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Audi começa nova história em Los Angeles com conceito Prologue

David McNew/Getty Images/AFP
Novo designer-chefe da Audi, Mark Lichte fez Scirocco e o conceito CrossBlue na Volks Imagem: David McNew/Getty Images/AFP

Do UOL, em São Paulo (SP)

21/11/2014 20h49

A Audi decidiu que precisa mudar para seguir crescendo e, assim, tentar emparelhar com Mercedes-Benz e, quem sabe, com BMW. Vender bem e muito é obrigação para a marca, que tem papel importante nos planos do Grupo Volskswagen de se tornar a maior montadora do mundo até 2018. Para isso, os alemães escalaram Mark Lichte para o papel de novo chefe de designer: são dele os vincos que alteram a cara da marca.

Parte da nova linguagem visual já pode ser vista nas remodelações dos luxuosos A6, A7 e A8, bem como no novíssimo TT, que esteve no Salão de São Paulo, encerrado no último dia 9. Lichte também é conhecido como criador da releitura do Volkswagen Scirocco, cupê que não chegou ao Brasil, mas que foi bem recebido na Europa, em 2008-9 (houve um facelift recente, inserindo o modelo na linha2015). Também é dele a ideia de visual robusto, diferenciado dos carros de passeio, para os futuros SUVs da marca, tendência aberta com o conceito CrossBlue, apresentado no Salão de Detroit de 2013.

Agora, no Salão de Los Angeles, é a vez do Prologue, que introduz o futuro da Audi: além dos três sedãs de luxo já citados e do roadster TT, pelo menos 11 novidades terão o estilo criado por Lichte até 2020. Pelo que se vê, todos terão porte atarracado e formas marcantes, bastante vincadas, com grade frontal hexagonal que avança para longe do restante da carroceria.

Nada longe do que se vê no mundo automotivo atual, porém: isso pode ser visto como contemporaneidade (muitos designers falam que a globalização tende a igualar os gostos), mas alguns podem encarar como simples e pura "cópia". Ford (com Focus, Fusion e até Mustang), Hyundai (Genesis, Santa Fe), Aston Martin, Tesla... todas parecem ter algo a ver com o visual visto agora na Audi.

Carlos Osorio/AP
Carinha afilada do gigante CrossBlue também tem a mão de Lichte Imagem: Carlos Osorio/AP
O COMEÇO
Isoladamente, o cupê com formas de sedã (apesar das duas portas e de um certo caimento do teto, é fácil enxergar uma desconstrução da estrutura atual para a formação de um terceiro volume) indica os próximos passos dos carros topo de gama da Audi. Tudo pode brotar daí, de novos A8, 7 e 6 até mesmo modelos menores, como A4 e A5. A traseira, com suas lanternas unificadas e seu porta-malas que avança conforme se desce em direção ao para-choque, lembra demais a solução da Mercedes para o Classe S e, sobretudo o Classe S Coupé, mas também traz um que de Hyundai e seus sedãs.

Tecnologia não falta: o conjunto óptico troca luzes de xênon e LEDs, já habituais em carros premium, e aposta tudo na matriz de laser. O Audi R8 LMX, bem como conceitos recentes da marca, conseguem usar o laser apenas no foco do farol alto, só à noite e em velocidades baixas. Já o Prologue "democratiza" o raio em todos os fachos, a qualquer momento e para qualquer uso, graças a refletores especiais (há um grupo feito de plástico, para luz baixa, outro de fibra de vidro, para luz alta).

Nem força: o motorzão V8 de 4 litros gera 605 cv de potência máxima e colossais 76,47 kgfm de torque sobre as quatro rodas (tração integral quattro), que neste caso são gigantes também, com aro de 22 polegadas. Coisa de conceito, claro, mas que mostra grandes ambições da Audi.

 

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