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Carros

Salão do Automóvel é templo de promessas, nem todas cumpridas; veja lista

Eugênio Augusto Brito
André Deliberato
Leonardo Felix

Do UOL, em São Paulo

15/09/2014 08h00Atualizada em 15/09/2014 20h53

UOL Carros se prepara para a cobertura do Salão do Automóvel de São Paulo 2014, que tem tudo para ser uma das edições mais quentes da história do evento, o maior do gênero na América Latina também um dos maiores do mundo. E isso não apenas pela alta temperatura típica dos meses de outubro e novembro em São Paulo (e dentro do Anhembi), nem pelo cenário de seca e falta d'água na capital.

Por conta do atual regime automotivo nacional, uma invasão de fábricas se anuncia daqui até 2016. Duas delas, Nissan e Chery, já estrearam e uma terceira, a BMW, abrirá as portas até o final deste mês de setembro, em Araquari (SC). Efeito direto, o visitante do Salão de 2014 certamente terá acesso a novos modelos ou, pelo menos, a versões nacionalizadas de carros consagrados.

Salão de São Paulo 2012

  • Imagem: Reprodução
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    Imagem: Reprodução

    Como foi

    Promessas, afirmações, decepções, eis o retrato do último Salão do Automóvel de São Paulo. CLIQUE para rever a cobertura especial de UOL Carros

Nada disso, porém, é exatamente novo. O chamado Inovar-Auto, que redefiniu as regras do setor, foi anunciado quase que conjuntamente com a abertura da última edição do salão, há dois anos. Algumas marcas se viram surpresas, mas outras -- como a BMW -- souberam aproveitar o momento para largar à frente das rivais. Desde então, muito se mostrou, discutiu e lançou. Mas muita coisa foi descartada, por conta das profundas mudanças no segmento automotivo brasileiro.

Assim, cabe a pergunta: que lições foram tiradas desde o último salão? Quais promessas foram cumpridas? Os carros mostrados chegaram, fizeram sucesso ou fracassaram?

UOL Carros elencou 24 tópicos que traçam o legado do Salão de São Paulo 2012:

1. Anhembi

Almeida Rocha/Folhapress
Imagem: Almeida Rocha/Folhapress
Promessa: ano após ano, a organização do Salão do Automóvel no Pavilhão do Anhembi fala em melhorias, acessibilidade e melhor experiência para o público. O que se vê, porém, são filas sem fim nos dias mais movimentados (finais de semana, véspera de feriado e término do evento) e visitantes sofrendo para chegar (a pé ou de carro), circular, comer ou para se manter inteiro na sauna em que o pavilhão se tranforma.

Ano após ano, também, há rumores sobre novos locais para abrigar não apenas o salão, mas de diversos eventos que a cidade recebe.

Quem fim levou: sem qualquer definição, seguiremos para mais uma edição no pavilhão. Mas sem melhorias, nem espaço ideal, o público cai, enquanto o preço do ingresso sobe.

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2. Audi

ERIC PIERMONT/AFP
Imagem: ERIC PIERMONT/AFP
O que mostrou: A3 hatch (a partir de R$ 90.800) e A1 Quattro (não foi lançado).

Promessa: a marca passou o ano inteiro de 2012 ameaçando estrear a nova geração do médio A3 no Brasil, mas por conta das (in)definições do governo acabou o fazendo apenas durante o Salão de SP, em outubro. Mostrou outros conceitos, como o A1 Quattro (motor de 256 cv), mas apenas o A3 chegou às ruas.

Que fim levou: depois de muita demora, o A3 começou a ser vendido com motor 1.4 e 1.8 TFSI. Mas a grande questão é que todos esperavam por sua fabricação local, justamente por conta do Inovar-Auto, algo que não aconteceu -- em vez disso, a empresa preferiu produzir a versão sedã, que chegou em 2013 e fez sucesso, até por ser menos careta que o hatch.

