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Nova geração do Honda Fit parte de R$ 49,9 mil; câmbio CVT custa R$ 4.600

Do UOL, em São Paulo (SP)

04/04/2014 20h00Atualizada em 17/04/2014 17h02

A Honda anunciou nesta sexta-feira (4) os preços de toda a gama da nova geração do Fit. As revendas da marca japonesa começam a receber o carro no final deste mês. Veja a tabela com as quatro versões:

Fit DX -- R$ 49.900
Fit DX CVT -- R$ 54.500
Fit LX -- R$ 54.200
Fit LX CVT -- R$ 58.800
Fit EX CVT -- R$ 62.900
Fit EXL CVT -- R$ 65.900

Divulgação
Honda Fit 2015 nacional, versão EX: "cara de asa" radicalizou na nova geração Imagem: Divulgação
O preço inicial da gama do novo Fit é o mesmo da atual geração (cuja versão de entrada é a CX com motor 1,4 litro). A nova versão top, denominada EXL e dotada de câmbio CVT (continuamente variável), é R$ 2.310 mais cara que a EX A/T de cinco marchas -- mas a nova EX CVT sai R$ 790 mais em conta. Em suma, não houve correção significativa nos valores.

De toda forma, paga-se mais R$ 900 para ter pintura metálica ou perolizada.

A terceira geração do Fit traz a nova linguagem visual dos carros da Honda, denominada "Solid Wing Face" em inglês. A tradução não é fácil, mas o resultado é evidente: grade frontal (com seção interna cromada) e conjunto óptico continuam lembrando um par de asas, mas agora ocupam área maior. O conjunto é mais coeso e "fechado" -- parece até a dianteira de um carro elétrico. Por trás, o Fit continua lembrando um crossover em escala menor.

A mesma plataforma do novo Fit estará na segunda geração do sedã City e também no SUV compacto Vezel (nome provisório), modelos a serem lançados, respectivamente, no segundo semestre deste ano e em 2015 -- ano em que a produção do trio será concentrada na nova fábrica da Honda, em Itirapina (SP).

Sob o capô, o novo Fit traz como única opção o motor i-VTec FlexOne de 1,5 litro, que agora dispensa o tanque extra de gasolina para partida em clima frio com etanol (se necessário, ocorre aquecimento nos injetores). A unidade teve aumento da taxa de compressão, comando de válvulas redesenhado e atrito e peso reduzidos, segundo a Honda. Com etanol, entrega 116 cavalos (a 6.000 rpm) e torque de 15,3 kgfm (4.800 rpm). A potência não mudou, mas o torque cresceu em 0,5 kgfm.

A grande novidade mecânica é a volta da transmissão CVT ao Fit, agora pertencente à família global de trens-de-força batizada (cafonamente, diga-se) de Earth Dreams. Agora ela possui conversor de torque, o que, segundo a fabricante, garante mais força nas saídas -- algo importante para encarar situações de trânsito travado. Não há simulação de marchas (como, por exemplo, no CVT do novo Corolla); em compensação, a elasticidade do conjunto reduziu o consumo de combustível -- UOL Carros apurou que testes indicaram eficiência maior que a da transmissão manual.

Nas versões do novo Fit em que não é de série, o câmbio CVT custa R$ 4.600 extras.

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Traseira do novo Fit ainda faz força para lembrar um pequeno crossover Imagem: Divulgação
O QUE ELE OFERECE
A Honda ainda não divulgou o conteúdo completo das versões do novo Fit, mas sublinha alguns itens -- como o sistema multimídia com rádio, tela LCD de 5 polegadas, Bluetooth, MP3/WMA, entradas P2 (fone de ouvido) e USB e câmera de ré, presentes nas versões EX e EXL.

A versão LX oferece um sistema de som mais simples; na DX, é equipamento opcional.

Todas as versões do novo Fit oferecem de série direção com assistência elétrica, ar-condicionado, cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes e ancoragem tipos Isofix e Latch para assentos infantis -- algo importante num carro familiar, que se gaba da modularidade de seu interior. UOL Carros apurou que o novo Fit vem com rodas de liga leve em todas as versões, menos na DX, que usa roda de aço com calotas. A garantia do Fit 2015 é de três anos, sem limite de quilometragem.

BOM DE LOJA
Sucesso de vendas no Brasil, onde foi lançado em 2003, o Fit já bateu na casa das 500 mil unidades produzidas no país, na fábrica de Sumaré (SP). A terceira geração começou a ser vendida no Japão em 2013 e chegou aos Estados Unidos em janeiro deste ano, no Salão de Detroit. Na Europa, o modelo recebe o nome Jazz.

Difícil de ser definido, o Fit tem como principal rival no Brasil o monovolume Fiat Idea (ambos sobreviveram ao Chevrolet Meriva). A rigor, acaba sendo opção a hatches premium como Ford New Fiesta e Citroën C3. Até o final de março, segundo a Fenabrave, foram emplacadas 8.915 unidades do Fit em todo o Brasil -- quase 4.000 a mais que o Idea. No mesmo período, a Honda vendeu  29.213 carros (3,77% de participação no mercado nacional).

Ainda em abril, a fabricante japonesa oferecerá uma sessão de test-drive do novo Fit, da qual UOL Carros participará. Nossas impressões serão publicadas oportunamente.

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