! Ford Mustang, 50, é símbolo de potência, diversão e cor de esmalte - 17/04/2014 - UOL Carros

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Ford Mustang, 50, é símbolo de potência, diversão e cor de esmalte

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

17/04/2014 00h01Atualizada em 20/10/2015 18h32

A efeméride dos 50 anos do Mustang no dia 17 de abril já estava sendo celebrada às 6h da manhã da quarta anterior num dos pontos mais altos de Nova York (EUA). Para gerar um buzz, a equipe de marketing da montadora americana resolveu colocar um exemplar conversível na cor amarela da nova geração do Mustang no observatório do Empire State Building -- o carro precisou ser desmontado na fábrica e remontado no 86º andar do prédio.

Tudo para repetir o frisson de ontem, a agitação (ou o buzz) de hoje, quando a primeira geração do muscle car foi exposta no mesmo prédio, a 381 metros de altura, em 1965. A apresentação do primeiro Mustang, porém, aconteceu um ano antes, em 17 de abril de 1964, na Exposição Universal de Nova York: chegou como modelo 1965 o isso levou alguns brincalhões a criarem o apelido "1964 e 1/2". Mal sabiam que o modelo faria sucesso a ponto de inaugurar um nicho automotivo, virar ícone pop com direito a músicas, itens de merchandising, filmes e jogos eletrônicos e, 50 anos depois, ainda ser um carro cobiçado e que dita tendências.

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ERA DOS MÚSCULOS
Tudo começou, de fato, em 1962 quando Gale Halderlman projetou o conceito Mustang 1 tendo como inspiração o espírito vigente nas pistas de corrida. Com design afilado -- lembrando carros da série animada "Speed Racer" -- não vingou como carro comercial, mas deu o que falar e criou nome e símbolo fortes: dois anos depois, o emblema com cavalos galopantes e detalhes do protótipo surgiram no carro de produção.

Emmanuel Dunand/AFP
Mustang 2015 assopra velas no topo do Empire State Building, em Nova York Imagem: Emmanuel Dunand/AFP
Com o Mustang, surgia também o segmento dos "pony cars", principal legado da indústria automotiva americana ao mundo: cupê ou conversível, tinha capô longo, motor gigante, cabine apertada e quase sempre desconfortável e traseira quase inexistente;

A ideia de privilegiar esportividade e força bruta ao conforto deu tão certo certo que a Ford recebeu 22 mil pedidos só no primeiro dia e, um ano depois, já havia vendido 418.000 exemplares do Mustang.

Assim, as rivais tiveram de responder rapidamente, sob risco de comerem ainda mais poeira em vendas e em moral junto ao público. A General Motors mostrou seu Pontiac Firebird, seguido pelo Chevrolet Camaro. A Chrysler apostou no Plymouth Barracuda e no Chrysler Challenger (mantendo nomes de carros que antes eram mais espaçosos que fortes). A AMC mostrou o Javelin. Até a japonesa Toyota, já de olho no mercado norte-americano, respondeu ao Mustang com seu Celica.

TOQUE DE FUSION, KA E ECOSPORT
Cinquenta anos depois, a sexta geração do Mustang tratou de unir detalhes estéticos da primeira geração à tecnologia de ponta da Ford atual. Apresentado à imprensa em Nova York, em dezembro, foi visto pela primeira vez pelo público em geral no Salão de Detroit, em janeiro deste ano. Apesar de ter sido revelado em 2013 e lançado em 2014, o novo carro é modelo 2015...

Eugênio Augusto Brito
"Bons carros nascem de dentro para fora", afirma Ehab Kaoud, que desenvolveu o conceito do habitáculo tecnológico do novo Mustang e é também o criador do EcoSport e do novo Ka Imagem: Eugênio Augusto Brito
A polêmica não para por aí. O novo Mustang abusa do family face da marca a ponto de levar fãs mais ardorosos a taxarem o cupezão de big-Fusion, em referência ao sedã executivo. Mal sabiam que a nova geração também tem influência do EcoSport e divide o berçário com o novo Ka. Tudo obra do egípcio Ehab Kaoud, responsável pela configuração mais conectada e confortável do interior do Mustang, mas que também é o criador do primeiro EcoSport e trabalha na concepção da nova geração do compacto Ka, agora como hatch e sedã.

