Carros

Fábrica da Fiat em PE entra na campanha presidencial

Claudio Luís de Souza

Do UOL, em São Paulo (SP)

02/04/2014 12h30Atualizada em 02/04/2014 19h58

O presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, esteve em Pernambuco nesta quarta-feira (2), a convite do governador Eduardo Campos (PSB). Na cidade de Goiana, a pouco mais de 60 quilômetros da capital Recife, fica o polo automotivo com a nova fábrica do grupo Fiat-Chrysler, que já está 75% pronto.

Os dois tiveram um encontro no local. Segundo a imprensa pernambucana, Belini e Campos inspecionaram algumas seções do complexo e do parque de fornecedores que já estão prontas. Para estar com o futuro candidato socialista, o chefão da Fiat abdicou inclusive de participar da convenção de imprensa que apresentou o Linea 2015, realizada em São Paulo nesta manhã.

A previsão é de que o complexo de Pernambuco seja inaugurado em dezembro, com produção começando em janeiro de 2015. Por ora, apenas a produção do SUV compacto Jeep Renegade está confirmada no local. Campos deve se desligar do governo de Pernambuco na sexta-feira (4) para assumir um lugar na disputa presidencial de outubro.

A candidatura, que deve ter ex-senadora Marina Silva (PSB) como vice, deveria ser anunciada nas próximas semanas, em Brasília (DF), mas pelo visto já está a pleno vapor.

Nesta quarta, ainda sem nada específico da Fiat para inaugurar, o governador estreou uma unidade de fabricação de vidros em Goiana. Segundo o jornal "Diário de Pernambuco", Campos disse que, "em alguns anos", Pernambuco será um dos cinco Estados com maior participação industrial no PIB do Brasil.

COMO SERÁ A FÁBRICA
A fábrica de Goiana pode ser considerada a segunda da Fiat do Brasil, além da sede em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), ainda que tecnicamente pertença ao novo grupo Fiat-Chrysler Automobile e vá iniciar sua produção com um modelo da marca Jeep. As companhias vão ocupar 12 edifícios, onde serão produzidas 17 linhas estratégicas de componentes, segundo a agência italiana Ansa.

Farão parte do projeto a Magneti Marelli (com seis unidades produtivas), a joint-venture Magneti Marelli-Faurecia, Lear, Adler, Pirelli, Saint-Gobain, Powercoat, Denso, PMC, Tiberina e Brose. Eles vão fabricar desde bancos e tapetes a sistemas de ar-condicionado, eixos de suspensão e tanques de combustível. O complexo terá área construída de 270 mil metros quadrados.

As 17 linhas que serão instaladas no local vão responder por cerca de 40% da demanda de componentes por parte da Fiat.

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