Carros

Fiat Linea Essence com câmbio manual é "carro neutro" por R$ 55.850

Claudio Luís de Souza

Do UOL, em São Paulo (SP)

23/05/2014 18h06

Para completar a apreciação sobre o novo Fiat Linea, UOL Carros dirigiu por uma semana um exemplar da versão de entrada do sedã, a Essence, dotada de câmbio manual -- o automatizado Dualogic Plus é opcional, por R$ 3.458 (testado num Essence quando da apresentação à imprensa).

Lançado em 2008 com uma estratégia de mercado pretensiosa e arrogante, que tentou transformá-lo no que nunca foi -- um carro, se não exatamente "de luxo", ao menos sofisticado --, o Linea acabou virando um patinho feio na gama da Fiat. Preço exagerado, vendas fracas, uso em frotas de táxi comum, surgimento de rivais interessantes: tudo isso estacionou o Linea na vaga escura da banalidade.

Murilo Góes/UOL
Friso cromado no parachoque é um dos retoques visuais no Linea 2015 Imagem: Murilo Góes/UOL
O relançamento do carro incluiu um talho nos preços. A versão Essence parte de R$ 55.850, um preço nada barato, mas que busca justificação na lista de equipamentos.

Entre outras coisas, este Linea sai de fábrica com ar-condicionado; direção hidráulica; chave-canivete com telecomando para abertura das portas, vidros e porta-malas; banco do motorista com regulagem de altura; banco traseiro bipartido; comando interno elétrico de abertura do porta-malas; computador de bordo; faróis com regulagem elétrica de altura; luzes de de neblina; freios a disco nas quatro rodas; airbag duplo (motorista e passageiro) e freios ABS com EBD (distribuição de força); iluminação do porta-malas; cruise control; rádio CD/MP3 integrado ao painel com RDS e USB; e volante com regulagem de altura/profundidade e comandos do rádio.

(O Linea Absolute, além de trazer o câmbio Dualogic de série, justifica os R$ 10.600 a mais oferecendo itens como troca sequencial com aletas atrás do volante, sensor de ré com visualizador gráfico, ar automático e digital, bancos revestidos parcialmente de couro e Blue&Me.)

Murilo Góes/UOL
Placa migrou para a tampa do porta-malas, e nome do modelo ganhou destaque Imagem: Murilo Góes/UOL
As rodas originais são de liga, com aro 15 e pneus na medida 195/65 (o Linea Absolute tem rodas de aro 17, mas são mais feias). O motor é o E-torq bicombustível de 1,8 litro, capaz de entregar 132 cavalos quando abstecido com etanol -- de que ele gosta bastante: após 558 km de convivência, boa parte em rodovias, a média de consumo foi de 6,4 km/l. Um resultado muito ruim.

No entanto, ao menos parte da culpa é de quem dirigiu o Linea. Como disse o fotógrafo Murilo Góes, que produziu as imagens do carro, ele "anda muito" -- eufemismo para "dá vontade de pisar fundo". Pisando mais, bebe-se mais...

A disposição do motor é mesmo um dos destaques dinâmicos do Linea. O outro é o tuning da suspensão, voltado para o conforto dos ocupantes mas não tão macio quanto nos modelos menores da Fiat (de Grand Siena para baixo). A referência é o Punto, mas como o Linea é mais pesado há uma percepção extra de apoiamento no solo. Some a isso uma cabine correta, aliás idêntica à do hatch, e só faltará um câmbio automático decente para fazer da experiência de guiar o Linea algo, no mínimo, neutro (com tendência a "agradável").

QUASE NA MESMA
Essa sensação de estar guiando um carro "nota 6,5" é intensificada pelos retoques externos feitos pela Fiat, acrescentando barra cromada na parte inferior do parachoque dianteiro e um inserto de plástico preto no traseiro; a placa de licença foi deslocada para a tampa do porta-malas e ganhou a companhia de outra peça cromada, esta com o nome Linea gravado.

Ficou melhor, mas são mudanças para não mudar nada. A essência do Linea continua a mesma: a de um carro sem nada de especial, idealizado num mercado automotivo periférico (a Turquia) e que pegou carona na plataforma de um modelo muito melhor que ele (o Punto).

Mas o recheio interessante, os três anos de garantia e a pujante rede da Fiat, somados ao preço reajustado para baixo, podem seduzir compradores focados no custo/benefício e que não se importam em trocar marchas no muque.

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