Nas configurações mais caras, o Mustang oferece mimos como luzes de LED nos faróis e lanternas, câmeras 360º, controle eletrônico para o engate de rack, abertura automática da tampa traseira, controles de cruzeiro adaptativo (ACC), de mudança de faixa, de veículo no ponto cego, contorno de curva. Também da ligação com o Fusion veio outro motivo de fúria em rodas de conversas mecânicas e postagens sem fim nas redes sociais: a possibilidade de trocar os poderosos motores com cilindros em "V" pela opção de quatro-cilindros com turbo da família Ecoboost, que consome menos combustível para também poluir menos.

Tudo para vender mais: o ideal da montadora é tornar deste Mustang 2015 um carro global e comercializá-lo em mercados como a Europa, China e mesmo o Brasil, onde o carro tem fãs apaixonados mesmo ser ser vendido oficialmente pela Ford. De toda forma, o Mustang Ecoboost usa motor de 2,3 litros que pode render 309 cv e 41,5 kgfm de torque, sem qualquer chance de ser chamado de motorzinho. Além dele, há o Mustang V6, de 3,7 litros, 304 cv e 37,3 kgfm. E o Mustang GT, com V8 de 5 litros, 425 cv e 54 kgfm de torque.

50 VELAS
Esta última versão serve de base, aliás, para a série especial e limitada Mustang 50 Year Limited Edition, criada para celebrar o aniversário. Serão 1.964 unidades com venda marcada apenas para o segundo semestre. Serão duas opções de cores exclusivas -- branco Wimbledon (seguindo a tonalidade da primeira unidade vendida em abril de 1964) e azul Konae -- e câmbio manual ou automático de seis marchas.

Há ainda detalhes inspirados no primeiro Mustang, como a lanternas com três lentes verticais separadas, frisos cromados nessas peças e também na grade e base do para-brisa, vidro traseiro com persianas, emblema redondo na traseira simulando a tampa do tanque de combustível do modelo original e rodas de liga leve de 19 polegadas, que simulam os aros de aço cromado do Mustang pioneiro.

Atuais são os freios dianteiros Brembo de seis pistões, os pneus Pirelli P-Zero categoria Y, o diferencial traseiro de deslizamento limitado com relação final de 3,55:1 (câmbio automático) ou o diferencial Torsen com relação final de 3,73:1 (manual). E também a possibilidade de usar o novo sistema de entretenimento Sync com aplicativos, que pode ser ligado ao smartphone e permite que o Mustang atual acesse a internet, receba e faça atualizações em redes sociais (Facebook e Twitter), toque música de rádios virtuais e até faça reservas e receba pedidos de compras online. A força de ontem com o conforto tecnológico de hoje. (Com informações da agência AFP)

Ícone pop

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
    Imagem: Divulgação

    Fliperama...

    A criação do Mustang em 1964 revolucionou não apenas o mercado automotivo, mas inspirou também o universo pop. Além dos óbvios chaveiros, bonés e camisetas, o muscle car deu origem a uma máquina de fliperama ainda em 1964, feita em madeira pela Chicago Coin Company. A ideia foi retomada este ano pela Stern Pinball, também de Chicago, com uma nova máquina totalmente eletrônica e personalizável.

  • Imagem: Reprodução
    Reprodução
    Imagem: Reprodução

    ... música...

    Em 1965, Mack Rice criou o hit R&B "Mustang Sally", com covers de Wilson Pickett, BB King e Eric Clapton, Bruce Springsteen, Buddy Guy e Creedence Clearwater Revival. A letra diz: "Mustang Sally, acho melhor você desacelerar". No Brasil, Wilson Simonal cravou em 1969 que "A questão social, industrial, não permite e não quer que eu ande a pé. Na vitrine um Mustang cor de sangue...".

  • Imagem: Divulgação
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    ... jogos e filme...

    Ainda no campo de diversões, houve um jogo chamado "Ford Mustang" para PlayStation 2 e o carro está presente em praticamente toda franquia de títulos de corrida, incluindo "Need For Speed", que virou filme recentemente tendo o Mustang anterior e o atual como astros. Impossível deixar de citar "Gone in 60 Seconds", filme de 1974 com refilmagem em 2000, que criou o mito "Eleanor", um Mustang 1971.

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    ... e até esmalte

    Como fazer de um carro que praticamente exala testosterona pelo escapamento um modelo atrativo também para mulheres? Uma ideia foi personalizar a geração anterior com elementos que lembram anéis e correntes de ouro rosa e tecidos acetinados. Já o carro atual preza por mais conforto interno e tecnologia. A Ford também aposta em produtos paralelos, como esmaltes cuja cor principal é o vermelho Race.

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