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Mini Cooper chega à 3ª geração com foco no prazer; o 1.5 custa R$ 89.950

Claudio Luís de Souza

Do UOL, em Indaiatuba (SP)

10/06/2014 18h43

Meses antes da inauguração da fábrica da BMW em Santa Catarina, onde será produzido o crossover Countryman, a Mini passa a vender no Brasil a terceira geração do Cooper, seu produto mais famoso -- e sua justificativa para existir como submarca do grupo bávaro, que herdou o Mini da britânica Rover, comprada em 1994. 

Baseado num minicarro cuja origem remonta a 1959, o Cooper foi relançado em 2001 como opção retrô-premium, quatro anos depois de a Volkswagen criar esse nicho de mercado com o pioneiro New Beetle. O Cooper, sucesso de vendas na Europa, ganhou uma segunda geração em 2006 (no ano seguinte surgiu um novo rival retrô, o Fiat 500).

As vendas no Brasil só começaram em 2009, com unidades da segunda geração e modestas três concessionárias. Naquele ano foram 980 emplacamentos; agora, com robustas 31 lojas, a meta da Mini no país é chegar aos 2.800 carros entregues em 2014, divididos entre Cooper/Cooper S/Cooper One (as três versões do hatch) e as variações Cabrio, Coupé, Roadster, Countryman e Paceman (versão cupê do Countryman).

Divulgação
Mini Cooper S e Cooper (2.0 e 1.5): estilo retrô agora um pouco mais comprido Imagem: Divulgação
A gama do modelo é a seguinte:

Cooper One
Versão de entrada, ainda sem catálogo e preço definidos, chega às lojas em novembro. O motor é o 1.2 TwinPower Turbo, somente a gasolina, de 3 cilindros e 102 cavalosde potência, sempre com transmissão manual de seis velocidades (máxima de 195 km/h).

Cooper -- R$ 89.950
O motor é o 1.5 TwinPower Turbo, somente a gasolina e também de 3 cilindros, acoplado a transmissão automática de seis velocidades e capaz de gerar 136 cavalos (máxima de 210 km/h). Entre outros itens, a versão oferece ignição por botão; direção hidráulica; comandos multifuncionais no volante, que é revestido em couro; ajuste de altura para os bancos dianteiros; ar-condicionado automático e digital dual zone; transmissão automática Steptronic de seis marchas; sistema stop/start; suspensão adaptativa; Mini Driving Modes (Green, Mid e Sport); sensor de chuva; computador de bordo; piloto automático com função de frenagem; rádio Mini Basis com seis alto-falantes; fixação de cadeiras infantis Isofix; faróis e luz traseira de neblina; controle dinâmico de estabilidade (DSC) e de tração (DTC); seis airbags (frontais, laterais e de cortina); rodas de liga leve aro 16".

Cooper S Exclusive -- R$ 107.950 
Dotado de motor 2.0 2.0l TwinPower Turbo, a gasolina, de 4 cilindros, com câmbio automático de seis velocidades e 192 cavalos (máxima de 233 km/h). Além do motor maior, acrescenta ao pacote do Cooper itens como faróis e luzes de neblina em LED; retrovisor interno fotocrômico; apoio de braço dianteiro; rádio Mini Visual Boost com tela de 6,5"; Bluetooth; Mini Connect (infotainment conectável a redes sociais); controle eletrônico de diferencial; rodas de liga aro 17".

Cooper S Exclusive NAVI -- R$ 113.950
Mesmo conteúdo do Exclusive, acrescentando sensor de estacionamento; volante esportivo em couro John Cooper Works com aletas para troca de marchas; transmissão Steptronic com Launch Control (controle de arrancada); sistema de navegação Mini Professional.

Cooper S Top -- R$ 124.950
Acrescenta sistema de som da grife Harman/Kardon; head-up display (HUD, projeção de informações no parabrisa); pacote Wired com tela de LCD de 8,8"; e Drive Assistant com piloto automático adaptativo, aviso de colisão frontal, assistente de farol alto etc.

