configuração.

Por dentro, as mudanças visuais são sutis e o carro praticamente mantém o desenho do painel do modelo atual. As novidades estão nos recursos tecnológicos, alguns ainda inéditos para carros dessa categoria. A iluminação ambiente foi revista e o carro recebeu o sistema de entretenimento MyLink 2, a mais moderna configuração do sistema multimídia da marca, com tela de oito polegadas.

Mais legal que os brasileiros...

Beleza é algo subjetivo e discutível na maioria dos casos, mas na opinião deste repórter, o novo Cruze é mais bonito que qualquer sedã médio vendido atualmente no mercado nacional. O Ford Focus Sedan, que muda em alguns meses, é o que chega(rá) mais perto do modelo da GM neste quesito.

Na china, o carro utiliza motores 1.5 aspirado (114 cv e 14,9 kgfm de torque) e 1.4 turbo (150 cv e 24 kgfm), ambos a gasolina -- para Europa e EUA, uma versão com motor  2.0 turbodiesel é esperada. A transmissão pode ser manual ou automática de seis marchas ou automatizada DCG (dupla embreagem), de sete velocidades. O carro mede 4,57 m de comprimento, tem 2,66 m de entre-eixos (no Cruze brasileiro, são 4,60 m e 2,69 m, respectivamente) e custa entre 109.900 e 169.900 yuans, algo em torno de R$ 35 e R$ 55 mil.

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Chevrolet Cruze de nova geração agrada pelo desenho e pela tecnologia embarcada Imagem: UOL

... mas longe do Brasil

Com a recente atualização do Cruze nacional, a nova geração ainda roda longe no Brasil, e deve começar a rondar nosso mercado somente a partir de 2016, inicialmente vindo da Argentina, onde chegará primeiro. O novo Cruze será feito sobre a base da plataforma Delta 2XX, uma evolução da atual Delta 2.

Aly Song/Reuters
Apresentação do novo Malibu mostra que status do sedã é diferente na China Imagem: Aly Song/Reuters

Malibu também muda

Outro estreia da marca em Xangai, o sedã grande Malibu (que já havia sido mostrado no Salão de Nova York, há algumas semanas) cresceu ainda mais, para 4,93 metros de comprimento (ganho de 5,8 cm) e 2,94 m de entre-eixos (9,1 cm a mais), mesmo ficando cerca de 135 kg mais leve. As linhas também são mais atuais: enquanto a frente, assim como no Cruze, remete a um carro da Ford, a traseira lembra a de um Hyundai/Kia. O painel abandonou a inspiração vinda do Camaro e agora possui a mesma tela tátil do sedã menor. Entre as tecnologias aplicadas estão a opção de recarga sem fio para celulares; câmera traseira; frenagem automática e assistente para estacionamento.

O motor de entrada passa a ser um 1.5 Ecotec turbo, de 160 cv e 25,5 kgfm de torque, que segundo a GM pode fazer 11,5 km/litro na cidade e 15,9 km/l na estrada. O câmbio desta versão é automático de seis marchas. Já o Malibu mais caro tem motor 2.0 turbo de 250 cv e 35,7 kgfm, com caixa automática de oito marchas. Há ainda um versão híbrida, que alia um motor 1.8 a gasolina a dois motores elétricos (derivados do Volt). No Brasil, o Malibu deixou de ser vendido em 2013, após a venda de um lote com dezenas de unidades da atual geração.

Viagem a convite da JAC Motors Brasil

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