Carros

Fiat deixa Palio Fire mais confortável (e até mais bonito) com versão Way

Murilo Góes

Colaboração para o UOL

04/07/2014 20h16

Versões ou séries especiais de um determinado carro geralmente são lançadas para alcançar um consumidor específico em busca de exclusividade, ou mesmo para valorizar um veículo já existente, com equipamentos que o coloquem num padrão superior ao original. A busca nos dois casos é o maior número de vendas, claro.

A Fiat é especialista no assunto, e quando elegeu o Palio Fire 1.0 como o substituto do extinto Uno Mille, não perdeu tempo em também colocar no mercado sua versão "aventureira", que fez sucesso com seu antigo modelo de entrada (e mantida com o Novo Uno). Eis que em maio passado surgiu o Palio Fire Way 1.0 Flex 2015, por R$ 27.860 (R$ 1.070 a mais que a o Palio Fire)..

Se o termo "pé de boi" se encaixa ao Palio Fire 1.0, pode se dizer que a versão Way também faz parte da boiada, mas com um pouco mais de raça.

CARA DE UM, FOCINHO DO OUTRO
Na prática, trata-se do mesmo bom e velho Palio de primeira geração (a atual é a terceira), lançado nos anos 1990 (ele passou por duas importantes reestilizações durante os anos 2000) e considerado por muitos como o Palio mais bonito já feito.

Além de airbag duplo, freios ABS com EBD, relógio e indicador do nível de combustível digitais e retrovisores externos com comando interno (todos equipamentos de série), a versão Way entrega a mais, em comparação com o Palio Fire 1.0, a opção de vir sempre com quatro portas; faixas adesivas alusivas à versão nas portas; grade dianteira cromada com contornos em preto brilhante; molduras em plástico preto nas caixas de roda; protetores (ou algo parecido com isso) abaixo dos para-choques dianteiros e traseiros; pintura cinza metálico nos retrovisores externos; adesivo preto fosco nas colunas centrais entre as portas dianteiras e traseiras; e faróis biparábolas com canhões cromados e máscara negra.

São diferenças cosméticas, mas que quando vistas de longe acabam dando certo caráter de "fora-de-estrada" e este hatch comum -- as molduras das caixas de roda, aliás, passam a ilusão de que o carro é (muito) mais alto, por exemplo.

Murilo Góes/UOL
Suspensão levemente elevada proporciona mais conforto em estradas de terra Imagem: Murilo Góes/UOL
NO INTERIOR
Por dentro da cabine, as únicas diferenças estão no revestimento, no bordado Way dos bancos dianteiros e no painel de instrumentos, emprestado do Novo Uno, que descartou o Econômetro e passou a adotar um conta-giros.

À parte das modificações estéticas, as maiores (e melhores) diferenças do Way em relação ao original são as molas e amortecedores (pressurizados a gás), combinadas com uma suspensão um pouco mais elevada (na traseira, com rodas semi-independentes e travessa de torção de seção aberta), e rodas de aço com pneus 175/65 R14, que também são de série. O novo conjunto resulta em maior altura mínima do solo (1,5 cm), passando dos 14,5 cm do Palio Fire  para os 16 cm da versão Way.

MAS E O PREÇO?
Com esta configuração, o Palio Fire Way 1.0 2015 sai por R$ 27.860, R$ 1.070 a mais que a versão pelada do mesmo Palio Fire comum (4-portas), que custa a partir de R$ 26.790.

O carro testado por UOL Carros era recheado de opcionais que, conforme valores divulgados pelo site da Fiat, elevam seu preço final: Kit Celebration 2, com ar-condicionado, direção hidráulica, travas elétricas e vidros dianteiros elétricos por R$ 4.284; Kit Celebration 3, com dois apoios de cabeça no banco traseiro, cintos de segurança laterais traseiros retráteis de três pontos, desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, predisposição para rádio (dois alto-falantes na dianteira e na traseira, antena e bolsa porta-objetos nas portas dianteiras) e rádio USB/WMA com RDS por R$ 1.224; e, Kit Stile, com faróis de neblina e rodas de liga leve por R$ 1.278. Ou seja, somados os R$ 6.786 em opcionais, o valor chega a R$ 34.646.

Se considerada a mesma lista de opcionais no Palio Fire 1.0 comum (que, atualizada, sai por R$ 6.990, pois acrescenta maçanetas externas, minissaias laterais e retrovisores externos na cor do veículo), o preço final vai a R$ 33.780 -- note que a diferença de valores entre as versões cai para R$ 866, quase o valor de uma pintura metálica, também opcional nos dois casos, que custa R$ 891.

VALE A PENA?
Esta comparação se faz necessária quando se tem a oportunidade de dirigir as duas versões e conhecê-las na prática. Neste caso, esta distinção se traduz em conforto, basicamente.

Isso não quer dizer que o Way seja mais confortável que o original. Lembre-se que tratam-se do mesmo carro, que continua sem oferecer regulagem de altura do banco do motorista e coluna de direção ajustável em altura e profundidade, por exemplo (a posição de dirigir é bastante incômoda para motoristas com mais de 1,80 metro). Os passageiros também vão sofrer com os mesmo assentos curtos que dão a ilusão de maior espaço interno.

Este conforto, no entanto, se traduz pela suspensão e pela altura um pouco mais elevada, que absorvem melhor as irregularidades do piso, seja no asfalto ou na terra, e proporcionam mais suavidade nos solavancos. Sem mostrar qualquer sintoma de que tenha prejudicado a segurança em curvas feitas em maiores velocidades, porém, estas virtudes não são suficientes para enfrentar um off-road mais pesado, mas permitem, algumas estripulias numa estradinha de terra sem grandes obstáculos.

De resto, tudo igual: ausência de computador de bordo, painel e portas de plástico duro e baixa qualidade, alguns encaixes mal resolvidos, saídas de ar circulares (mais feias que as retangulares anteriores), falta de maçaneta ou abertura remota da tampa do porta-malas e de combustível (que exigem utilização da chave) e assim por diante -- coisas que nos Palio mais antigos, acredite, eram presentes. Estamos falando de um carro projeto nos anos 1990, por isso a sensação de "carro novo velho" persiste mesmo na versão inédita.

Quanto ao desempenho, repete-se a avaliação do Palio comum: o bom e velho motor Fire 1.0, flex, de 8 válvulas, responde com precisão às exigências, oferecendo 73 cv com gasolina e 75 cv com etanol (a 6.250 rpm); e torque máximo de 9,5/9,9 kgfm (gasolina/etanol), a 4.500 rpm. Mas para aproveitá-lo ao máximo é preciso rodar com giro alto e manter trocas constantes de marcha, o que prejudica a economia de combustível -- embora ele tenha classificação A no programa de etiquetagem do Inmetro (Conpet).

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