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3. BMW

Eugênio Augusto Brito/UOL
Imagem: Eugênio Augusto Brito/UOL
O que mostrou: 116i (R$ 104.950); M5 (R$ 558.950); 750i M Sport (R$ 569.950); X1 M Sport (R$ 179.950); X6 50i (R$ 479.950); Série 3 híbrido (não foi lançado), Série 6 (a partir de R$ 369.950) e Z4 Pure Impulse (R$ 269.950 -- limitado a 4 unidades).

Promessa: em fase de transição desde que anunciou o início das obras de sua primeira fábrica no Brasil, a BMW utiliza as vantagens de importadora (cota maior de importação) para trazer praticamente todos os seus modelos vendidos fora do país. Em 2012, porém, sua maior promessa foi o lançamento da versão híbrida do Série 3 -- que só saiu do papel de forma tímida, em poucas unidades por encomenda.

Que fim levou: se o Série 3 híbrido "evaporou", a versão flexível chegou, surpreendeu e mexeu com o mercado -- afinal, é o primeiro carro com motor turboflex do mundo, com pacote bastante competitivo dentro do segmento de luxo.

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4. Chevrolet

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou: Onix (a partir de R$ 36.200), Malibu de nova geração (não foi lançado) e Trailblazer (a partir de R$ 144.650).

Promessa: A expectativa da empresa estava inteiramente depositada no Onix, hatch compacto que chegava para substituir o cultuado Corsa, ao mesmo tempo em que era o modelo mais esperado da nova plataforma universal da montadora (a mesma de Cobalt, Spin, Sonic e, depois, Tracker). Malibu e Trailblazer foram exibidos para "demonstração de tecnologia e requinte", sendo que a picape é o modelo mais caro fabricado no Brasil e o sedã sequer estreou oficialmente, ainda que possa ser adquirido em algumas lojas.

Que fim levou: O Onix estourou e atualmente é um dos carros mais vendidos do país (os paulistanos adoram, por exemplo). A Trailblazer foi lançada, mas está longe de incomodar a líder Toyota Hilux SW4. O Malibu subiu no telhado.

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5. Chery

Almeida Rocha/Folhapress
Imagem: Almeida Rocha/Folhapress
O que mostrou: Celer (a partir de R$ 33.990).

Promessa: esperançosa por ter anunciado a construção de sua primeira fábrica fora da China (e também a primeira sede de uma montadora chinesa no Brasil), a Chery mostrou no Salão de SP de 2012 o hatch compacto Celer, que começaria a ser importado no ano seguinte.

Que fim levou: aos trancos, por conta de problema com alguns modelos (como o lançado/aposentado S18) e pelo super-IPI para importados, a empresa lançou o Celer em banho-maria. Recentemente, disparou ao inaugurar a fábrica de Jacareí (SP) e revelar o visual do Celer nacional, que sairá da linha de montagem brasileira ainda este ano. Ultrapassou a JAC e se tornou a maior operadora chinesa no país.

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6. Chrysler

Simon Plestenjak/Folhapress
Imagem: Simon Plestenjak/Folhapress
O que mostrou: SRT Viper (não foi lançado); Dodge Durango (a partir de R$ 179.900).

Promessa: a Chrysler (com suas submarcas Dodge, Jeep, Ram e SRT) ainda estava longe da unificação com a Fiat, e usou o Salão apenas para reafirmar sua condição de empresa premium.

Que fim levou: sem bala na agulha, porém, a empresa ficou apenas como exibidora de show cars, já que sua maior atração, o superesportivo Viper, não viu a luz do sol no Brasil.

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7. Citroën

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou: DS4 (R$ 102.990) e DS5 (R$ 139.990).

Promessa: após reunir suas forças em 2012 para lançar a atual geração do C3, seu modelo mais importante, e o descolado DS3, a Citroën se concentrou no lançamento de mais dois modelos da linha DS: DS4 e DS5, numa tentativa de elevar sua imagem junto ao público.

Que fim levou: com a redução da cota de importação determinada pelo Inovar-Auto, a Citroën passou a vender apenas a quantidade de DS3, DS4 e DS5 que podia trazer da França. E ficou nisso. No final de 2013 a marca também apresentou o C4 Lounge, substituto do Pallas.

