Carros

Peugeot mostra carro feito com bambu, pedra e até couro de peixe; assista

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

29/10/2014 18h15

O nome já entrega: o conceito 208 Natural mostra o quanto a PSA Peugeot Citroën está apostando forte na ideia de construir carros que consomem menos combustível (no Salão de Paris, apresentou soluções que fazem 50km/l e até 100 km/l de gasolina), são mais leves e usam materiais reciclados, reutilizáveis ou sustentáveis. Detalhe: desta vez, o protótipo "ambientalista" foi desenvolvido totalmente no Brasil.

Quem conta os detalhes sobre o 208 Natural a UOL Carros é Thierry Hospitel, diretor de design da aliança automotiva francesa: "Este conceito é um extremo no uso de materiais reutilizáveis ou sustentáveis, que nos permite reduzir o peso em até 40 kg e, com isso, diminuir o consumo de combustível e a emissão de CO2 [dióxido de carbono, formador do efeito estufa], além de despertar o consumidor para a questão".

Embora seja feito para chamar a atenção e não esteja à venda, o 208 Natural é a ponta mais visível da mentalidade que a empresa já emprega na prática. O 208 de produção usa até 40% de materiais recicláveis, enquanto o Citroën C4 Cactus, que também está exposto no Salão e pode ser vendido no Brasil se o público gostar do modelo, chega a ter 30% de matérias-primas naturais e 60% de materiais reciclados.

Reprodução
Interior tem couro de pirarucu e salmão nos bancos, painéis e volantes Imagem: Reprodução
DO QUE ELE É FEITO
Concebido em São Paulo, o 208 Natural tem como base a versão Allure 1.5 flex do 208, mas pesa cerca de 1.040 kg, contra quase 1.080 kg do carro vendido nas lojas. A marca também promete consumo muito melhor.

Toda o material usado na construção vem de fontes sustentáveis. A Embraer, por exemplo, forneceu placas de fibra de carbono, alumínio anodizado e titânio usadas em retrovisores e caixas de rodas, rodas e emblemas e maçanetas, respectivamente.

A tinta porosa e com cor de terra é similar àquela usada da decoração de casas e ambientes e não usa solvente em sua base. O revestimento isolante e térmico do teto é uma... pedra: laminados de mármore. Há ainda a mescla de couro não curtido de boi e de pirarucu (peixe amazônico) nos bancos, além do uso de couro de salmão no revestimento do volante. O designer afirma que o tecido é obtido de criadouros sustentáveis de peixes, mantidos pela própria PSA. Por fim, lâminas de cortiça e de bambu dão isolamento acústico e deixam o interior da cabine diferente.

O resultado, é claro, é caro como soa ser. Hospitel não revela preços, mas afirma que boa parte das técnicas já é empregada e que outras, como o uso de cortiça, pode se tornar padrão em pouco tempo. Mas será que o consumidor pagaria mais caro para ter um carro realmente antenado na ecologia?

"Não acredito", afirma outro executivo, Jean-Pierre Ploué, diretor global de estilo da PSA. "Nem na Europa temos esta mentalidade, portanto é necessário que o governo incentive a compra de modelos ecologicamente corretos". O recado está dado.

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