Carros

Mantega diz que vai decidir sobre IPI de carros "na véspera" do aumento

Do UOL, em São Paulo (SP)

04/06/2014 16h20

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira (4) que ainda vai avaliar se haverá aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis. A previsão era de recomposição total da cobrança em julho. Segundo Mantega, essa análise será feita "na véspera" para decidir se poderá ser um aumento pequeno ou não.

William Volcov/ Brazil Photo Press - 30.04.2014
Pelo plano atual, IPI de carros flex 1.0 passa de 3% para 7% em julho; flex com motor de até 2 litros sobe de 9% a 11% ; com motor a gasolina de até 2 litros, de 10% para 13% Imagem: William Volcov/ Brazil Photo Press - 30.04.2014

"Está previsto um aumento do IPI a partir de julho. Não sei ainda se vamos praticá-lo. Vamos avaliar a situação", afirmou o ministro.

Mantega também não garantiu se haverá alguma medida para aumentar a oferta de crédito para compra de veículos. "A gente estava estudando alguma maneira de melhorar o crédito. Mas não é certo que a gente tenha essa medida", concluiu.

IMPOSTO EM ALTA, MERCADO EM QUEDA
O governo decidiu recompor o índice do IPI de forma gradativa desde janeiro, chegando à alíquota integral (original) em 1º de julho. O escalonamento previsto até 30 de junho era o seguinte:

Motor flex até 1 litro -- 3% até 30/6; após, 7%
Motor flex entre 1 e 2 litros -- 9% até 30/6; após, 11%
Motor a gasolina, 1 a 2 litros -- 10% até 30/6; após, 13%
 
Utilitários -- 3% até 30/6; após, 8%
Utilitários de carga -- 3% até 30/6; após, 4%

Caminhões -- isentos

Com o retorno gradual da cobrança, foi possível acelerar a venda de carros em dezembro de 2013 e também em janeiro deste ano, sobretudo de modelos mais populares, com alíquota menor de importo. Nos últimos meses, porém, o consumidor botou o pé no freio por diferentes razões: com vendas diárias fracas, maio ficou abaixo do patamar de entregas de abril e também de maio de 2013.

Segundo a agência AutoInforme, foram vendidas 14.304 unidades por dia no último mês, queda de 7,5% em relação ao ano anterior. No ano, a baixa acumulada já é de 5,2%, também na balança com dados de 2013. E a recuperação no mês da Copa será difícil.

Além do "fator Copa", há o aumento geral de preços por conta da adequação dos zero-quilômetro fabricados e importados ao Brasil à lei que obriga a instalação de freios ABS e airbags desde janeiro -- valores que acabaram repassados ao consumidor, o que faz diferença sobretudo para quem compra carros mais baratos. Há também um certo desconforto econômico por conta do processo eleitoral ainda não definido. (Com informações de Kelly Oliveira e Denise Griesinger, da Agência Brasil)

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