Carros

Recall do Malibu deve complicar situação da GM em CPI nos EUA

Do UOL, em São Paulo (SP)

01/04/2014 14h58

A semana começa tensa para a General Motors, que verá sua presidente Mary Barra testemunhar em espécie de CPI do Congresso americano nesta terça-feira (1º de abril) sobre a segurança de seus carros, em meio a uma dezena de recalls. Sendo mais específico, foram 13 convocações em 2014.

Em seu chamado mais recente, divulgado no final da segunda-feira (31), a montadora vai verificar o sistema elétrico da caixa de direção de 1,3 milhão de carros de sete modelos em todo mundo. Segundo a GM, o volante pode ficar sem assistência elétrica de uma hora para outra nesses modelos e "algumas colisões com pessoas feridas podem ser relacionadas à perda da assistência elétrica". Não há informações sobre vítimas fatais, diz a fabricante.

Os modelos afetados são:

- Chevrolet Malibu: modelos 2004, 2005, algumas unidades do modelo 2006, bem como os modelos 2008 e 2009.
- Chevrolet Malibu Maxx dos modelos 2004, 2005 e algumas unidades do modelo 2006.
- Chevrolet HHR (sem motor turbo): algumas unidades dos modelos 2009 e 2010.
- Chevrolet Cobalt (americano): algumas unidades do modelo 2010.
- Saturn Aura: algumas unidades dos modelos 2008 e 2009.
- Saturn Ion: unidades dos modelos 2004 a 2007.
- Pontiac G6: modelo 2005 e algumas unidades dos modelos 2006, 2008 e 2009.

De acordo com a montadora, o reparo das unidades afetadas envolve a troca da coluna de direção, do motor elétrico da coluna de direção, do controle do sistema de assistência, isoladamente ou em combinação.

Procurada por UOL Carros, a GM do Brasil afirma que "as unidades do Malibu vendidas no Brasil não estão afetadas". O sedã grande começou a ser comercializado em nosso país a partir de 2010, fora do período de modelos afetados.

VETERANA DE RECALLS
O agravante deste novo recall é que ele está "encavalado" à convocação do miolo da ignição de mais de 2,2 milhões de unidades de modelos mais antigos. Esta falha, que só foi admitida em fevereiro deste ano, está ligada a pelo menos 12 mortes, gera processos contra a montadora e obriga a presidente da marca a depor no Congresso americano nesta tarde.

Além das duas convocações citadas, a GM fez ainda outros 11 recalls em 2014, totalizando 7 milhões de carros. Já é uma marca superior a média de convocações feitas entre 2009 e 2013: no período, a companhia teve de revisar uma média de 1,8 milhão de unidades por ano.

Mary Barra terá de convencer os parlamentares americanos da Comissão de Comércio e Energia de que a GM não foi negligente com a segurança dos consumidores por motivos econômicos. Alguns críticos acusam a marca de ter escondido do público seu conhecimento sobre falhas nos miolos de ignição de alguns modelos para evitar perdas ainda maiores nos valores de suas ações em momento delicado para a montadora.

No biênio 2008-09, a GM foi fortemente abalada pela crise econômica internacional e se viu obrigada a pedir proteção à falência, sendo salva com injeção de dinheiro do governo americano, do governo canadense e de verba de fundos de pensão da companhia.

Stan Honda/AFP
Mary Barra já se desculpou publicamente, mas terá de convencer Congresso de que GM não foi negligente com segurança por motivos econômicos Imagem: Stan Honda/AFP

Por outro lado, a montadora e seus advogados se defendem citando os termos do acordo feito com a Casa Branca e com o Tesouro americano, que estipula que a Nova GM -- como a empresa que emergiu da crise passou a ser conhecida juridicamente -- não tem qualquer culpa ou participação nos ativos da antiga GM (pré-crise) e em qualquer acidente ocorrido antes de 10 de julho de 2009.

De acordo com a agência "Automotive News", testemunhas e fontes ligadas ao NHTSA apontam que a GM sabia das falhas no miolo de ignição de seus modelos desde 2001 e que teria até mesmo feito a mudança do projeto das peças à época.

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