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"Releitura" do SP2, Mercedes-Benz AMG GT chega ao Brasil em 2015

Do UOL, em São Paulo (SP)

10/09/2014 21h08Atualizada em 20/10/2015 19h32

Vamos aos fatos: o supercarro Mercedes-Benz AMG GT será vendido no Brasil no primeiro semestre de 2015. A informação foi passada a UOL Carros nesta quarta-feira (10) pela Mercedes do Brasil, um dia após a apresentação global do modelo realizada em Affalterbach (Alemanha).

Ainda não definição de preços para o mercado nacional, claro. Na Europa, o AMG GT será mais barato que o SLS AMG, a quem substitui, até por ser um carro de porte menor e categoria diferente: espera-se um valor próximo a 115 mil euros (R$ 335 mil, limpos), enquanto o modelo anterior custava 225 mil euros (algo em torno de R$ 670 mil, ainda que no Brasil o valor cobrado encostasse no milhão de reais).

Também não há confirmação sobre a presença do bólido no Salão do Automóvel de São Paulo, que ocorre entre 30 de outubro e 9 de novembro. O estande da montadora terá novidades mais ou menos quentes: a recém-lançada nova geração do sedã Classe C estará por lá (como exemplo "morno"), assim como o GLA, suvinho que será apresentado na próxima semana ("quente", portanto) terão presença garantida. Se tivéssemos de apostar, cravaríamos na presença do GT: ele ocuparia a vaga "pelando de quente", destinada a modelos que realmente atraem os olhares.

GT OU SP2?
Seja agora em outubro, seja em 2015, o público brasileiro terá uma curiosíssima sensação de dèjá vu ao observar as formas do Mercedes AMG GT. Isso porque a Mercedes mirou no que está cansada de ver e acertado no que talvez não tenha visto. A traseira do novo supercarro lembra demais a de um cupê mais antigo e muito mais modesto: o Volkswagen SP2. É bom explicar e faremos isso com imagens:

- COMO A MERCEDES ENXERGA O AMG GT

Divulgação
Imagem: Divulgação
Segundo os executivos da área de design da Mercedes-Benz, a ideia era criar "um esportivo em forma pura, com proporções de tirar o fôlego". Frente gigante, habitáculo recuado, traseira curta... elementos conhecidos teriam de ser combinados de uma forma original.

Nada de porta "asa de gaivota" para poupar recursos, reduzir peso e preço. O motorzão V8 de 4 litros e dois turbos com até 514 cv é original, assim como a miríade tecnológica a ser embarcada (de sistemas eletrônicos de tração, iluminação e ajuste de performance ao acesso à internet).

Mas o que dizer do visual horizontalizado e fino das lanternas de LED? Ou da transição tão suave entre teto e final do porta-malas, que faz o modelo parecer um fastback?

Reprodução
Preste atenção à transição do teto para o final da carroceria do AMG GT Imagem: Reprodução

- COMO A EUROPA PODE ENXERGAR O AMG GT

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL
Essa confrontação pode ser dolorosa para a Mercedes. Europeus se sentirão tentados a dizer que o estilo do AMG GT é uma "resposta" ao seu principal rival, o Porsche 911. Línguas afiadas dirão até mesmo que a Mercedes passou recibo.

Mas é fato que as linhas de um podem ser identificadas sem trabalho em outro, sobretudo no caso da traseira e das lanternas finas e feitas de LED. Em termos mecânicos, há até uma versão de potência próxima (até 560 cv extraídos de um motor seis-cilindros boxer biturbo, enquanto a opção aspirada rende 400 cv).

Murilo Góes/UOL
Vamos nos repetir se fizermos a descrição do estilo dessa traseira Imagem: Murilo Góes/UOL

- COMO O BRASIL VAI ENXERGAR O AMG GT

Divulgação
Imagem: Divulgação
Para o brasileiro mais antenado, tais elementos lembram demais algo já existente. Algo antigo, até. Algo criado no Brasil: o SP2.

Surgido entre 1972 e 73, o cupê da Volkswagen tentou explorar o incipiente segmento de carros esportivos no Brasil. A base era de Variant, com motor boxer de 1,7 litro de quatro cilindros horizontais opostos (boxer), refrigeração a ar, 75 cv (a 5.000 rpm) e câmbio de quatro marchas. O 0-100 km/h era cumprido lentamente em quase 17,5 segundos. Pouco promissor, não? O modelo acabou morrendo em 1975, com apenas 10 mil exemplares entregues.

Mas duas coisas provam como o SP2 pode ter sido o "mentor espiritual" do AMG GT: o consumo relativamente bom, de 10,5 km/l (o AMG promete 10,4 km/l); e o visual arrojado -- impossível não relacionar o estilo baixinho, o capô longo, bom espaço para ocupantes (graças ao formato da cabine) e a curvatura do teto em emenda com a traseira musculosa abrigando faróis... finos e horizontalizados.

Este visual, aliás, já foi considerado "o mais bonito do mundo" em termos de Volkswagen. E foi reconhecido como marco pela sede da marca. resta saber se a sede de outra marca alemã também se curvou ao estilo brasileiro.

(É possível saber um pouco mais da história do SP2 em texto do parceiro Best Cars.)

(Os apressados -- ou sem conta bancária tão recheada -- podem conferir virtualmente o GT AMG no jogo "DriveClub" do videogame PlayStation 4, a partir do dia 7 de outubro. Saiba mais em UOL Jogos.)

Reprodução
Estilo criado no Brasil acabou reconhecido mundo afora Imagem: Reprodução

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