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Honda City 2015, R$ 53.900, cresce para ser maior até que o Civic

André Deliberato

Do UOL, em Itatiba (São Paulo)

19/09/2014 12h30Atualizada em 30/09/2014 19h24

Depois de revelar os preços de entrada e da versão topo de gama da nova geração do City no começo deste mês, a Honda apresentou oficialmente à imprensa especializada, durante esta semana, todas as mudanças do sedã, que chega às lojas até o final deste mês de setembro.

São quatro versões de acabamento: DX, LX, EX e EXL. Confira os preços:

- City 1.5 DX manual -- R$ 53.900
- City 1.5 LX CVT -- R$ 62.900
- City 1.5 EX CVT -- R$ 66.700
- City 1.5 EXL CVT -- R$ 69.000

A meta é retomar o volume de vendas que o sedã possuía até abril (antes do início das especulações sobre a chegada do novo modelo), de cerca de 2,5 mil unidades/mês, sendo 36% da versão LX, 35% da EXL, 25% da EX e 4% da DX. Entre maio e agosto, foram aproximadamente 1.000 carros vendidos mensalmente.

O City continua sendo produzido na fábrica da Honda em Sumaré (SP), junto com o novo Fit e o Civic, mas também terá um pequeno espaço na nova unidade que a empresa ergue em Itirapina, também no interior do Estado, por ser construído sobre a mesma plataforma que os outros modelos. Apesar das mudanças e dos objetivos de crescimento da montadora, o carro-chefe da marca continuará sendo o Fit, que há alguns meses tomou o posto do Civic de Honda mais vendido do país.

MOTOR E CÂMBIOS
Todas as versões do novo City são equipadas com o motor 1.5 16V SOHC i-Vtec FlexOne, bicombustível, de 116 cavalos e 15,3 kgfm de torque (com etanol) e 115 cv e os mesmos 15,3 kgfm a gasolina -- o mesmo utilizado pelo Fit.

A versão DX, de entrada, é a única que oferece transmissão manual (5 marchas, tração dianteira). Todas as outras (LX, EX e EXL) são equipadas com câmbio CVT (também o mesmo do Fit). No caso do City, ele pode simular sete marchas caso o motorista opte por fazer trocas sequencias pelas borboletas atrás do volante.

Murilo Góes/UOL
City (compacto) é menor no tamanho, mas supera Civic (médio) no volume interno Imagem: Murilo Góes/UOL
O QUE POSSUI CADA VERSÃO
A configuração de entrada DX é praticamente destinada a táxis e/ou empresas frotistas. Traz de série os obrigatórios freios com ABS (antitravamento) e EBD (distribuição da força de frenagem) e airbag duplo; ar-condicionado manual; computador de bordo; abertura do bocal do tanque de combustível por alavanca interna; limpador do para-brisa com função intermitente; banco do motorista e coluna de direção com ajuste de altura; console central com porta-copos; descansa-braço traseiro com porta-corpos; desembaçador do vidro traseiro; encosto de cabeça e cinto de três pontos para os cinco ocupantes; porta-objetos nas portas dianteiras; para-sois com espelho para motorista e passageiro; retrovisores externos com ajuste elétrico pintados de preto fosco; revestimento dos bancos em tecido; vidros e travas elétricas; rádio CD-Player com entrada USB e conexão Bluetooth (com dois alto-falantes); e rodas de aço aro 15 com calotas.

Murilo Góes/UOL
Cabine da versão EX, intermediária, tem volante de Civic, mas falta couro nos bancos Imagem: Murilo Góes/UOL
O City LX acrescenta, além do que já foi citado: câmbio CVT; grade frontal cromada; acabamento do suporte da placa traseira cromado (na DX ele é cinza); retrovisores externos com ajuste elétricos pintados na cor do veículo; bancos traseiros reclináveis e bi-partidos (esquema 60/40); porta-malas com iluminação; coluna de direção com ajuste de profundidade; descansa-braço dianteiro com compartimento; porta-revistas atrás do banco dianteiro do passageiro; chave inteligente com comando para abertura/fechamento das portas, porta-malas e alarme; alarme; sistema de som com quatro alto-falantes; e rodas de liga leve de 16 polegadas (pneus 185/55 R16).