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8. Fiat

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou: 500 C (a partir de R$ 56.900), Ferrari 458 Italia (R$ 1.750.000) e Maserati GanCabrio (R$ 855 mil).

Promessa: iniciar as vendas do 500 C, o conversível mais barato do Brasil, e incentivar o comércio de outros modelos em linha (como Linea, Grand Siena, Uno e Palio) por meio de séries especiais. Além disso,  "salvou" o público ao garantir a exposição de dois esportivos: Ferrari 458 Italia e Maserati GanCabrio (marcas que no Brasil são representadas por importadores independentes, que ficaram de fora do evento).

Que fim levou: difícil analisar a atuação da Fiat, que vive de intensas remodelações e séries em suas linhas -- com tanta diversidade, consegue atrair diferentes públicos e manter a liderança do mercado. As versões especiais "Sublime" e "Interlagos" dos modelos citados, por exemplo, pouco duraram. O 500 C continua à venda. E os superesportivos vendidos pela Via Italia, de São Paulo, correm o risco de ficar fora de mais uma edição.

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9. Ford

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou: Fiesta nacional (a partir de R$ 42.990), Fiesta Sedan reestilizado (a partir de R$ 53.190) e novo Fusion (a partir de R$ 98.700).

Promessa: lançar o Fiesta brasileiro sem perder a qualidade do mexicano, já que a empresa passava por uma importante fase de transição, como parte do plano de ter uma gama totalmente globalizada até 2015.

Que fim levou: a empresa foi uma das poucas a cumprir integralmente o prometido -- terminou de globalizar toda sua linha este ano, com o lançamento da nova geração do Ka, que agora possui até versão sedã, e a aposentadoria do Fiesta Rocam.

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10. Honda

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou: Civic Si (não foi lançado) e Fit Twist (lançado, mas já aposentado).

Promessa: retomar as vendas do esportivo Civic Si no Brasil e ampliar os números do Fit com a versão aventureira Twist.

Que fim levou: o Si ainda não retornou e deve voltar a ter uma exemplar exibido na edição de 2014. Já o Twist agradou, mas como foi lançado com data de validade, deixou de ser produzido com a estreia da terceira geração do modelo, em abril.

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11. Hyundai

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou: HB20X (a partir de R$ 50.510); Elantra e i30 flex (a partir de R$ 89.750 e R$ 75.600, respectivamente) e Santa Fe renovado (a partir de R$ 142.900).

Promessa: além de adaptar i30 e Elantra ao gosto local (com motores flex), a Hyundai fez do Salão de São Paulo um grande palco para seu recém-lançado HB20. Mostrou o hatch em diversas cores e ainda apresentou a versão aventureira HB20X.

Que fim levou: com os preços elevados adotados pelo grupo Caoa (responsável pelos importados), i30, Elantra e Santa Fe sofreram uma grande queda nas vendas e na preferência popular. O HB20 fez o oposto: viu a família aumentar com a chegada do HB20S (sedã) e foi o maior responsável pelo amplo crescimento da Hyundai no Brasil, que rivaliza com Renault e Ford em vendas.

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12. JAC

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou: J2 (R$ 33.990) e J3 flex (a partir de R$ 37.990).

Promessa: vender seus produtos a preços competitivos, incluindo o subcompacto J2 e o J3 flex, que estrearam no evento, até que a fábrica em Camaçari (BA) ficasse pronta, no final de 2014.

Que fim levou: com a regulamentação do Inovar-Auto, as cotas de importação e o super-IPI para importados, foi uma das marcas que mais perdeu participação. O empecilho de vendas levou também ao atraso da fábrica baiana, deixando a empresa rendida. O J3 foi reestilizado e a van T8 foi lançada, mas ações maiores só acontecerão em 2015, nova data para que a unidade de Camaçari saia do papel.

