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Trânsito brasileiro já matou mais de 25 mil em 2014, aponta DPVAT

Matuiti Mayezo/Folha Imagem - 17-06-2008
Qualquer vítima, independente da culpa, pode receber indenização do DPVAT Imagem: Matuiti Mayezo/Folha Imagem - 17-06-2008

Do UOL, em São Paulo (SP)

25/08/2014 18h37

A seguradora Líder, administradora do seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres), divulgou seu balanço oficial de indenizações pagas durante o primeiro semestre no Brasil. De janeiro a junho foram pagas 25.181 indenizações por mortes no país, média de 4.196 mortes a cada mês. Houve queda de 13% no total de óbitos em relação ao mesmo período em 2013.

Ainda assim, são números elevados. Apenas como referência (deixando de lado, claro, a paridade entre as duas situações, bem como a diferença populacional), o conflito entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza deixou pelo menos 2.165 mortos, entre soldados e civis de ambos os lados, entre 8 de julho e 23 de agosto. A média mensal do conflito ficaria em torno de 1.382 baixas --  entre as regiões.

Nos Estados Unidos, os dados mais recentes apontam 7.150 mortes de janeiro a março, segundo a NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration, equivalente americano ao Denatran) -- a média seria de 2.383 vítimas fatais ao mês. O país tem frota que pode ser estimada em 260 milhões de veículos, enquanto o Brasil caminha para pouco mais de 42 milhões.

DPVAT - Saiba mais

  • Quem pode?

    Todas as vítimas de acidentes de trânsito no Brasil: motoristas, passageiros ou pedestres.

  • Quais os custos?

    O procedimento para o recebimento do seguro pelas vítimas de trânsito é gratuito. Não é necessário ter/contratar intermediários para fazer o pedido de indenização.

  • Quais os prazos?

    Vítimas têm até três anos -- contados a partir da data do acidente -- para fazer o pedido da indenização. A indenização é recebida em conta corrente ou poupança da vítima ou de beneficiários em até 30 dias após a apresentação da documentação necessária.

  • O que é preciso fazer?

    Informações sobre locais de atendimento e documentos necessários podem ser obtidos no site do DPVAT (www.dpvatsegurodotransito.com.br) ou pelo telefone 0800 022 022 12 04.

  • Quais as coberturas?

    São três tipos de indenização: morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas (até R$ 2.700).

  • De onde vem o dinheiro do seguro?

    Todos os donos de veículos pagam o seguro obrigatório anualmente. Da arrecadação, 45% vai para o Ministério da Saúde/SUS (atendimento às vítimas de acidentes), 5% para o Denatran (programas de prevenção) e 50% para pagamento das indenizações.

Fonte: Seguradora Líder-DPVAT

MOTO É FRÁGIL
Dos mortos no trânsito brasileiro, o maior grupo de vítimas está entre motociclistas. Até junho, foram 7.977 óbitos entre pilotos de motocicletas; pedestres vitimados chegam a 7.806; motoristas de automóveis em geral, 4.532; por fim, 4.866 passageiros morreram no período.

Como o colunista de Fernando Calmon já havia alertado, as motos representam em torno de 25% da frota total de veículos, mas respondem por mais de 40% das mortes.

Homens seguem se envolvendo em 75% dos acidentes fatais. E jovens constituem o grupo mais afetado, de modo geral, uma vez que 55% dos acidentes fatais ocorrem com pessoas que têm entre 18 e 34 anos.

Motos respondem por quase metade das mortes

  • Imagem: Apu Gomes/Folhapress - 26-08-2013
    Apu Gomes/Folhapress - 26-08-2013
    Imagem: Apu Gomes/Folhapress - 26-08-2013

    Fernando Calmon analisa:

    Moto é mais limitada, em tamanho e segurança, e exige maior habilidade na condução. SAIBA MAIS

INDENIZAÇÕES EM ALTA
Segundo a Líder, o total de indenizações pagas de um modo geral aumentou, um dado que tem seu viés positivo ao indicar um aumento na procura pelo ressarcimento. Como o DPVAT indeniza todas as vítimas de acidentes -- motoristas, passageiros e pedestres --, acaba sendo aceito como indicador da violência no trânsito, ainda que não a única (há ainda dados do Denatran e do Ministério da Saúde).

O seguro oferece coberturas de danos por morte e invalidez permanente, além do reembolso de despesas médicas e hospitalares (Dams) e o total das três ocorrências entre janeiro e junho foi de 340.539 benefícios pagos (alta de 14% para 2013, quando foram pagas 299.290 indenizações).

Há um lado negativo: o total de indenizações por invalidez permanente subiu 21% em relação a 2013, chegando a 259.845 pagamentos.

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