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Honda enfim abre a porta do HR-V, e cabine agrada; Brasil o recebe este ano

Eugênio Augusto Brito/UOL
Honda HR-V no Salão de Detroit: ele chega ao Brasil este ano para bombar Imagem: Eugênio Augusto Brito/UOL

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Detroit (EUA)

12/01/2015 17h42Atualizada em 12/01/2015 21h45

Uma das marcas que mais se mexeu no Brasil em 2014, a Honda promete seguir acelerada este ano: novos Civic EXR (1º trimestre) e Civic LXR (com algumas mudanças e adição de controle de estabilidade); CR-V reestilizado; Accord ano-modelo 2016; e a abertura da fábrica de Itirapina (SP), mais para o final do ano. Nada em 2015 será mais importante, porém, que o lançamento do HR-V, SUV compacto da marca que chega às lojas em março, inicialmente produzido em Sumaré (SP).

A força do modelo é tanta que a Honda tratou de criar uma mística em torno do carro em todo o mundo, usando seis salões globais para mostrá-lo totalmente: o primeiro conceito surgiu em Detroit 2013 (Urban SUV), sendo que o Japão conheceu sua versão (denominada Vezel) no Salão de Tóquio 2013.

Em 2014, Detroit, Paris e São Paulo viram unidades fechadas. Tudo fica claro apenas agora, novamente em Detroit.

Finalmente aberto para que conheçamos seu interior, o HR-V agrada: é mais espaçoso que rivais EcoSport, Tracker e que o ainda inédito Jeep Renegade, dando conforto a quatro adultos de 1,80 m e mais uma criança no centro do banco traseiro. Não há a medida do porta-malas, mas ele também deve superar os rivais (foi a impressão visual que tivemos).

O acabamento da configuração americana, topo da gama, mescla plástico duro (mas com texturas) a couro e apliques metálicos de forma muito agradável. O painel central remete a formas retilíneas dos anos 1990, mas de forma mais adequada do que a Toyota fez com Corolla e RAV4. A ligação com nossa época está na enorme tela central sensivel ao toque, de cerca de 7 polegadas, sublinhada por outro painel para o ar-condicionado digital.

Eugênio Augusto Brito/UOL
Interior do HR-V remete a modelos mais caros da Honda, e não a Fit/City Imagem: Eugênio Augusto Brito/UOL
Há ainda partida por botão, mas este item não estará no HR-V que será feito no Brasil, afirmam executivos da Honda, assim como não haverá o teto solar mostrado aqui em Detroit. De resto, a promessa é manter o mesmo nível do carro revelado aqui (o que seria excelente).

Mesmo derivando da plataforma de Fit e City, o HR-V está claramente acima destes, com conforto de Civic ou talvez mais. Nos EUA, todas as rodas têm freio a disco (algo não confirmado para o Brasil ainda). Os preços também serão de Civic (a partir de R$ 68.400), o que fará o HR-V brasileiro de entrada ser mais barato que o Tracker (R$ 85.890), ainda que o topo de gama fique mais caro.

A motorização para o Brasil está definida também: é o 1.8 flex aspirado do Civic de entrada (139/140 cv e 17,5/17,7 kgfm, gasolina/etanol) para todas as versões, conjugado a câmbio manual de seis marchas ou CVT com simulação de troca de marchas no topo.

A Honda demorou para mostrar o HR-V por inteiro, mas a espera parece ter valido a pena. Aguardemos a reação de clientes e rivais.

Viagem a convite da Anfavea
 

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