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Mercedes quer Classe C e GLA flex ainda em 2015 com motor melhor que da BMW

Murilo Góes/UOL
Sedã Classe C será primeiro modelo da Mercedes a ter motor turboflex Imagem: Murilo Góes/UOL

Leonardo Felix

Colaboração para o UOL, em Faro (Portugal)

02/03/2015 09h37

Fontes ligadas à Mercedes-Benz informaram a UOL Carros, com exclusividade, que o desenvolvimento do motor de 1,6 litro turboflex está em estágio avançado de desenvolvimento e deve ganhar as ruas brasileiras ainda em 2015, antes mesmo da inauguração da fábrica em Iracemápolis (SP).

Visto como fundamental para encarar a rival BMW -- que usa motor turboflex de 2 litros no sedã Série 3 desde o final de 2013, bem como no crossover X1 --, bem como para atender às exigências do programa Inovar-Auto, o primeiro motor flex da montadora alemã será derivado do 1.6 4-cilindros que já equipa os modelos de entrada da marca atualmente. A potência e torque devem ser similares aos 156 cv e 25,5 kgfm atuais, bem como uso do sistema de injeção direta e sobrealimentação por turbo.

Serão equipados com o motor flex as versões iniciais do sedã Classe C (C180) e do suvinho GLA (GLA 200). A ideia é trazê-los importados com esta configuração ainda este ano, para iniciar a produção em Iracemápolis já com o propulsor nas ruas. A marca ainda não dá como certa a adoção do motor turboflex no hatch Classe A, nem no sedã-cupê CLA -- ambos usam o 1.6, mas seguem importados --, mas é provável que ambos também contem com a opção flex.

Estudos de motorização bicombustível já eram feitos pela Mercedes-Benz desde 2009. A confirmação de que os modelos locais da marca teriam esta opção, porém, só foi dada por executivos da marca durante o Salão de Detroit 2014, também em entrevista exclusiva a UOL Carros

Renan Rodrigues/Carsale
SUV compacto GLA também será feito no Brasil e equipado com o 1.6 turbloflex Imagem: Renan Rodrigues/Carsale
CONTRA O RELÓGIO
De acordo com as fontes, o propulsor em testes está próximo de receber a homologação. A ideia é replicar a estratégia usada pela BMW, que começou a vender o Série 3 flexível no mercado brasileiro em dezembro de 2013, nove meses antes de abrir a linha de montagem em Araquari (SC).

Os planos, entretanto, estão atrasados. O cronograma inicial era ter o Classe C de entrada movido a gasolina e etanol já no início deste ano. Agora, o foco é correr contra o tempo. Com o início da produção em Iracemápolis previsto para o primeiro trimestre do ano que vem, a fabricante tem cerca de um ano (talvez menos) para deixar o 1.6 turboflex pronto.

Murilo Góes/UOL
Motor flex será baseado no atual 1.6 a gasolina da Mercedes, com turbo e injeção direta de combustível, mas marca quer deixá-lo mais eficiente que o 2.0 turboflex da rival BMW Imagem: Murilo Góes/UOL
RIVALIDADE COM BMW
Fora a intenção de estrear o propulsor bicombustível antes mesmo de nacionalizá-lo, não há muitas semelhanças entre os projetos de Mercedes e BMW. A primeira diferença está na cilindrada: enquanto a marca da estrela de três pontas se esforça no motor de 1,6 litro, presente nas versões de entrada -- até há planos para fazer o mesmo com o de 2 litros, em uma segunda fase do projeto --, a rival bávara apostou logo no 2.0.

Além disso, fazer com que o seu turboflex seja mais eficiente que o da rival é questão de honra para a Mercedes.

Apesar de ser menor, o 1.6 a gasolina do Classe C possui dados similares -- por vezes pouca coisa inferiores -- aos do 2.0 turboflex do Série 3, de acordo com o Programa de Etiquetagem do Inmetro: enquanto o consumo da unidade da Mercedes fica em 9,2/13,6 km/l, respectivamente na estrada/cidade, o da BMW bate 9,4/13,3 km/l (com gasolina). Já índice de emissão está em 126 g/km, apenas 1 g/km a mais que o do concorrente.

A fabricante ainda não confirmou se os dados de potência e torque sofrerão alterações com o uso de etanol.

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