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13. Jaguar Land Rover

JOEL SAGET/AFP
Imagem: JOEL SAGET/AFP
O que mostrou: Range Rover Vogue (a partir de R$ 551.800) e Jaguar F-Type (a partir de R$ 426.300).

Promessa: atualizar a gama de produtos e alinhá-los aos lançamentos globais da empresa; vender o limite máximo da cota de importação definida pelo governo.

Que fim levou: apesar dos lançamentos, quem seguiu fazendo sucesso foi o Evoque. Com isso, deu confiança à matriz para que a empresa se instalasse por aqui -- em 2013, um ano depois, a marca anunciou a construção de sua primeira fábrica na América Latina, em Itatiaia (RJ). Para a edição de 2014, a marca vai mostrar, também o Land Rover Discovery Sport, membro de uma nova família de modelos e que será o primeiro modelo feito por aqui.

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14. Kia
Newspress
Imagem: Newspress
O que mostrou: Cerato (R$ 64.900), Quoris (não foi lançado) e Soul (R$ 88.900).
 
Promessa: encurralada pelo novo sistema de tributação do Inovar-Auto, a Kia esbravejou no salão mesmo. Cortou custos com propaganda e patrocínios e tentou apostar na qualidade dos produtos lançados para manter as vendas em patamar razoável.
 
Que fim levou: das três configurações prometidas para o Cerato -- sedã, cupê e hatch --, só a primeira veio, e vende menos de 300 unidades ao mês; o Soul ganhou status premium para justificar o aumento agressivo de preço, e tem tudo para "encalhar" nas lojas; o Quoris até virou "galã de novela", nas na vida real nunca pisou nas ruas brasileiras.

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15. Lexus
Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou: LFA (não foi lançado).
 
Promessa: o superesportivo usado como chamariz anunciava a ideia da marca: diferenciação pelo luxo extremo e exclusivismo.
 
Que fim levou: a tática parece ter dado certo. Em 2013, a marca de luxo da Toyota cresceu 408% em relação a 2012, chegando a 183 unidades emplacadas. Pode parecer pouco, mas estamos falando de uma rede com mercado restrito e somente duas lojas, ambas em São Paulo (SP).

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16. Mercedes-Benz
Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou: CSC (carro-conceito), SLS AMG GT3 45th Anniversary e smart ebike.
 
Promessa: adiantar os passos da futura linha de compactos, projeto mais ambicioso da marca em todo mundo, inclusive com fabricação local. O conceito CSC mostrou a ideia, que vingou logo em seguida: além do monovolume Classe B, o hatch Classe A e o sedã CLA desembarcaram no país.
 
Que fim levou: o plano foi cumprido à risca, mas o CLA chegou ao Brasil em janeiro deste ano com preço elevado, na casa de R$ 150 mil, valor só "corrigido" a um patamar mais realista após a chegada da nova geração do Classe C. Em breve, teremos ainda o crossover GLA, que deve ser uma das estrelas no salão deste ano e será também o primeiro modelo da marca fabricado no Brasil (ao lado do Classe C).

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17. Nissan
Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou: Altima (R$ 96.990).
 
Promessa: colocar a Nissan na briga de sedãs grandes --  incomodando Volkswagen Passat, Ford Fusion, entre outros -- e mostrar um perfil mais global da Nissan.
 
Que fim levou: com média de 30 emplacamentos ao mês, o Altima não pode ser considerado um sucesso de vendas. Já o estilo global pegou: o Sentra está aí para comprovar, o novo March (feito na fábrica recém inaugurada) também, e o Versa deve seguir o mesmo caminho.

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18. Peugeot
Eugênio Augusto Brito/UOL
Imagem: Eugênio Augusto Brito/UOL
O que mostrou:
 208 (R$ 42.890).
 
Promessa: o 208 seria responsável por salvar a marca francesa do desaparecimento no Brasil. O trunfo era ser um projeto global, alinhado ao mercado europeu, arrojado e com dirigibilidade modificada. Havia até uma versão especial de chegada, a Premier, com preço "premium" de
 R$ 54.990
.
 
