Carros

Duster automatizado, com visual e interior renovados, chega no 1º semestre

Claudio Luís de Souza

Do UOL, em São Paulo (SP)

18/11/2014 14h43

A Renault vai mudar a cara do SUV Duster em 2015, provavelmente ainda no primeiro semestre. O modelo, terceiro derivado da plataforma Dacia (subsidiária romena) que também sustenta o sedã Logan e o hatch Sandero, vem de conseguir ultrapassar em 250 unidades o arquirrival Ford EcoSport nas vendas de carros novos em outubro -- façanha para um modelo que nem tenta parecer moderno.

(No acumulado do ano, o Eco lidera: 45.106 a 38.613 emplacamentos.)

O Duster precisa mudar porque, nos próximos dois anos, uma enxurrada de jipinhos compactos inundará as lojas brasileiras. As futuras opções vão do despretensioso Lifan X50, que deve ser o modelo mais barato do segmento, até o Nissan Kicks, projeto ambicioso da co-irmã japonesa da Renault.

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Duster atual: aposta do SUV é na robustez, que contrasta com o visual "style" do Eco Imagem: Divulgação
Pistas para o visual do Duster reestilizado, não vêm do modelo que ora roda na Europa, e sim do conceito de picape compacto-média Duster Oroch, que estreou no Salão de São Paulo -- a revelação dele pegou todo mundo de surpresa, inclusive a Fiat, que esperava arrasar com seu conceito FCC4, de mesma proposta de carroceria, mas totalmente cru e com uma inexplicável frente de Range Rover Evoque.

Não é à toa que a Oroch parece a um passo da linha de produção: sua dianteira, mais que um estudo, quase certamente será transplantada ao Duster. Ela acrescenta ao conjunto óptico um contorno inferior em LEDs (luz diurna; a ver se o SUV vai mantê-la assim) e comenta o enorme losango-símbolo da Renault com uma barra transversal que remete à identidade global da marca francesa -- mais demarcada nos modelos de passeio. A grade frontal cromada com três barras será abandonada.

Obviamente, o protótipo exibido no Salão de São Paulo não ajuda a descobrir como será a traseira do novo Duster. No entanto, a Renault não deve abrir mão dos ressaltos na tampa do porta-malas que complementam as lanternas -- um truque de estilo que cumpre bem a função de injetar (mais) robustez no jipinho.

Quanto à cabine, nenhuma dúvida: basta olhar a do Sandero renovado para saber exatamente como será a do futuro Duster. Comandos e painéis mais elegantes (exemplo é o do ar-condicionado automático, que parece de carro alemão), abandono da iluminação âmbar e, a depender da versão, tela tátil de 7 polegadas -- tudo isso deixará o ambiente do jipinho mais acolhedor e, nas versões topo, mais sofisticado.

Algo ainda mais importante se, como é comentado hoje nos bastidores, a importação do Captur, jipinho/crossover menor que o Duster, ficar inviabilizada devido a um provável novo patamar do dólar, acima de R$ 2,60.

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Duster europeu, da Dacia, é opção de baixo custo, e não encara carros de mesmo porte Imagem: Divulgação
No trem-de-força, a única novidade à vista é a adoção do câmbio automatizado de cinco marchas Easy'R, já disponível nas gamas Logan e Sandero, em substituição ao automático de quatro. Propulsores de 1,6 litro e 2 litros e uma versão com tração nas quatro rodas servirão os pratos feitos da atual geração.

E a Duster Oroch? Seria surpreendente se ela chegasse ainda em 2015, mas a aposta mais conservadora, que é 2016 (o ano em que tudo vai acontecer no setor automotivo, diga-se), é a de UOL Carros.
 

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