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Smart sobrevive a teste de impacto contra Mercedes Classe S; assista

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Momento da colisão entre Mercedes-Benz Classe S e smart fortwo. Subcompacto chega a sair do chão, mas célula de sobrevivência resiste ao choque Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo (SP)

17/07/2014 19h39Atualizada em 17/07/2014 20h56

Você pode falar o que quiser da nova linha smart fortwo e smart forfour, apresentada na última quarta-feira (16) pela marca do grupo alemão Daimler (o mesmo que detém a Mercedes-Benz), menos chamá-la de covarde. Um dia após o lançamento, a fabricante divulgou um vídeo teste de impacto em que o pequenino modelo de duas portas encara o sedã grandalhão classe S.

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Como ficaram os novos smart fortwo e forfour Imagem: Divulgação
A diferença de porte entre os dois veículos é abissal: enquanto o smart pesa 1.124 quilos, o Mercedes tem 2.308 kg, volume quase 2,1 vezes maior. Por isso, promover um choque frontal entre os dois a 50 km/h, conforme mostrado na peça logo abaixo, é um exercício de total desvantagem para o fortwo -- ou, conforme dito pelo próprio locutor em dado momento, uma "luta entre David e Golias".

Desta vez nosso David respondeu até bem ao desafio. Apesar de suportar uma carga de 222,6 quilojoules de energia cinética proporcionada pelo Classe S, contra 108,4 kJ gerados por si mesmo, a célula de sobrevivência do smart resistiu dignamente ao choque, deixando o habitáculo de passageiros praticamente intacto. Confira:

O objetivo da Daimler com essa campanha é fazer com que a associação entre "carro compacto" e "carro inseguro" vire cada vez mais coisa do passado. E mostrar que o smart evoluiu muito em em segurança, o que era bastante necessário.

Outro vídeo já mostrado por UOL Carros, do IIHS (Instituto de Seguros pela Segurança nas Estradas, na tradução da sigla em inglês), evidencia que, em um impacto frontal entre dois veículos de tamanhos e pesos tão distintos, o mais leve sempre levará a pior, por duas razões essenciais: 1) tem que suportar uma carga maior de energia vinda do outro carro; 2) possui longarina mais curta, o que reduz o intervalo de dissipação.

Assista para compreender melhor a relação (o vídeo está em inglês, mas dá para ver o estrago feito em vários subcompactos testados, incluindo a geração anterior do smart fortwo):

Ao comparar os dois materiais, fica notória a melhora no desempenho do smart, o que não exime os passageiros do subcompacto de estarem mais suscetíveis às consequências da colisão. Repare como, enquanto o Classe S praticamente não sai do lugar após o impacto, o fortwo fica com as duas rodas traseiras suspensas. Isso significa que as chances de impactos secundários e, consequentemente, lesões sofridas pelos ocupantes do veículo, são maiores que as de quem está dentro do sedã da Mercedes.

A evolução na segurança dos novos smart é realmente importante, mas a desvantagem dos carros pequenos em caso de acidente continua substancial. Nessa duelo entre David e Golias, o máximo que os "Davids" de quatro rodas podem fazer é reforçar a armadura e amenizar as feridas de uma batalha perdida.

PS: o teste foi promovido internamente pela Daimler. Portanto, não possui validade para as instituições oficiais de segurança automotiva.

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