Que fim levou: a própria Peugeot reconhece que o compacto premium é uma decepção no país. Seus índices de venda estão muito abaixo de rivais como Ford New Fiesta, Hyundai HB20 e até Citroën C3. Agora, a Peugeot busca um outro salvador, talvez o SUV 2008.

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19. Renault
Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou:
 Clio reestilizado (R$ 26.430), Fluence GT (R$ 79.990).
 
Promessa: para vender mais, a marca resolveu abrir mão do projeto global (a quarta geração do compacto estreava na Europa) e reforçar a fórmula do "nem tão bom, mas barato" com o Clio II de visual mexido; no caso do Fluence GT, a saída era ter uma opção mais esportiva.
 
Que fim levou: o Clio não emplacou como a marca queria e seguiu. Pior: com a exigência do mercado, os planos de mesclar a linha Dacia (que mesmo tendo projeto romeno, é global e está alinhada com o resto do mundo) com carros de origem Renault importados da Europa tiveram de ser retomados. O salão de outubro dirá o que a marca pretende agora.

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20. Subaru
Reprodução
Imagem: Reprodução
O que mostrou:
 Impreza (R$ 95 mil) e Impreza XV (R$ 100 mil).
 
Promessa: atualizar o portfólio da marca no Brasil.
 
Que fim levou: ambos foram lançados, mas quase ninguém soube. De lá pra cá, porém, a marca tem se esforçado para sair do núcleo dos fãs e ter alguma expressão no Brasil. Uma das ações foi a chegada de Flavio Padovan, ex-Jaguar Land Rover e Volkswagen, ao comando da marca.

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21. Toyota
André Deliberato/UOL
Imagem: André Deliberato/UOL
O que mostrou:
 Prius (R$ 120.830).
 
Promessa: abrir as portas da Toyota para investir em veículos movidos a energia alternativa no Brasil, com esperança de que subsídios do governo tornassem os preços mais competitivos. Houve até o aceno com possível produção local.
 
Que fim levou: o incentivo não veio até agora, e o Prius, por enquanto, tem vendas restritas a frotistas. A produção local se concretizou com o popular Etios.

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22. Troller
Car and Driver
Imagem: Car and Driver
O que mostrou: TR-X (conceito).
 
Promessa: apresentado em versão conceitual, o jipe seria o substituto natural do velho e calejado T4, persistente no mercado desde 1999.
 
Que fim levou: com poucas mudanças em relação ao protótipo, o novo T4 foi lançado há dois meses e agradou pela troca do estilo "Jeep Willys" pelo "Hummer". E também do fim de qualquer herança Fiat do projeto anterior por base totalmente Ford. Pena que, para isso, o preço tenha aumentado indigestos 15%.

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23. Volkswagen
Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou: 
Fusca (R$ 92.230), Jetta híbrido (não foi lançado) e Taigun (não foi lançado).
 
Promessa: com o Taigun, quis mostrar os caminhos tecnológicos da marca e abrir o leque de opções para uso da plataforma do up!; com o Novo Fusca, recuperar o nome clássico para alavancar a popularidade do cupê premium; com o Jetta híbrido, mostrar o empenho da marca para investir em tecnologias alternativas.
 
Que fim levou: o Taigun jamais virou realidade, mas deu dicas de como ficaria o up! brasileiro mecânica e tecnologicamente; o Fusca está firme no mercado e tem volume de vendas compatível com sua proposta (mais de 100 unidades/mês); o Jetta híbrido -- e mesmo uma versão flex -- é "eterna promessa".

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24. Volvo
Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
O que mostrou:
 V40 (R$ 122.950).
 
Promessa: substituir o C30 e dar mostra de diferenciação da marca (carros superseguros e conectados).
 
Que fim levou: de fato, o V40 é um carro bastante seguro e tecnológico. Entretanto, o alto preço fez com que suas vendas tivessem índices inexpressivos, na faixa de 60 exemplares ao mês. Esta, aliás, é a característica da marca como um todo no país.

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