Carros

Chefão de Fiat-Chrysler confirma Jeep Renegade como 1º carro de PE

André Deliberato

Do UOL, em Genebra (Suíça)

04/03/2014 16h20Atualizada em 04/03/2014 17h49

O maior destaque da Fiat-Chrysler (FCA) no Salão de Genebra 2014 é o SUV compacto Renegade, da Jeep. Ele era, ao menos, o carro mais cobiçado e disputado por jornalistas presentes ao evento nesta terça-feira (4). E o Renegade será mesmo brasileiro: de acordo com o chefão da FCA, Sergio Marchionne, o modelo será o primeiro a ser produzido na fábrica da Fiat em Goiana (PE), a partir de 2015. No ano seguinte, entra no mercado chinês, crucial para os planos da submarca americana de vender mais de 1 milhão de carros globalmente.

A plataforma do Renegade é a mesma utilizada pelos Fiat 500L, 500X (ainda inédito) e Punto europeu. Isso abre, também, a possibilidade de que minivan e crossover também sejam fabricados -- e de que o hatch possa ser renovado. "Existe essa chance, e vocês até já viram alguns 500L rodando no Brasil", disse um executivo italiano que preferiu não se identificar. (De fato, já houve vários flagrantes do modelo rodando pelo país.)

  • AP

    Jeep Renegade, que será pernambucano em 2015: grande atração do evento em Genebra

Para a Europa, a produção do Renegade será em Melfi, na Itália. O modelo de entrada da Jeep vai enfrentar rivais como Renault Captur, Nissan Juke, Opel Mokka e o (recém-chegado da Índia) Ford EcoSport. No Brasil, a turma de rivais será parecida: EcoSport, Tracker, versões mais caras do Duster e -- a depender do preço -- até modelos maiores, como Hyundai ix35, Kia Sportage e Honda CR-V. Os preços ainda não foram divulgados.

"Com a fábrica de Pernambuco e modelos da Chrysler produzidos no Brasil, nossa intenção é voltar a ter uma margem [de lucro] de dois dígitos no país", disse Marchionne em Genebra. Sozinha, a fábrica da Fiat em Betim (MG), que já foi extremamente lucrativa, não dá mais conta. 

COMO É O CARRO
Visto de frente, o suvinho (cujo nome pode mudar no Brasil) não é feio, mas é difícil encaixar o visual de Jeep num veículo tão compacto (ele parece o Patriot em tamanho reduzido). A traseira é inovadora e causa estranheza num primeiro momento, ainda mais pela lanterna traseira em formato de X. Com o tempo, essa impressão melhora.

JEEP É MAIS IMPORTANTE

O CEO da Fiat-Chrysler (FCA), Sergio Marchionne, deixou claro, neste Salão de Genebra, que o Brasil é crucial para a estratégia global da aliança. "O Brasil é extremamente importante para a FCA, e a prova disso é que que nossa maior fábrica fica em Betim", disse o executivo.

Mas a chegada do Renegade, e também sua prioridade na inauguração da linha da fábrica de Goiana (PE), mostra que a marca Jeep é tida como mais promissora num futuro próximo.

"O Renegade é nossa aposta para conquistar um segmento do mercado em que ainda não atuamos", disse Marchionne nesta terça-feira (4).

"O projeto dele foi desenvolvido nos Estados Unidos, mas usa plataforma global para poder ser vendido no mundo todo. Brasil, China e mercados emergentes serão seu foco", disse o chefão -- e quem vende bem na China é que é importante, lembra UOL Carros.

O Renegade tem 4,23 metros de comprimento, 1,69 metro de largura e 2,57 metros de entre-eixos (quase as mesmas dimensões de um Kia Soul, apenas para efeito de comparação). O porta-malas carrega 350 litros de bagagem, ou até 870 litros caso os bancos traseiros sejam rebatidos.

O interior é uma clara mescla de elementos da Jeep com soluções da Fiat. O acabamento não é do mesmo nível de carros como Cherokee/Grand Cherokee, é claro, mas também não deve nada ao de um Chevrolet Tracker, por exemplo.

A tela tátil de 6,5 polegadas do console incorpora sistema de som com rádio, GPS, Bluetooth e entradas USB e auxiliar. A Jeep oferece sete airbags (dois para cada ocupante dianteiro, um para o joelho do motorista e dois de cortina), controle de tração e de estabilidade, aviso de ponto cego e assistente de partidas em rampa, entre outros itens.

Entre os destaques do carro para o uso fora-de-estrada estão o controlador automático de descida (HDC, sigla para Hill Descent Control); tração 4x4 com opção de marchas reduzidas (chamada pela fabricante de Jeep Active Drive), que oferece até cinco modos de condução (Auto, Neve, Areia, Lama e Pedra, este último apenas na versão topo Trailhawk); teto solar My Sky, que pode ser manual ou elétrico (também opcional); amortecedores de frequência seletiva (FSD); e suspensão independente (McPherson na dianteira e do tipo Chapman na traseira).

  • Divulgação

    Interior do Jeep Renegade mostra claramente uma fusão de conceitos de Fiat e Chrysler

MOTORIZAÇÃO
De acordo com a Jeep, existem até 16 combinações de motores e transmissões diferentes: quatro motores MultiAir a gasolina, dois a diesel (chamados de MultiJet 2) e um E-torq flex; e quatro caixas de câmbio, sendo uma automática de nove marchas, uma automatizada de dupla embreagem e seis velocidades e duas manuais (de cinco e seis marchas).

Entre os motores a gasolina estão dois conhecidos pelo consumidor brasileiro: o 1.4 turbo (utilizado pela Fiat no Punto e Bravo T-Jet), de 152 cavalos e 25,4 kgfm de torque, e o MultiAir 2.4 aspirado, de 184 cv e 24,5 kgfm de torque. A transmissão automática é fabricada pela empresa alemã ZF (é a mesma caixa utilizada pelo recém-mostrado Cherokee) e só pode ser aliada ao motor Multijet 2 a diesel (de 2 litros) e ao MultiAir a gasolina (2.4).

A Jeep ainda não confirma o conjunto mecânico que será oferecido ao brasileiro, mas afirma que ele será produzido no Brasil. A gama completa de preços, bem como todo esclarecimento sobre a linha de motores e câmbios para cada país onde o carro será vendido, será divulgada pela empresa nos próximos dias.

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