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Carro brasileiro é caro por causa do dólar, diz presidente da Anfavea

Alan Marques/Folhapress
Luiz Moan, executivo e presidente da Anfavea Imagem: Alan Marques/Folhapress

Daniel Lima

Da Agência Brasil, em Brasília (DF)

07/10/2014 15h52

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan Yabiku Junior, culpou a taxa de câmbio no Brasil pelo elevado preço dos automóveis no país. Ele esteve nesta terça-feira (7) no Ministério da Fazenda, em Brasília, para apresentar à equipe econômica dados sobre o desempenho do setor automotivo ante a atual conjuntura.

"A redução do preço dos automóveis no Brasil depende da taxa de câmbio, que hoje é altamente prejudicial à competitividade do setor", disse Moan ao chegar para a reunião coordenada pelo Secretário de Política Econômica, Márcio Holland de Brito.

Na segunda (6), a Anfavea anunciou que a produção de veículos em setembro superou 300 mil unidades pela primeira vez no ano. Porém, no comparativo com setembro do ano passado -- que registrou produção de 322,4 mil unidades -- o resultado é de baixa de 6,7%. Enquanto o desempenho dos nove meses transcorridos deste ano aponta retração de 16,8% (2,38 milhões em 2014 e 2,87 milhões no ano passado).
 
Ele negou que o carro no Brasil seja o mais caro do mundo. Na avaliação que fez, uma análise simplesmente quantitativa não aponta soluções para o problema do preço. Moan tem defendido que estimular o mercado interno é uma solução para o crescimento da economia e, consequentemente, para o incentivo às vendas de veículos.

"É uma análise que precisamos aprofundar. Análise quantitativa não serve. Em 2005, já exportamos 1 milhão de veículos, com um câmbio de R$ 2,50. Oito anos depois estamos com o mesmo câmbio, enquanto os países competidores hoje desvalorizaram suas moedas neste mesmo período. Então precisamos fazer uma análise , além de uma análise qualitativa. Nós já tivemos o carro mais barato do mundo em várias ocasiões, como em 2004", disse o executivo.
 
EMPREGO NO SETOR
Sobre as férias de coletivas no setor, Moan disse que a indústria automotiva vem cumprindo normalmente a redução temporária dos horários ou mesmo a suspensão dos contratos de trabalho, procedimento denominado layoff. "Férias coletivas, compensação de banco de horas e layoff são mecanismos de proteção do emprego", disse.

O presidente da Anfavea anunciou ainda que o setor trabalha para a abertura de novos mercados e que, em novembro, apresenta ao governo brasileiro proposta que vem sendo discutida com a Colômbia para a expansão das vendas de veículos.
 

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