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Salão de Genebra abre ao público para mostrar que crise é passado

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Movimento é grande no primeiro dia oficial ao público do Salão de Genebra 2015 Imagem: Newspress

André Deliberato

Do UOL, em Genebra (Suíça)

05/03/2015 12h02

O Salão de Genebra, que abre suas portas ao público em geral nesta quinta-feira (5), após dois dias reservados à imprensa especializada e a convidados, é tradicionalmente conhecido pela apresentação de supercarros e de conceitos de extrema relevância, em diversas categorias. Isso tudo está garantido este ano e mais: após seis anos de crise econômica, o mercado automotivo europeu dá sinais constantes de recuperação e a mostra espera retomar também o número de visitantes dos bons anos: cerca de 750 mil pessoas.

Nesta quinta-feira (5), UOL Carros esteve no Palexpo, pavilhão suíço que realiza o evento, durante a abertura dos portões. A empresa que organiza o evento não revelou quantos ingressos haviam sido vendidos antecipadamente, mas afirmou que são esperadas cerca de 50 mil pessoas nos sete dias de semana e 100 mil nos quatro dias de final de semana em que o Salão irá acontecer (de 5 a 15 de março). Seria o suficiente para chegar aos 750 mil visitantes.

Neste primeiro dia, os estandes de Audi, Ferrari e BMW eram os mais visitados.

TODOS ESTÃO EM CASA

Mesmo sem ter a importância dos salões de Paris ou Frankfurt (que acontecem todo mês de setembro, intercalados anualmente), o de Genebra é bastante tradicional: acontece desde 1905 e se destaca pela "neutralidade". Por não ser sede de grandes fabricantes de automóveis, apenas construtores de carros especiais, a Suíça acaba recebendo novidades importantes de todas as principais marcas europeias, americanas e japonesas. Isso agrada ao público, claro.

Nos últimos anos, porém, a crise econômica que afetou a Europa derrubou a audiência da mostra. Acostumado a receber, durante seus 10 dias de exposição, público semelhante ao do Salão de São Paulo, o evento registrou menos de 680 mil pessoas em 2013. No ano passado, o número melhorou e subiu para cerca de 715 mil.

Em 2015, a organização espera retomar o patamar de antes da crise e reestabelecer ao menos os números da média histórica.

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