A versão EX adiciona maçanetas externas cromadas; detalhes nas portas e maçanetas internas cromados; computador de bordo com maior variedade de funções; porta-malas iluminado com forração interna; chave do tipo "canivete"; ar-condicionado digital com função automática e tela de comandos tátil; e um novo sistema multimídia, com tela de LCD de 5 polegadas (com rádio, CD/MP3-Player, entrada USBN, conexão Bluetooth e comandos no volante) com quatro tweeters.

Por fim, a EXL agrega airbag lateral para motorista e passageiro e acabamento das portas, do volante e da alavanca de transmissão, além dos bancos, revestidos em couro.

São seis opções de cores (branco, prata, dois tipos de cinza, preto e marrom), todas metálicas, e três anos de garantia, sem limite de quilometragem.

CARA DE CIVIC, BUMBUM DE BMW
Visualmente, o City evoluiu. A frente é muito parecida com a do Civic, e de certo modo consegue ser ainda mais invocada que a do "irmão" maior. A grade cromada, porém, em vez de harmonizar o desenho, atrapalha. A lateral praticamente não mudou. A traseira é totalmente nova e lembra vagamente a do antigo BMW Série 3, não fosse a luz de ré estendida da lanterna -- de perto, aliás, esse detalhe faz com que a lanterna lembre a do SUV RAV4, da Toyota.

O City também cresceu: agora são 4,46 m de comprimento (5,5 cm a mais), 1,49 m de altura (1 cm maior), 1,70 m de largura (mesma dimensão da geração anterior) e 2,60 m de distância entre-eixos (5 cm mais comprida). São apenas 7 cm de comprimento e entre-eixos a menos que o Civic (embora haja sensação de que ele seja maior), o que faz do City um carro com excelente espaço interno e porta-malas (são 536 litros, volume muito maior que o do próprio Civic, que tem 449 l).

Ou seja, além do espaço interno idêntico ao do Civic, o porta-malas 87 litros maior que o do irmão mais velho faz do City um sedã mais interessante se a procura do consumidor for por espaço para passageiros e bagagem. Por baixo, as suspensões são as mesmas utilizadas por praticamente todos os modelos fabricados no Brasil: McPherson na dianteira e eixo deformável na traseira.

Murilo Góes/UOL
Traseira é mais interessante, mas sistema de freios regrediu, com tambor na traseira Imagem: Murilo Góes/UOL
IMPRESSÕES AO DIRIGIR
UOL Carros rodou cerca de 130 quilômetros com o novo City e pode notar que a maior virtude do carro é o espaço interno, melhor que o do próprio Civic -- as rodas nas extremidades da carroceria contribuem para toda essa amplitude. Mesmo com o banco dianteiro totalmente puxado para trás, uma pessoa de 1,85 metro que vai sentado atrás tem bom espaço para a cabeça e impressionante área para as pernas, já que ainda assim sobre um palmo de distância entre os joelhos e os bancos da frente. A sensação que fica é de que a Honda caprichou demais no espaço para passageiros no City e esqueceu de fazer isso no Civic.

Guiando, a maior mudança está no câmbio CVT (rodamos com a versão EX), que aproveita ao máximo a força do (pequeno) motor e proporciona a maior economia de combustível possível -- durante o percurso predominantemente rodoviário, a média de etanol apontada no computador de bordo foi de 12 km/litro. A nova transmissão, porém, incomoda pelo alto ruído que invade a cabine durante acelerações contínuas, já que não há trocas de marcha. Falta um pequeno acerto na parte ade acústica da cabine.

O painel digital, aliás, é o charme das versões mais caras. Parece confuso em um primeiro momento, principalmente pela ausência de botões, mas é de fácil assimilação e bastante intuitivo. O quadro de instrumentos (outra referência vinda do Civic) muda de cor, de azul para verde, quando a condução passa de "normal" para "econômica".

Fora isso, a sensação é a mesma de guiar o City anterior. Um sedã comedido, não tão esportivo, ligeiro e forte quanto o Civic, mas confortável e bem acertado por dentro (como quase todos os carros japoneses). E caro.

Viagem a convite da Honda

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