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Crescimento das lanternas traseiras fez bem ao visual do Cooper Imagem: Divulgação
É HIPSTER, É KITSCH
Por fora, o Cooper foi redesenhado de acordo com tendências contemporâneas, especialmente na nova grade frontal hexagonal em peça única, grande e demarcada por barra cromada (cujas arestas são arredondadas). A tática de criar um "bocão" deu certo, deixando o hatch mais agressivo e alinhado à proposta de esportividade. Ao mesmo tempo, e como manda a tradição do carrinho, os faróis seguem redondos e "dentro" do motor (o capô é recortado para abrigá-los), e o teto é retilíneo.

Na traseira, a principal mudança foi o encorpamento das as lanternas, que deixaram de ser triangulares e, mesmo instaladas nos paralamas, passaram a invadir a área da tampa do porta-malas.  

O Cooper não é tão mini quando sugere o nome da marca. A nova geração ganhou 9,8 cm no comprimento (foi a 3,85 metros), 2,6 cm na largura (1,73 m), 1,2 cm na altura (1,41 m) e 2,8 cm no entre-eixos (2,49 m). Com os bancos redesenhados, o porta-malas cresceu 51 litros, chegando a 211 litros (há possibilidade de rebatimento).

Como mostram os números, somente a altura reduzida (que faz parte da "essência" do modelo) é um fator de chateação no Cooper -- e especificamente no embarque, que pode ser duplamente chato se houver passageiros traseiros devido à carroceria duas-portas. Com todos a bordo, a sensação geral passa longe do aperto, inclusive verticalmente. A ergonomia é excelente.

Tanto na versão sem-nome quanto na S, o interior do Cooper ficou muito melhor que antes, com acabamento no nível BMW, corte nos excessos e notável equilíbrio entre -- digamos -- o hipster e o kitsch.   

O velocímetro deixou de ser aquela ridícula balança de açougue no meio do painel frontal, diminuiu e migrou para um cluster minimalista e elegante, que se desloca junto com a coluna de direção quando esta é ajustada na altura. Isso é hipster.

A peça redonda e grande foi mantida -- mas agora ela abriga o sistema multimídia (tela de 6,5 pol) e, caso se adquira o pacote, a navegação (8,8 pol); luzinhas passeiam pelo anel que a circunda, mudando de cor quando um modo de condução é selecionado (verde no Green, amarelo no Mid e vermelho no Sport). Isso é kitsch.

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Interior do Cooper ficou mais equilibrado entre -- digamos -- o bacana e o chique Imagem: Divulgação
EM MOVIMENTO
Experimentamos dois Cooper, o 1.5 e o S, numa pista fechada em Indaiatuba (SP). Vale notar que, a rigor, os dois novos motores são um só, mas com cilindro a menos no 1,5 litro (diâmetro e curso dos pistões são idênticos, de 84/92,6 mm). O torque, responsável pelas arrancadas e retomadas, é de 22,4 kgfm no 3-cilindros, e de 28,5 kgfm no 4-cilindros, ambos a partir de meras 1.250 rpm. É o resultado da ação conjunta de turbocompressor, injeção direta e variação na abertura das válvulas; a rigor, apenas os muito exigentes dirão que o 1.5 fica devendo performance ao 2.0 (o 0 a 100 km/h é cumprido em 7,8 s e 6,7 s, respectivamente).

Os modos de condução disponíveis de série são Green (econômico), Mid (normal) e Sport. Na pista, os dois primeiros são parecidos, mas quando optamos pelo Sport o Cooper simplesmente virou outro carro -- ganhando aquilo que a fabricante descreve como "sensação de pilotar um kart".

Tremenda bobagem, aliás, porque kart é desconfortável e, sob certas condições, difícil de controlar.

Bem ao contrário, o Cooper no modo Sport fica 100% na mão do motorista, com a suspensão adaptativa enrijecida e direção direta (porém levíssima, o que anula qualquer comparação com o kart, que não tem suspensão).

Retas e curvas foram engolidas com avidez, e na hora de frear a resposta foi -- sempre -- de extrema eficiência. Ao final do test-drive, ficou a impressão de que o Cooper (os dois, talvez o S um pouco mais claramente) está entre os carros mais prazerosos de guiar onde é possível pisar fundo e "fazer curva".

Nesta mesma pista de Indaiatuba, UOL Carros só encontrou diversão no nível do Cooper quando a bordo de um Audi TTS e de um Porsche 911 Carrera. Tremendo elogio, não é?

Viagem a convite da Mini do Brasil

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