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VW Jetta 2015, R$ 75 mil, ainda vem do México com antigo 2.0 flex

André Deliberato

Do UOL, em São Bernardo do Campo (SP)

25/02/2015 08h00

A Volkswagen apresentou nesta semana a linha 2015 de Jetta e Touareg, com retoques visuais na frente e na traseira do sedã e apenas um novo para-choque dianteiro no SUV. Embora já tenha celebrado a produção do primeiro Jetta feito no Brasil, o novo Jetta continua sendo importado do México, de onde o atual também vinha, até pelo menos a virada do semestre.

Decepção número dois: além de não ser o Jetta brasileiro, que vai demorar pelo menos mais quatro meses para chegar, as versões de entrada do novo Jetta continuam sendo equipadas com o defasado motor 2.0 TotalFlex, de 8 válvulas, 116 cv/120 cv e 17,7 kgfm/18,4 kgfm (gasolina/etanol) -- uma derivação do antigo AP, que equipava o Santana (descontinuado em 2006), com alguns aprimoramentos técnicos no cabeçote para melhorar o fluxo de gases e os dados de desempenho.

Isso prova que a Volks se mantém na década passada se comparada a rivais, que apostam, já há algum tempo, em motores mais tecnológicos e eficientes, casos do novo Cruze (1.8 de 144 cv com etanol), Focus Sedan (2.0 com injeção direta de 178 cv com etanol), Corolla (2.0 de 154 cv) e Civic (2.0 de 155 cv). Há até opção turboflex, com motor de menor capacidade e maior eficiência, caso do Citroën C4 Lounge THP (1.6 de 173 cv com etanol).

Quem esperava que as versões de entrada viessem com o motor 1.4 TSI (turbo) do Golf, algo já comentado pela Volks -- e confirmado nesta semana pelo Diretor de Marketing da empresa, Axel Schroeder --, terá de esperar a versão nacional.

Murilo Góes/UOL
Visualmente, traseira está mais discreta; lanterna tem nova assinatura de LEDs Imagem: Murilo Góes/UOL

Preço e visual

Apenas o valor da versão de entrada (Trendline) foi revelado pela marca: R$ 75 mil, um pouco mais caro que os atuais R$ 73.990 cobrados pelo Jetta 2014. A configuração intermediária Comfortline e a topo, Highline (esta equipada com o motor 2.0 TSI de 211 cv), não tiveram seus preços divulgados.

A empresa também não confirma qual das três configurações será montada no Brasil e diz apenas que "o carro brasileiro será igual ao mexicano". A expectativa da marca é "vender bem mais do que o modelo atual", que, segundo dados da Fenebrave, vende cerca de 800 unidades/mês.

A lista de equipamentos de cada versão, bem como suas fichas técnicas e os preços de cada um dos opcionais, de cada configuração, serão disponibilizadas até o início de março no site oficial da Volkswagen. As primeiras unidades começam a desembarcar no Brasil até o final do mês que vem, de acordo com a fabricante, e chegam às concessionárias no começo de abril.

Esteticamente, o novo Jetta recebe novos para-choques dianteiro e traseiro e uma lanterna mais afilada, com nova assinatura de LEDs. Por dentro, há uma nova cor bege para os bancos de couro (e para os carpetes) e o volante passa a ter o mesmo formato que o do Golf -- repetimos: formato, já que nas versões mais básicas ele é inteiro de plástico duro e não possui um botão multifunção sequer.

Uma nova cor metálica, chamada de "Azul Silk" (que pode ser vista no álbum do início desta nota), também é responsável por identificar a linha 2015.

Murilo Góes/UOL
Couro e forração bege é uma das novidades da linha 2015 Imagem: Murilo Góes/UOL

Como anda

UOL Carros rodou cerca de 50 quilômetros com um Jetta Comfortline e outros 50 com o Highline. Nada mudou de forma considerável, o que significa que guiar o Jetta continua igual: enquanto as versões com motor aspirado sofrem para despertar, principalmente em retomadas de velocidade (o câmbio automático Tiptronic de seis marchas é um dos vilões), a configuração Turbo voa, também graças à ajuda do câmbio DSG de dupla embreagem (com seis velocidades).

Quem tiver a oportunidade de guiar as duas opções de conjunto mecânico oferecidas pelo Jetta vai perceber a importância de uma transmissão de qualidade em um veículo. Essa desigualdade de tecnologia também se reflete no consumo: enquanto o Jetta flex registrou 7,3 km/litro de etanol no computador de bordo em percurso rodoviário, o TSI, com gasolina, circulou na casa dos 14 km/l.

A suspensão traseira do Jetta mais barato, tão criticada durante seu lançamento no Brasil em 2010, desde 2012 deixou de ser por eixo de torção e passou a adotar um sistema multilink, idêntico ao da configuração mais cara. Na prática, ela permite que o sedã tenha mais estabilidade e oferece mais conforto aos passageiros em curvas mais bruscas. O espaço interno segue bom, inclusive para três pessoas no banco de trás. O porta-malas carrega até 510 litros.

Murilo Góes/UOL
Volante do Jetta também ganha novo formato, baseado no do Golf Imagem: Murilo Góes/UOL

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