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Mercedes-Benz "encolhe" Classes E e S para fazer seu maior Classe C

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Detroit (EUA)

13/01/2014 07h59Atualizada em 13/01/2014 19h27

A Mercedes-Benz reuniu jornalistas do mundo todo e seus principais executivos em um hotel no centro de Detroit, na noite do domingo (12) que precedeu a abertura do salão, para fazer uma festa particular. O motivo: apresentar a nova geração de seu carro mais importante, o Classe C.

Tamanha importância fez a marca dedicar toda uma noite para o novo modelo, que desta forma não terá de dividir os holofotes do estande da marca no Salão de Detroit com os demais lançamentos da marca para o mercado americano (e global, claro), o suvinho bombado GLA 45 AMG (tração integral, quase 360 cavalos e 0-100 km/ em 4,8 segundos) e o S 600, configuração do luxuoso Classe S dotada de motorzão V12 de 530 cv. E chega de falar deles.

CONFIANÇA
Para o chefão da Mercedes, o alemão Dieter Zetsche, não foi noite para declarações contidas: "O novo Classe C será a melhor oferta do segmento", afirmou, antes de enumerar as características do novo carro -- que ficou maior, mais espaçoso, mais tecnológico e, dependendo da versão a ser escolhida, consegue ter cabine mais refinada do que o carro que vendeu 2,4 milhões de unidades apresentaria "em duas atualizações normais". O peso caiu em até 100 quilos. O salto do atual ao novo realmente foi grande.

Para quem observa o novo Classe C ir, é inevitável lembrar um Classe E encolhido, dono de uma traseira curta, até, e demarcada pelas lanternas de LED em formato de pétalas. A partir da frente, porém, é totalmente um mini-Classe S, com sua grade frontal classuda com a estrela de três pontas no topo do capô (pacote Avantgarde) ou sua frente aeronáutica com a estrela ao centro da grade (Exclusive) e seus faróis em forma de joia, com domínio de LEDs.

Construído sobre nova plataforma, o sedã tem 4,68 metros de comprimento, 1,81 m de largura e entre-eixos de 2,84 m -- crescimento em todas as dimensões. O porta-malas comporta 480 litros de bagagem e também traz apetrechos típicos do E (como abertura/fechamento elétrico) e S (compartimentos escamoteáveis).

Do andar de cima também vem a tecnologia embarcada, que garante entre outros itens (alguns opcionais) faróis Full-LED, observação 360º por câmeras, suspensão a ar com adaptação da carroceria ao asfalto através de câmeras e sensores, prevenção de batidas frontais e também traseiras, alerta de sonolência, piloto automático adaptativo, sistema multimídia com acesso à internet, manobras de estacionamento autônomas e airbags múltiplos inovadores (frontais, laterais, de cabeça, de joelho para o motorista e de pélvis para motorista e passageiro frontal).

Nos Estados Unidos, as importações começam após o Salão de Detroit, mas os planos vão além: o C será o primeiro carro de passeio fabricado no país, em Tuscaloosa (Alabama), unidade de onde apenas SUVs saem atualmente.

Na Europa, o modelo já pode ser encomendado por 33.558 euros (R$ 108.315 ao câmbio de 12 de janeiro) pelo C 180, 36.414 euros (R$ 117.530) para o C200 e finalmente 38.675 euros (R$ 124.830) pelo C220 BlueTec (diesel, 172 cv, 40,78 kgfm). Lá, espera-se ainda por versões híbrida (diesel e elétrico) de 234 cv, quatro-cilindros a gasolina de até 241 cv e seis-cilindros a gasolina de 338 cv.

NOVO PATAMAR
Para os executivos brasileiros, este novo C será o carro capaz de fazer a marca finalmente ter chance de assumir a liderança do segmento de luxuosos do país, algo que pode ocorrer ainda este ano, mas que provavelmente será mais factível de acontecer em 2015. O sedã desembarca ao Brasil entre junho e julho e quando o Salão do Automóvel de São Paulo começar, em outubro, já deverá estar embalado no mercado, segundo o prognóstico.

Por aqui, aliás, o sedã será vendido somente nas versões C180 (1.6 turbo a gasolina, 158 cavalos, 25,5 kgfm), C200 (2.0 turbo a gasolina com 186 cv e 30,6 kgfm) e C250 com pacote AMG, além da configuração AMG, ainda a ser apresentada.

Ainda assim, é um carro que não deve ter mais o domínio das vendas da marca por aqui. Se já chegou a representar 60% dos emplacamentos da Mercedes, o Classe C agora deverá dividir forças com Classes A, B e com o CLA.

Não há definição de pacotes (motores, versões e equipamentos), nem de preços. Especulações de que o modelo partiria de um patamar de valores muito alto -- acima dos R$ 150 mil -- por conta do preço de lançamento do sedã médio-compacto CLA (R$ 147.500) são infundadas, segundo os representantes locais da marca: "Este primeiro CLA veio muito equipado, é uma edição especial de lançamento, tem um caráter exclusivo e não pode ser tomado como base, pois quando as versões normais estiverem disponíveis, elas se posicionarão acima e abaixo do C. Além disso, não dá para dizer que o Classe C vai começar em R$ 150 mil, nem definir um patamar, pois temos de definir versões, motores, decidir e até homologar equipamentos, analisar fatores que podem nos levar a ter um C mais 'pelado' e um totalmente completo". Paga-se pelo Classe C atual entre R$ 109 mil e R$ 142 mil.

Mas dá para falar: o novo C será também o primeiro carro a ser fabricado pela Mercedes-Benz do Brasil em sua unidade de Iracemápolis (SP), em 2016.

  • Eugênio Augusto Brito/UOL

    Dieter Zetsche, chefão da Mercedes, em dois momentos com o Classe C. Segundo a marca, sedã será mais atraente que rivais, mas também reforçará tradição de outras épocas.

  • Eugênio Augusto Brito/UOL

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